No passado dia 7 de Abril a L´ Oréal reuniu, no Hotel Pestana Palace, em Lisboa, um razoável grupo de mulheres, de várias profissões, para assistirem a Uma Conferência com a presença exclusiva de Jane Fonda. Em questão,            

"A Idade é uma Escolha" 

Um debate sobre a importância do envelhecimento activo  e da auto-estima nos seniores.

 

  • L´Oréal Paris lançou uma das iniciativas mais relevantes para reforçar a auto-estima na terceira idade através do envelhecimento activo e dos cuidados com a saúde e a beleza.

  • A mais emblemática embaixadora da marca, Jane Fonda, participou na conferência para partilhar o seu testemunho sobre o “terceiro acto da vida”.

 

L´Oréal Paris organizou a conferência ‘A Idade é uma Escolha’, uma importante iniciativa que visa retratar os desafios da população sénior em Portugal, em particular das mulheres com mais de 60 anos, através da partilha de testemunhos e o olhar da comunidade médica.

 

A conferência contou com a participação da actriz norte-americana e embaixadora de L’Oréal Paris, Jane Fonda, do especialista em medicina antienvelhecimento Manuel Pinto Coelho, autor do livro best-seller “Chegar Novo a Velho”; da jornalista Maria Elisa Domingues, autora do livro “Confissões de Uma Mulher Madura” e de Simone de Oliveira, actriz e protagonista do movimento de L’Oréal Paris “Ama a Tua Pele”.

 

Já sabíamos através de uma empresa associada à revista Moda & Moda que entre 1981 e 2011, em Portugal, a população sénior com mais de 65 anos passou de 11 para 19% (dados da Pordata, Censos 2011). Em 2030, de acordo com dados da ONU, Portugal será o terceiro país mais envelhecido do mundo, com 2,6 milhões de seniores.

 

Segundo Margarida Condado, Directora de Marketing L´Oréal Paris: “É fundamental olharmos de forma mais profunda e positiva para esta geração, que dentro de alguns anos vai representar um quarto da população portuguesa. Se até há pouco tempo a população sénior não era valorizada, o aumento da esperança de vida faz-nos repensar sobre o seu papel e envolvê-la no sistema social. É preciso mudar a imagem negativa que há em relação aos mais velhos, até porque eles próprios estão mais motivados e activos.

 

” Estamos inteiramente de acordo com a Drª. Margarida Condado porque há muitas mulheres que ao atingirem a idade da reforma, continuam no activo porque pelo somatório dos seus conhecimentos, se tornam imprescindíveis. Muitas vezes, essas mulheres são os pilares de muitas empresas.

 

Os dados do estudo Seniores Portugueses – Uma Geração Multifacetada e em Profunda Reconfiguração, de Junho 2014, do The Consumer Intelligence LAB, demonstram que esta mudança já começou, pelo menos no estilo de vida. De acordo com este estudo 34% dos inquiridos não consegue imaginar/não tem ideia de quando se vai sentir uma pessoa da 3ª idade.

 

Curiosamente, a abaixo assinada, mais jovem do que Jane Fonda, mas já na casa dos 70, não sabe nem prevê o que é uma pessoa de idade. Sabe, isso sim que a genética é um factor determinante na vitalidade de cada uma de nós. Como a minha mãe faleceu aos 96 anos, porque deu uma queda que mataria uma criança de seis anos e a minha avó materna e as tias das minhas avós faleceram com mais 100 anos, acredito na longevidade genética. Louvo a minha bisavó Josefina, uma mulher que montou 3 fábricas no Algarve e faleceu com 110 anos, sempre com as rédeas na mão e ao comando.

 

“Segundo a L´Oréal Paris, a empresa desafia os portugueses a olharem para estas mudanças na sociedade, não só para o aumento da esperança de vida e da população sénior, mas também para a mudança de atitude deste segmento, e a nova forma como encaram a vida. À medida que a esperança de vida aumenta, crescem também os desafios para que os anos a mais sejam vividos com qualidade, confiança e independência.

