VALENTINO Uma marca que foi da nossa eleição

Valentino

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Não quero dizer que a marca Valentino, criada por Valentino Garavani, tenha perdido todo o “glamour” desde que o nosso querido mestre da Moda Italiana vendeu o atelier de Costura. Não! A marca mudou de proprietários e os assistentes de Valentino tomaram o lugar de directores.

O Valentino que nos fazia perder a cabeça em cada desfile a que assistimos, desapareceu de cena. As colecções passaram a ser da responsabilidade criativa de Maria Grazia Chiuri e de Pierpaolo Picciolli.

Tarefa difícil. Valentino é único. Os seus ex-assistentes são bons e tiveram um bom mestre, mas os pormenores que davam uma as notas maravilhosas a todas as peças, eram apenas seus.

Os modelos que apresentamos, com a marca Valentino, pertencem à derradeira colecção de Alta-Costura elaborada pelos seus assistentes.

A próxima será apenas da autoria de Pierpaolo Piccioli, já que a dupla está separada porque Maria Grazia Chiuri mudou-se para a casa DIOR. Oxalá, tenham ambos muita inspiração.

A Dior, uma casa que adorei quando ia a Paris como enviada especial da TV Guia para fazer a cobertura jornalística da Alta-Costura, continuando a marcar presença na qualidade de directora da Moda & Moda, cargo que exerço há 32 anos, após a morte do Sr. Christian Dior, passou a ser da responsabilidade de Yves Saint-Laurent de 1957 a 1960, de Marc Bohan de 1960 a 1989 que fez maravilhas, mas que saíu para uma grande casa londrina. Depois Ferré de 1989 a 1996, ainda manteve a chama sagrada do Sr. Dior, até que entrou o espalhafatado Galliano que fez daquela casa uma palhaçada, passando para a direcção de Raf Simons, um belga que não percebeu o que é a Alta-Costura Francesa.

A grande novidade da próxima temporada na Dior, é que a responsável da marca passa ser Maria Grazia Chiuri, uma personalidade que suponho, terá aprendido muito com Valentino. Quero com isto dizer que, é com certa ansiedade, que aguardo a próxima colecção da Dior, assim como estou ansiosa por ver como o Pierpaolo Picciolli se destrinça sozinho.

 

Agora, deixo às minhas queridas leitoras, um pouco do trabalho dos dois numa viagem ao Oriente. Uma boa recordação.

 

Marionela Gusmão