Alta Costura - A Melhor Moda do Mundo

A moda, principal espelho do mundo em que vivemos, reflecte nesta temporada um maior número de casas de Pronto-a-Vestir com falta de criatividade e a Alta-Costura a exacerbar os melhores tecidos, alguns fabulosamente bordados.

 

Depois de visionarmos as modas Francesa, Italiana e Americana do PAP, ficou-nos a sensação que a Itália se está a desmoronar no que se refere à Alta-Costura, segura ainda pelo pilar que Rafaella Curiel representa e por mais dois ou três costureiros, enquanto, em Paris, o luxo raramente atingiu um pico tão alto.

 

Hoje, não podemos escrever de um estilo. Cada casa tem o seu estilo com uma renovação quase inacreditável.

 

Alguém diria que um modelo com a griffe Valentino poderia apresentar-se tal como na actual temporada Primavera/Verão? Nem pensar!

 

Muitos dos que conhecemos e aplaudimos entusiasmadamente já não apresentam as suas colecções como é o caso de Pierre Cardin, felizmente ainda vivo, Louis Fèraud que com a sua morte a casa não sobreviveu, Pierre Balmain que também faleceu tendo deixado a sua casa ao seu assistente Erik Mortensen de quem ainda vi colecções belíssimas.

 

E num desfilar de memórias recordo a Madame Carven, minha amiga até ao fim dos seus dias, cuja casa apenas faz, nem sempre, desfilar a colecção de Pronto-a-Vestir.

 

Se começar a escrever sobre os que apresentaram as suas colecções de Alta-Costura e por ordem alfabética, tenho no topo da lista o Sr. Giorgio Armani a quem me ligam saudades da viscondessa de Vignial, sua directora internacional apenas para os perfumes, e que apresentou uma uniformidade de estilo, sempre com os seus shorts, tecidos transparentes e a linha inimitável com que Deus o dotou.

 

E quanto eu gosto de ver a colecção da Chanel. Karl Lagerfeld é imbatível e tem uma capacidade de trabalho que contribui para o milagre da permanente ressurreição da “Maison”. Trata-se de uma casa bafejada pela sorte desde o nº. 5 e do encontro com o Duque de Verdura.

 

A Dior, benza-nos Deus, desde a saída do Marc Bohan nunca mais se encontrou. Bem me disse Yves Saint Laurent: “aquela casa tornou-se um circo, isto no tempo em que o director artístico era o John Galliano”. Teve lá o saudoso Yves Saint Laurent, mas ele tinha asas e voou. Infelizmente, a sua partida que o levou para o céu ganho enquanto esteve na terra, também deixou um vazio que, por mais que o pseudo amigo invente, não há substituição possível. Os génios não têm quem os iguale.

 

Positivamente falando, admiro o Elie Saab, um costureiro de uma perfeição irrepreensível que continua no caminho traçado desenhando bordados infinitos em cores de ternura. É um dos meus favoritos da actualidade.

 

Georges Hobeika, libanês como Elie Saab e Zuhair Murad continua a brilhar nos desfiles de Paris. E que não nos faltem, porque se alguém os começa a cansar já têm casa em Nova Iorque…

 

Giambattista Valli tem uma rara sensibilidade e isso foi-me dito por Emmanuel Ungaro. Tinha vendido a sua casa à família Ferragamo e estava cansado.

 

Detesto despedidas e ele foi viver com a família para uma linda propriedade no Sul de França. A filha era um amor. Giambattista Valli, ainda chegou a apresentar a colecção de Ungaro, o homem que vestia a Madame Bettencourt, principal accionista da L´Oréal que me conhecia das reuniões do Trophée Lancôme. Curiosamente, fui eu quem a apresentou ao Dr. Mário Soares e à minha saudosa amiga Drª. Maria de Jesus, quando tive a honra de participar no jantar no Eliseu, oferecido pelo Presidente François Miterrand. Nesse tempo, o socialismo não apagava as regras da etiqueta como aconteceu há dias com os reis da Holanda recebidos por Holand y sus muchachos como quem trata a prima da província. Que triste figura!

 

Escrevia acima sobre Giambattista Valli, um costureiro de rara sensibilidade, com um gosto requintado. Às Vezes excede-se no volume das saias.

 

Jean Paul Gaultier continua a ser o “enfant terrible” de Paris, uma lufada de frescura, alguma irreverência, um pouco de loucura à solta, sempre feliz, sabendo não exceder os limites.

 

Schiaparelli é um caso mais complicado. É preciso dar tempo ao tempo. Adorei a colecção de Outono/Inverno 2015/2016, mas ainda não tive tempo para escrutinar esta da Primavera/Verão 2016. Tenho fé que se vai sair bem do comando daquela casa que adoro.

 

Quanto ao meu muito amado Valentino, praticamente do seu estilo, já nada resta. Os novos patrões querem tecidos raros, caros, bordados e uma linguagem que também ainda estou a estudar. A festa foi no antigo palácio de Salomon Rothschild, onde brilharam verdadeiras figuras do “jet set” como, por exemplo Eugenie Niarchos e a sua amiga Bianca Brandolini di Adda. Gente!

No desfile Versace, respira-se o respeito pela alma da casa e a Medusa parece estar atenta ao mais pequeno desvio. Gianni, sopra do céu a criatividade continua a manter a fidelidade das clientes.

 

Zuhair Murad fez uma entrada triunfal na sua estreia em Paris. E… não parou de nos surpreender. A colecção desta temporada é uma sucessão de obras de arte. Um sonho. E mesmo que mais não houvesse, só para ver o seu magnífico trabalho valia a pena sentir o coração apertado tanto nas viagens como na cidade. Foi deslumbrante.

 

VIVA A ALTA-COSTURA!

 

Marionela Gusmão

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