 

A sociedade vigente pressupõe que as pessoas vão perdendo os interesses e predilecções quando chegam à terceira idade. Mas cada vez mais, estas pessoas não se sentem como idosos e não querem ser rotulados como tal. Reclamam o sentimento de juventude até mais tarde e abraçam uma vida saudável, uma dieta alimentar adequada e uma vida mais activa.”

 

E na nossa óptica os que não querem ser rotulados como idosos têm toda a razão. A idade mais do que uma escolha é um estado de alma. Haverá, os mais fracos, que não têm inspiração suficiente para amar a vida, mas a isso não podemos fazer nada. Nesses casos há idosos com 20 e 30 anos.

 

“Muitas pessoas acima dos 60 anos voltam a estudar, encontram novos interesses, dedicam-se a “hobbies”, viajam e exploram as potencialidades das redes sociais no combate à solidão e para se sentirem mais próximos dos seus filhos. É preciso criar produtos e serviços para este segmento e repensar canais e formas de comunicar. Esta geração já não está fechada em casa a ver televisão, mas está activa, ajuda os outros, etc. As marcas e as instituições têm um papel fundamental para alterar a imagem estigmatizada da velhice, potenciando a auto-estima e mudando a percepção de beleza na terceira idade”, acrescenta Margarida Condado.

 

 

L’Oréal contribui para uma nova geração de “sexygenárias”

 

As mulheres passaram muitas transformações nas últimas décadas e têm, agora, uma nova forma de encarar a terceira idade, adicionando objectivos e interesses pessoais, para além de cuidarem da família.

 

Actualmente, muitas mulheres com mais de 60 anos aceitam a sua idade, sem desistir de cuidar de si. Aproveitam ao máximo cada momento da vida e querem sentir-se bem na sua pele. A auto-estima representa um papel fundamental na forma como se encara o avanço da idade. Estão mais preocupadas com a saúde e com a beleza, que é alcançada por uma dimensão interior e por aspectos de ordem mais pessoal.

 

“A idade foi sempre vista como uma patologia. Eu vejo-a como um potencial. Um terço do que advém com a idade é genético, mas isso significa que dois terços do que fazemos nesta fase da vida, a que chamo ‘terceiro acto’, depende de nós. É um estado de espírito. Se eu pareço nova para a minha idade é porque me mantive curiosa e saudável”, testemunha a actriz Jane Fonda.

 

Para Margarida Condado “As mulheres de hoje vivem, pelo menos, mais 30 anos do que as suas bisavós viveram. Quem passa a barreira dos 60, aproveita a vida com outra liberdade, outro prazer e outras possibilidades. A idade já não é visível nos cabelos brancos e nas rugas. É a forma como se vive que faz com que a pessoa se sinta mais nova ou mais velha, independentemente da idade. Neste sentido, a mulher pode escolher a idade que tem, está mais segura de si, já não é sexagenária, é sexygenária”.

 

Generalizar as mulheres não é de todo correcto. A minha mãe, que como já disse faleceu com 96 anos, nunca deixou de ir ao cabeleireiro duas vezes por semana, nem de comprar os cremes que conservavam a frescura da sua pele, que até era linda.

 

É importante para as minhas leitoras, que há mais 40 anos me distinguem com a preferência pelos textos que escrevo sobre beleza, saberem que a L’Oréal Paris procura responder às necessidades da geração “sexygenária” realizando pesquisas em todo o mundo, conversando com milhares de mulheres com mais de 60 anos, na tentativa de compreender os seus estilos de vida, os seus desejos e as suas expectativas de beleza.

 

O estudo Censos da Pele realizado pela Keypoint em Portugal, para a marca L’Oréal Paris, indica que o cabelo e a pele são as duas principais motivações para a auto-estima das mulheres 55+, revelando que para 7 em cada 10 é o que as faz sentirem-se bonitas. Outro estudo - Age Perfect realizado pela Amint — Advanced Market Intelligence Portugal para a marca, confirma também que a percepção da pele é determinante para a auto-estima: uma pele bonita, luminosa e com um tom saudável. Outro ponto determinante é o cabelo — a maioria opta pelo uso regular de coloração para cobrir os cabelos brancos, mas também o enfraquecimento, a perda de volume e densidade, o cabelo seco, baço e sem brilho são fonte de preocupação.

