NETSUKÉ I Fantasia e realidade do Japão de outrora

Netsuko baseado nos elementos do zodíaco oriental

Netsuko de feição popular

Desde que visitámos o Japão, já lá vão uns anos, e depois lá tornámos a ir a convite de marcas japonesas relacionadas com Beleza, dedicámos mais e mais interesse a alguns acessórios do país do Sol nascente. Entre esses, na nossa especialidade em coleccionadores de botões, fomos atraídos pelos netsuké – um acessório que complementa outro acessório – o “inro!

O “inro” pode e deve ser apreciado através da colecção do Museu da Fundação Calouste Gulkenbian – o espaço museológico onde vimos mais “inros” reunidos.

Neste momento, estamos a imaginar que os leitores que não conhecem bem a colecção Gulbenkian, se estão a interrogar: mas o que é isso de “inros”.

Pois bem, o inro é uma pequena caixa destinada a objectos de uso quotidiano, tais como medicamentos, tabaco e outras miudezas, que nasceu para colmatar a falta de bolsos nos quimonos.

 

Como sabemos, o quimono japonês prende-se na cintura por uma faixa larga, denominada “obi”. E os vários departamentos de cada “inro” eram e são unidos por dois cordões laterais, deslizantes, rematados por um “botão” de dimensões variáveis – os chamados netsuké (em português netsuko), que se guardavam no obi (a faixa do quimono).

Usado pelas diversas classes sociais abaixo dos “Samurai” (às quais estava interdito o uso de jóias, os netsukos constituíram o adorno indispensável de várias gerações de japoneses.

Representados pelas mais variadas espécies, os “netsuké” abarcam os elementos do zodíaco oriental como, por exemplo, o rato, o macaco, o leão…, figuras de feição popular por onde passa a fábula com todo o reportório dos deuses, demónios, fantasmas e monstros…

Os materiais utilizados pelos artistas que esculpiram os “netsuké”, apaixonadamente de 1700 até 1912, foram preferencialmente o marfim e a madeira, mas também existem exemplares de grande valia em coral, âmbar e pedras duras.

O número de coleccionadores destas pequenas maravilhas japonesas tem vindo a aumentar e, hoje, os preços são proibitivos para a maioria das bolsas de cada um de nós.

Em 1984, um “netsuké” do séc. XIX, em âmbar amarelo manteiga (o mais raro), foi vendido na Christie’s por cerca de 4 mil contos, pois ainda não nos tinham enganado com essa malvadez de nos avaliarem um euro por 200$00.

Actualmente, essa mesma peça, se porventura aparecesse no mercado, seria multiplicada tantas vezes que o preço seria elevadíssimo.

No preço, existe um factor principal a considerar: a assinatura do autor. Se o autor tem grande importância no panorama das artes japonesas, o valor torna-se impeditivo da aquisição pela maioria dos amantes dos “netsuké”, tendo como último destino os coleccionadores multimilionários.

Na avaliação de um “netsuké” também conta aquilo que os japoneses chamam o “aji”, que nós dizemos patine, isto é o polimento natural que a peça adquire através do manuseamento no decurso dos anos.

Chamamos a atenção dos nossos leitores para a grande quantidade de netsukos falsos que enchem as bancas das feiras de velharias e até em lojas onde ou a ignorância é muita ou falta de vergonha não é menor.

De salientar que estas peças, fazem parte dos tesouros que os japoneses mantiveram em segredo até abrirem os seus portos ao Ocidente,

 

Marionela Gusmão

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