Moda Masculina em Festa

Nunca tive nenhum interesse em escrever sobre Moda Masculina porque raramente via alguma criatividade que me motivasse a fazê-lo. Por outra parte, achei sempre uma grande hipocrisia o costume enraizado de me aperceber que os homossexuais escondiam a sua natureza, como se tivessem que se sentir penalizados por um motivo que não dependia deles.

Em criança e rapariga não me lembro de ter algum amigo que fosse homossexual e se tinha esse problema consigo, disfarçava-o de tal modo, que nunca me apercebi.

Já depois de entrar na casa dos 20 anos, tempo em que me casei, conheci amigos de pessoas minhas amigas que até viviam em conjunto, como um casal, mas o mais discretos possível. Esse assunto não era meu e nunca hostilizei ninguém. Pelo contrário, convidava-os para a minha casa quando realizava alguma festa.

Hoje, tudo mudou. Os “gays”, como lhe chamam, passaram a sentir-se superiores e achar que esse defeito é uma virtude. Pois que seja. Para mim, são exactamente as mesmas pessoas a quem tratei como irmãos, que não critico e que estimo, desde que mereçam os meus afectos.

O homem do séc. XXI é o reflexo da sua própria liberdade, de escolha, de criação, adaptando à filosofia actual o desejo de estética e de bem-estar.

Deixaria este texto para outro colaborador escrever, como quase sempre o fiz, senão tivesse existido esta mudança que aceita o casamento entre dois homens ou entre duas mulheres, alheios ao facto de que é da relação sexual entre um homem e uma mulher que se dá a continuidade da espécie humana.

Mas quem sou eu para concordar ou discordar dessas novas uniões? Ninguém! Não sou política, não faço leis e no meu coração cabem todos os meus amigos.

O que me surpreendeu foi a moda que a Gucci lançou para o Verão 2016.

A moda de festa, em seda, com padrões jamais sonhados para serem usados por homens da actualidade, (já que a fantasia nos tecidos esteve em uso nas classes altas do Barroco ao “Rocaille”, com algumas concessões ao período Império), nunca tinha acontecido. É isso, essa reviravolta que me fascina.

O fato de homem, sempre igual, com a variante das bandas do casaco mais largas ou mais estreitas, as calças mais direitas ou afuniladas, os coletes que datam do séc. XIX, as camisas com os colarinhos quase sempre iguais, as gravatas com poucas alterações… Não! Não tenho gosto nenhum em escrever disso. Sei perfeitamente que um executivo não tem outro remédio senão andar fardado com o fato clássico e a gravata com um nó dado a preceito, os sapatos pretos bem engraxados, mas essa moda, não tem criatividade. Dela apenas se exige perfeição no corte e boa execução.

Vá lá que a moda, dita para executivos, já vai permitindo uns casacos para festas em tecidos com motivos florais, mas… com conta, peso e medida.

Adorei a moda masculina da casa Gucci, como a mais inovadora proposta para as noites de festa do verão que teima em se afirmar na sua plenitude.

Desde há muitos anos que sou fã das malas e mocassins da Gucci, de alguns vestidos que, por ter engordado por doença, estão preservados no meu guarda-roupa. Repito, sou fã até da própria história da casa.

A Gucci nasceu em 1921, é quase centenária e tem feito correr muita tinta. Obviamente que tem ao longo da sua história alguns momentos mais altos do que outros.

A origem da Gucci

Guccio Gucci, filho de um humilde artesão, alcançou o gosto pelo luxo enquanto trabalhava como ascensorista no famoso e requintado Hotel Savoy de Londres. Em 1921, regressou à cidade de Florença e com as suas economias abriu uma pequena loja, com o objectivo de vender malas de viagem, em couro de alta qualidade da Toscana, fabricados pelos melhores artesãos, incluindo membros da sua família. Rapidamente a alta burguesia e a nobreza florentina reconheceram a excelência e a qualidade dos produtos e num ápice a marca superou os limites da cidade, impondo-se como uma das mais notáveis entre a elite do seu país. Com o aumento das vendas Gucio Gucci conseguiu ampliar as instalações.

Nos Anos 30, a Gucci conquistou a clientela internacional mais sofisticada graças à qualidade de bolsas, luvas, sapatos e cintos. Em 1937, mudou-se para um espaço maior. Em pouco tempo, os produtos da Gucci, pelo “design” equestre que lhe foi ministrado, atraíu uma clientela ainda mais sofisticada.

Em 1938, a Gucci por já ter famosos clientes, abriu a sua primeira loja em Roma, no sofisticado endereço da Via Condotti.

No ano seguinte, os seus filhos, Aldo, Vasco e Ugo ingressaram no negócio.

Em 1947, a Gucci lançou no mercado o que viria a tornar-se um ícone da marca: a bolsa com alça de bambú, que seduziu centenas de celebridades. Alias, só no final da década de 40 é que a Gucci adoptou oficialmente o logotipo GG, com um G direito e outro invertido, entrelaçados. Pouco depois, em 1951, outro filho do estilista, Rodolfo, ingressou na empresa e abriu uma loja na cidade de Milão. Dois anos mais tarde, Guccio Gucci , fundador da empresa, faleceu. Nesse mesmo ano os seus filhos, Aldo e Rodolfo, abriram uma loja na cidade de Nova Iorque, onde as célebres estrelas de Hollywood contribuíram para que esta marca italiana brilhasse nas capitais do luxo, seguida de lojas em Filadélfia, San Francisco, Beverly Hills e Palm Beach, dando início à internacionalização da Gucci.

Foi, ainda, em 1953 que a Gucci lançou o ícone – horsebit loafer – calçado estilo mocassim com fivela de metal, além das insígnias verde e vermelha, a principal identificação da marca. Celebridades como Ingrid Bergman, Sofia Loren, John Kennedy e Jacqueline Kennedy, fãs da Gucci, fizeram o resto.

Em 1974 existiam 14 lojas e 46 franquias da GUCCI em todo o mundo. Graças à expansão que Aldo realizou, especialmente no mercado japonês.

Além disso, também foi Aldo quem diversificou a linha de perfumantes, promovendo um novo negócio na empresa para que os seus filhos, membros da terceira geração, pudessem trabalhar.

Não vou escrever hoje sobre as notáveis polémicas desta família, mas aconselho vivamente, a quem vai a Florença, que dispense um tempo para visitar o GUCCI MUSEO, na Piazza della Signoria, no Palazzo della Mercanzia, onde o seu valioso acervo dá lugar a objectos usados por Sofia Loren, Jacqueline Kennedy… Vale mesmo o tempo que se gasta.

Mais tarde, voltaremos a falar da casa Gucci. Tem muito que contar. Até dava um filme com grandes momentos de “suspense”…

Por agora, estou com a maior curiosidade em ver como resulta a viragem da página da Moda Masculina, de festa, bem entendido…

 

Marionela Gusmão

FESTIVOS

Dia da Mãe

Natal

Páscoa

Dia do Pai

Santo António

ARTE

Exposições

Museus

Colecções

História

Notícias

MODA

Alta Costura

Prêt a Porter

Tendências

Acessórios

Notícias

BELEZA

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

NOTÍCIAS

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

  • Instagram ícone social
  • Twitter Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Pinterest Social Icon