 

De acordo com o estudo As Mulheres Portuguesas e a Beleza – Comunidade Online, realizado pela Ipsos Apeme, para a L’Oréal Paris, com idades até aos 70 anos, residentes em Portugal, algumas das principais motivações das mulheres com mais de 60 anos passam por manterem-se activas e continuarem a ser relevantes. A sua auto-estima está muito mais assente na sua felicidade e no quanto se sentem bem com elas próprias. Após uma fase mais introspectiva e de “resolução”, as mulheres acima dos 60 anos de idade já não sentem necessidade de provar mais nada aos outros e pretendem apenas conquistar relevância. E querem que a beleza seja capaz de sublinhar todas as experiências que acumularam, potenciando a sua feminilidade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONFERÊNCIA

 

A Conferência foi conduzida pelo jornalista Daniel Oliveira que todos conhecem através das suas entrevistas e do Programa Alta Definição da SIC. Não foi fácil o seu papel, Maria Elisa ficava tempo a mais com “bola” que ele queria passar ao Dr. Manuel Pinto Coelho – um médico conhecido pelo seu percurso na área do anti-envelhecimento, para dar continuidade à Conferência dando a palavra a Simone de Oliveira, a senhora que se afligiu quando um jornalista escreveu que a pele do seu rosto lhe lembrava um papel amachucado. Sempre em alta, a Drª. Margarida Condado foi quase a dona da bola, apesar de não ter falado muito, mas ter explicitado os objectivos da L´Oréal – Paris.

 

Não me cansei de ouvir nenhum dos entrevistados. Delirei com a entrada triunfal de Jane Fonda, uma mulher um pouco mais velha do que eu mas com quem sempre me identifiquei desde jovem.

 

Vinha apoiada a uma bengala transparente e parecia a mesma rapariga do retrato do lançamento de um filme de 1962 onde aparece com um cinto cheio de balas e uma pistola na mão direita. A blusa de xadrez miúdo e as mangas arregaçadas, assim como as calças muito justas de caqui, deram lugar a um fato completo de calças e casaco branco sobre uma blusa igualmente branca em tecido transparente. Todos se levantaram para a aplaudir.

 

Com efeito, estávamos na presença da mais nobre “marginal” da sua profissão, marcada pela rebeldia que lhe deu a força e uma convicção inegável entre os seus contemporâneos. Bravo Jane Fonda!

 

Filha de Henry Fonda e ex-mulher de Roger Vadim, sempre anti-conformista, foi a actriz principal em “Les liaisons coupables” (1962); “Barbarella (1968); “On achève bien les chevaux (1969) “Tout va bien” (1972); Klute (1971); Julia (1977); Le Retour (1978); Le syndrome chinois (1979); Commant se débarasser de son patron (1980)” e entre fases em que se torna produtora e realizadora, há ainda a salientar o seu papel em La Maison du lac (1981).

 

O seu interesse pela boa forma física levou-a a criar ginásios, institutos e agora ser embaixadora da marca L´Oréal Paris, o que lhe ocupa muito tempo.

 

Quando soubemos que Jane Fonda apenas disponibilizava cinco minutos para cada meio, nem nos inscrevemos.  

 

Através da empresa L´Oréal, em Paris, estive duas horas a entrevistar Isabella Rosselini e três horas a entrevistar e a rir com Paloma Picasso. Cinco minutos? Não dá nem para começar diante de uma mulher desta envergadura. Pode ser que a representante da Moda & Moda, em Nova Iorque, consiga uma entrevista de corpo inteiro.

