OS DIAS PORTUGUESES DE ISABEL II

UM LIVRO A LER E RELER

1. Marionela Gusmão, António Brás (autor do livro “Os Dias Portugueses de ISABEL II), Marta Vanzeller e Isabel Palmela a escutarem a Directora da Casa-Museu Medeiros e Almeida, Drª. Teresa Vilaça, a qual fez uma excelente introdução à Fundação que dirige e a ligação do Dr. Medeiros e Almeida a Inglaterra. 2. António Brás no uso da palavra sobre o seu livro. 3. Drª. Teresa Vilaça no uso da palavra e o Dr. Marcelo Teixeira, editor das Edições Parsifal.

Por ter dado um depoimento para o livro, António Brás – o autor – entendeu que a apresentação da sua obra me caberia a mim; a Isabel Palmela e Marta Van Zeller (respectivamente filha e neta da 6ª. duquesa de Palmela, Senhora Dona Teresa Palha Holstein Beck), infelizmente já falecida.

A sessão abriu com uma excelente explicação sobre a Casa-Museu Medeiros e Almeida (anfitriã) feita pela sua directora Drª. Teresa Vilaça, cujo trabalho tem sido notável, seguida da Dona Isabel Palmela que citou as raras qualidades de sua mãe, a cujos aplausos me juntei e da Drª. Marta Vanzeller, uma jovem saudosa da sua querida avó, pois sem os seus depoimentos o livro não estaria incompleto.

 

Por último, coube-me a mim apresentar o livro “Os Dias Portugueses de Isabel II”, da autoria do investigador António Brás, na Fundação Medeiros e Almeida.

 

E foi com muito prazer que falei sobre o conteúdo do livro e por estar naquele espaço a que o António Brás chamou a 2ª. Gulbenkian. Em vários acudiram-me à memória gratas recordações do Dr. Medeiros de Almeida, um notável coleccionador que em determinada fase da sua vida foi um excelente amigo tanto para mim como para o meu marido. 

 

Conheci-o muito bem. Primeiro, na Ourivesaria do Sr. Américo Barreto, ao tempo, nosso amigo comum. Eu, ainda era muito jovem mas já coleccionava acessórios de traje civil feminino e masculino.

 

Com as devidas distâncias, existentes entre as nossas colecções, senti sempre que me estimava e através de um tio meu com que o Dr. Medeiros e Almeida contactava com frequência sabia das suas relações tão próximas a Inglaterra que chegou a ser convidado para Embaixador de Portugal naquele reino que neste momento vive em festa.

 

Sofri com o Dr. Medeiros e Almeida as dificuldades que teve com as alterações políticas do nosso país e a ignorância de quem nos desgovernava.

 

 A tempestade passou e o Dr. Medeiros e Almeida realizou o seu sonho de criar a sua Fundação com a mais bela colecção de relógios do mundo e com um acervo de grande qualidade nas áreas das artes plásticas e decorativas, que todos os visitantes podem usufruir.

 

 Mas o que me levou à Fundação Medeiros e Almeida foi o livro que o António Simões Brás escreveu, levando-me a depois de o ler atentamente, a considerar que esta é um obra que faltava e que ele ou outros investigadores podem continuar.

 

O livro foi lançado propositadamente no tempo em que se preparam, em Londres, os grandes festejos a Sua Majestade a Rainha Isabel II de Inglaterra, já que se comemoram os seus 90 anos de idade, cumpridos em Abril último, e a longevidade do seu reinado.

 

Para realizar a investigação histórica que permitiu obter o excelente resultado final desta obra, António Simões Brás consultou os arquivos nacionais da Torre do Tombo, da Biblioteca Nacional de Portugal, o Arquivo do Museu da Presidência da República, diversos arquivos privados, nomeadamente os do 7º. Duque de Palmela, hoje digitalizado na Torre do Tombo.

 

Brevemente, a população inglesa viverá momentos de grande regozijo. No Palácio onde Sua Majestade festejará esta ocasião única, estou certa que o banquete terá os melhores cristais da Boémia, que as velas, colocadas nos candelabros de prata, darão tons rubros aos apainelados dos tectos. As braçadas de flores, harmoniosamente dispostas, irão concorrer para o deslumbramento da festa e os risos dos netos e bisnetos de Sua Majestade a Rainha Isabel II, por certo, transformar-se-ão em Sol e alegria. Creio, que foi todo esse envolvimento feérico, que o autor do livro “Os Dias Portugueses de Isabel II, imaginou e sentiu.

