NETSUKÉ I Fantasia e realidade do Japão de outrora

NESUKÉ

Três inros, (peças que sujeitam o netsuko), em laca. Séc. XIX

NETSUKÉ

Netsuko, numa escultura do reportório dos demónios, representando um lobo vestido de franciscano. Séc. XVII

NETSUKÉ

Netsuko, pequena escultura do reportório dos deuses, representando uma figura mística com criança ao solo. Séc. XVII

Netsuko baseado nos elementos do zodíaco oriental

Netsuko de feição popular

NETSUKÉ

Netsuko de feição popular, do séc. XVIII, representando um homem segurando um queijado e um cesto,

NETSUKÉ

Netsuko de feição popular, do séc. XVIII, representando uma figura masculina com um instrumento (musical) na mão esquerda

NETSUKÉ

Netsuko de feição popular, do séc. XVIII, representando um homem acocorado com um buzio na mão direita de feição popular, do séc. XVIII, representando uma figura masculina com um instrumento (musical) na mão esquerda

NETSUKÉ

Netsuko de feição popular, do séc. XVIII, representando um homem sentado com as pernas, cada uma para seu lado, e uma erguida ao alto segurando um pêssego, símbolo de felicidade.

NETSUKÉ

Netsuko baseado nos elementos do zodíaco oriental, representando um par de cavalos alados (séc. XIX).

NETSUKÉ

Netsuko baseado nos elementos do zodíaco oriental. representando cães em madeira a brincar (séc. XVIII).

NETSUKÉ

Netsuko baseado nos elementos do zodíaco oriental, representando cães em marfim, a brincar séc. XVIII

NETSUKÉ

Netsuko baseado nos elementos do zodíaco oriental, representando um macaco sentado (séc. XIX).

Desde que visitámos o Japão, já lá vão uns anos, e depois lá tornámos a ir a convite de marcas japonesas relacionadas com Beleza, dedicámos mais e mais interesse a alguns acessórios do país do Sol nascente. Entre esses, na nossa especialidade em coleccionadores de botões, fomos atraídos pelos netsuké – um acessório que complementa outro acessório – o “inro!

O “inro” pode e deve ser apreciado através da colecção do Museu da Fundação Calouste Gulkenbian – o espaço museológico onde vimos mais “inros” reunidos.

Neste momento, estamos a imaginar que os leitores que não conhecem bem a colecção Gulbenkian, se estão a interrogar: mas o que é isso de “inros”.

Pois bem, o inro é uma pequena caixa destinada a objectos de uso quotidiano, tais como medicamentos, tabaco e outras miudezas, que nasceu para colmatar a falta de bolsos nos quimonos.

 

Como sabemos, o quimono japonês prende-se na cintura por uma faixa larga, denominada “obi”. E os vários departamentos de cada “inro” eram e são unidos por dois cordões laterais, deslizantes, rematados por um “botão” de dimensões variáveis – os chamados netsuké (em português netsuko), que se guardavam no obi (a faixa do quimono).

Usado pelas diversas classes sociais abaixo dos “Samurai” (às quais estava interdito o uso de jóias, os netsukos constituíram o adorno indispensável de várias gerações de japoneses.

Representados pelas mais variadas espécies, os “netsuké” abarcam os elementos do zodíaco oriental como, por exemplo, o rato, o macaco, o leão…, figuras de feição popular por onde passa a fábula com todo o reportório dos deuses, demónios, fantasmas e monstros…

Os materiais utilizados pelos artistas que esculpiram os “netsuké”, apaixonadamente de 1700 até 1912, foram preferencialmente o marfim e a madeira, mas também existem exemplares de grande valia em coral, âmbar e pedras duras.

O número de coleccionadores destas pequenas maravilhas japonesas tem vindo a aumentar e, hoje, os preços são proibitivos para a maioria das bolsas de cada um de nós.

Em 1984, um “netsuké” do séc. XIX, em âmbar amarelo manteiga (o mais raro), foi vendido na Christie’s por cerca de 4 mil contos, pois ainda não nos tinham enganado com essa malvadez de nos avaliarem um euro por 200$00.

Actualmente, essa mesma peça, se porventura aparecesse no mercado, seria multiplicada tantas vezes que o preço seria elevadíssimo.

No preço, existe um factor principal a considerar: a assinatura do autor. Se o autor tem grande importância no panorama das artes japonesas, o valor torna-se impeditivo da aquisição pela maioria dos amantes dos “netsuké”, tendo como último destino os coleccionadores multimilionários.

Na avaliação de um “netsuké” também conta aquilo que os japoneses chamam o “aji”, que nós dizemos patine, isto é o polimento natural que a peça adquire através do manuseamento no decurso dos anos.

Chamamos a atenção dos nossos leitores para a grande quantidade de netsukos falsos que enchem as bancas das feiras de velharias e até em lojas onde ou a ignorância é muita ou falta de vergonha não é menor.

De salientar que estas peças, fazem parte dos tesouros que os japoneses mantiveram em segredo até abrirem os seus portos ao Ocidente,

 

Marionela Gusmão

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