 

 

O Relacionamento da Moda & Moda com a L´Oréal

 

É provável que muitos leitores, mesmo os fiéis há 32 anos, não saibam que a Moda & Moda nasceu da minha vontade em dotar Portugal com uma revista de qualidade internacional. Vontade que expressei na RTP onde trabalhava nessa ocasião para a TV Guia, de modo a que eles aceitassem a minha proposta, para em conjunto, a lançarmos no mercado nacional. As muitas politiquices da época em que entrava um Presidente e nem aquecia o lugar, levou o meu marido a procurar um escritório que satisfizesse as minhas exigências (com espaço e central). De repente, vi-me com uma chave na mão. Aí, desenvolvi o meu projecto que já vinha sido insistentemente pedido pelo Director da L´Oréal, Sr. Patrick Dillon Corneck e pela Socosmet que tinha a Lauder e não havia uma revista que satisfizesse as exigências da Srª. Estée Lauder. E, assim nasceu a Moda & Moda com 17 páginas de publicidade da L´Oréal e 7 páginas da Socosmet. É evidente que outras empresas com a Roudolf J. Arié, Ldª. também estiveram presente e a Jalber que foi a grande impulsionadora da L´Oréal, assim como muitas outras empresas que se tornaria penoso para o leitor, tal enumeraração.

 

Entre mim e a L´Oréal, uma empresa fundada em 1909 por Eugène Schueller, especializada em produtos para cabelos, perfumes, produtos dermatológicos e, posteriormente produtos solares, cimentou-se uma grande cumplicidade, respeito e muita estima.

 

É curioso que a minha relação profunda com a L´Oréal nasceu a partir do momento em que através da RTP comecei a escrever em revistas, nomeadamente a Tele-Semana, Gente, até 25 de Abril de 1974, e posteriormente na TV Guia, revista em que tive um forte envolvimento até quase ao ano 2000.

 

O relacionamento mais acentuado com a L’ Oréal começou a partir de 1984 com a entrada da Moda & Moda no mercado nacional, alguns envios justificativos para o estrangeiro (E.U.A., Itália, França, Alemanha, Espanha e para algumas embaixadas portuguesas espalhadas pelo mundo).

 

A partir de 1984, as minhas saídas para Paris, Roma e Milão que já eram muitas, subiram desmesuradamente. Nessas idas a França conheci a Mme. Liliane Bettencourt, por ser uma presença assídua nos desfiles de Emanuel Ungaro, seu costureiro preferido e um grande admirador da Moda & Moda. Fiquei muitas vezes sentada a seu lado no Ungaro ou na mesma fila – a primeira. Como curiosidade recordo que a encontrei numa situação protocolar – um jantar no Eliseu oferecido pelo Presidente Miterrand ao então Presidente da República Portuguesa, Dr. Mário Soares – ocasião em que a apresentei ao nosso Presidente de então e à minha saudosa amiga Drª. Maria Barroso.

 

Afinal, uma desconhecida portuguesa, sentou-se muitas vezes ao lado de uma das maiores empresárias da França. Não estivémos juntas apenas no Ungaro, nem no Eliseu. Ficámos sentadas à mesma mesa com a Madame Ohia (milionária japonesa) nos almoços dos torneios de Golfe do Trophée Lancôme.

 

Ninguém diria que uma senhora tão simples, afável, elegante e bonita é a terceira maior fortuna de França.

 

Quando a conheci já não era nova, mas tinha uma postura de quem sabe o que quer.

 

Foi casada durante 57 anos com André Bettencourt, um senhor que também conheci na tenda VIP do Trophée Lancôme.

 

É mãe de Françoise Bettencourt Meyers, que completará em Julho deste ano, a idade de 66 anos.

 

Acreditamos que será mais uma “sexygenária”. É casada com Jean-Pierre Meyers e Françoise além de se consagrar ao piano também se dedica ao estudo da exegese bíblica.

 

Além do produto do seu trabalho reverter totalmente para a “Associação dos Médicos sem Fronteiras”, também é mecenas no domínio da pesquisa sobre a surdez.

 

Estou há muitos anos com a L’ Oréal, mas a Moda & Moda foi a alavanca para outras revistas estrangeiras entrarem por aí, nem sempre da forma mais correcta. Nunca gostei de manipuladores, nem de concursos onde não ganha o melhor.

 

A Moda & Moda, continua de pé, sem perder a qualidade, nem os leitores de referência, aqueles que podem adquirir os melhores produtos ou seja aqueles que aqui são notícia ou publicitados.

 

Parabéns à L´Oréal por esta feliz iniciativa. Velhos? Nem os trapos. Sexygenária? SIM! Considero uma classificação excelente.

 

Marionela Gusmão

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