Riscas, à procura da aldeia global?

Por mais que se estude e se tente compreender a evolução da moda do vestuário, em boa verdade, quando se chega ao tecido de riscas ficamos cada vez com mais dúvidas.

 

As riscas (traços estampados, tiras em tecido ou rendas sobrepostas) largas ou estreitas formando ou não linhas rectas ou curvas por mais que se prolonguem nunca se encontram, estão há séculos na moda do vestuário feminino e masculino.

 

Michel Pastoreau, arquivista paleógrafo e director de estudos na Escola Prática de Estudos Superiores (Sorbonne IV Secção), titular da cadeira de História da Simbólica Ocidental, no seu livro “O tecido do Diabo” refere as riscas desde o séc. XIII com a desenvoltura de quem conhece como o verbo ousar faz a diferença para aqueles que têm acesso ao chique, ao requinte, à promoção social.

 

No entanto, a trajectória das riscas remete-nos para tempos recuados do séc. XIII, embora se tenha tornado mais conhecida pelos menos eruditos a partir da pintura de grandes mestres flamengos do séc. XVII, da escola francesa do séc. XVIII (com grande destaque para as obras de Watteau) e, finalmente dos grandes mestres do séc. XIX com James Tissot (Nantes 1836- Besançon 1902) a pontificar.

 

Os que afirmam que as riscas estão muito interligadas à Revolução Francesa (de má memória para a signatária deste texto) esquecem-se dos seus atributos nas riscas heráldicas.

 

Sem pretendermos descodificar a universalidade da geometria, como elemento que participa na moda, não podemos deixar de referir que existem figuras – triângulo, circunferência e espiral – de grande simbolismo no traje civil.

 

Indicadas na horizontal para favorecer as magras e na vertical para ajudar as mais fortes a aparentarem uma figura mais esguia, as riscas na temporada actual usam-se em linhas verticais, horizontais e oblíquas para as mais diversas ocasiões.

 

Mas que simbolismo, as riscas revelam ou escondem?

 

Quanto a nós, a novidade deste grande clássico da moda é, agora, a sua combinação com motivos de origem étnica e floral. Talvez uma tentativa de entendimento pelo menos nesta área, daquilo que deve ser a tão falada aldeia global que não passa de promessas dos “verdadeiros donos disto tudo”.

 

E se os políticos levassem à risca as promessas maravilhosas que nos fazem? Era um acto de justiça! Merecemos.

 

Marionela Gusmão

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