 

Para marcar este momento de dupla satisfação, em terras de Sua Majestade a Rainha Isabel II, António Simões Brás, fez um trabalho de pesquisa incansável, muito produtivo, conseguindo com esse labor, avivar as memórias dos que viveram algumas das festividades que em Portugal lhe foram dedicadas, e também, abrir muitas janelas que deixam espreitar o lado desconhecido das visitas da Rainha Isabel II, ao nosso país.

 

À data da primeira visita de Sua Majestade, a Rainha Isabel II, (Fevereiro de 1957), a apresentadora do livro, ainda era uma adolescente, mas já gostava de tudo o que tivesse muita beleza.

 

Entre a minha familiar Maria de Resende, baronesa do mesmo nome, existia um óptimo relacionamento com a casa real inglesa, posto que o seu pai, o Barão de Resende exerceu o cargo de Administrador da Companhia Inglesa de Moçambique (exploração de minas), com tanto zelo, que o nosso Rei, Sr. D. Luís I, o condecorou com a Ordem Militar da Torre e Espada. E, por esse facto, a sua filha Maria de Resende foi convidada para os vários festejos da 1ª. visita, entre eles a Récita de Gala no Teatro Nacional de S. Carlos, em honra de tão ilustres visitantes.

 

A Rainha Isabel II e o seu marido constituíam um casal feliz, eram novos, bonitos e encantadores.

A Rainha, vestida à moda que ainda vinha do “new look” de Dior, arrebatou as multidões por onde passava, quer de coche, quer de automóvel. Era bonita, elegante e tinha um sorriso encantador.

Salazar com a fama e o proveito de muito poupado, “abriu os cofres para que à Rainha nada faltasse”.

 

Foi, talvez, a única grande extravagância de Salazar.

 

É provável que esta manifestação de grandeza se deva ao facto do seu exacerbado portuguesismo e da honra que sentia pela histórica Aliança Luso-Britânica, a qual trouxe até nos, no momento em que se completaram 600 anos, a infeliz Princesa Diana e seu marido o Príncipe Carlos, viagem que acompanhei do princípio ao fim, na qualidade de directora da revista do Lloyds Bank. Já a conhecia de idas ao Polo Cartier em Inglaterra e bastava um simples olhar, para dispensarmos as palavras.

 

Mas, o que vos interessa, decerto saber, é o que o António Simões Brás trabalhou para escrever o Livro “Os dias Portugueses de Isabel II”. 

 

Investigador incansável, tomou nota de muita informação oral e socorreu-se de mais de 150 consultas a obras de várias personalidades conhecidas, quer da área da museologia, quer das famílias da nobreza, com especial relevo para a família Palmela, por ter estado muito ligada à Casa Real Inglesa.

 

A 2ª. visita da Rainha Isabel II a Portugal, não teve tantas festividades. Os tempos eram outros.

 No entanto, o livro destaca a forma como a monarca foi muito bem recebida pelos nossos governantes da época, o Dr. Mário Soares e o Prof. Doutor Cavaco Silva e suas mulheres. Eu estive presente sob o angulo profissional por estar encarregada pelo Lloyds Bank, entidade que pagou a deslocação dos Príncipes a Portugal.

 

A investigação nos arquivos, para realizar esta obra, que recomendo vivamente, foi feita praticamente, a tempo inteiro, durante os anos de 2013 e 2014, levando António Brás, a partir de 2015 começado a trabalhar o material recolhido e, posteriormente, ainda a investigar, sentindo-se obrigado a pôr ponto final em Novembro de 2015, caso contrário, o livro não sairia a tempo das comemorações dos 90 anos da monarca e dos 64 anos de reinado.

 

A génese do livro, encontra-se em duas páginas de uma publicação de António Brás, que referem a amizade entre a Casa Real Inglesa e os 5ºs. Duque de Palmela, Senhora Dona Maria do Carmo e D. Domingos Holstein Beck.

 

António Brás está de parabéns. Esta sua obra é, por si, um marco na investigação histórica nacional. Todas as bibliotecas públicas a deveriam possuir para que os mais jovens possam saber as ligações profundas que unem, desde sempre, Portugal a Inglaterra, mas principalmente após o acordo que foi assinado, em Windsor, em 1386, por plenipotenciários, entre os monarcas Ricardo II e D. João I.

 

Hoje, passados mais de 600 anos, vastos são os efeitos dessa Aliança.

 

Permito-me, contudo, salientar o facto da Rainha D. Filipa de Lencastre ter dado início à mais brilhante dinastia de Portugal, aquela que viria a consumar o feito dos Descobrimentos e que para sempre ficou na História da Humanidade.

 

O Dr. António Simões Brás, está de parabéns. O seu livro a custo corrente do mercado livreiro, vale uma fortuna. É uma grande obra.

 

Marionela Gusmão 

 

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