FESTA MODA&MODA

Com um deslumbramento assinado:

JOÃO RÔLO

A Moda&Moda e os corais

A revista Moda & Moda que acaba de completar o seu 32º. Aniversário e dar um grande avanço pela via online através do seu site www.modaemoda.pt, do Facebook, Pinterest, em conjunto com o BLOG MARIONELISSIMA, assume a sua paixão pelos corais, por isso,ficou fascinada com a colecção do João Rolo.

 Ainda a Moda & Moda não existia, já os corais nos tinham fascinado, quer na joalharia, quer num modelo bordado, por Valentino em 1968, composto por capa e calças.

De sublinhar, que o trabalho mais exaustivo sobre esta jóia do mar deve-se a Lacaze, o naturalista francês que publicou, em Paris, em 1864, a obra “Histoire Naturelle du Corail”.

 As origens da pesca do coral perdem-se nos alvores da história dos povos do Mediterrâneo, cruzam-se com os cânticos de Orfeu e transportam-nos aos mistérios do homem oriental.

 Segregado por diminutos organismos, chamados pólipos, o coral é, composto por carbonato cálcico e contém uma matéria colorante à base de oxido de ferro que lhe dá a sua tonalidade.

Produto do mar, à volta do qual se teceram várias lendas, o coral é usado, há pelo menos 10.000 a.C..

Entre os povos da Antiguidade, o coral era usado para preservar do mau-olhado.

Documentos arqueológicos estabelecem o uso do coral nas decorações célticas (2ª. idade do Ferro) especialmente em cascos e fivelas.

Como talismã o seu uso é indicado para todos. Homens e mulheres e, em especial, para os que nasceram de 10 de Abril a 9 de Maio, de 24 de Setembro a 3 de Outubro e de 14 a 22 de Novembro.

 A partir da Renascença, movimento que nasceu na Itália e cedo chegou à Europa (finais do séc.XV e princípios do séc. XVI) as jóias, com um reportório decorativo completamente remodelado, seguiram um novo ideal estético inspirado na Antiguidade.

 João Rolo sabe que ninfas, sátiros e deuses do Olimpo ostentavam-se em medalhões de ouro esmaltado, pérolas, corais e pedras preciosas.

Nós sabemos que esses eram os tempos em que Gaspar Correia, secretário de Afonso de Albuquerque, escrevia nas “Lendas da Índia” – pág. 106 que “o vedor da Fazenda lhe dava muito dinheiro, cobre e coral, entre outras mercadorias.

Os camafeus italianos que os Medicis valorizaram deram um grande impulso à moda do vestuário e à arte barroca florentina.

Contudo, foi no séc. XIX que os corais, que tão bem se harmonizam com o romantismo, conheceram a sua maior difusão na joalharia.

Nos Anos 20 do séc. XX, o coral foi muito aplicado na moda do vestuário, nas caixinhas de maquilhagem da Cartier e de outras grandes marcas de prestígio como a Van Cleef & Arpels.

Em suma, uma riqueza do “mare nostrum” que o João Rolo com a sua apurada técnica da costura, a sua perfeição na arte de bordar, transformou alguns vestidos que vimos desfilar, em verdadeiras obras-de-arte.

 E foi com esses corais, dobrados, doridos pelos mares em fúria, extraídos e trabalhados como um material precioso que esta colecção foi criada por João Rolo, um costureiro português que já ultrapassou as nossas fronteiras no melhor da Alta-Costura.

Dos corais às turquesas

 

E dos corais o nosso costureiro socorreu-se das turquesas, cujo fascínio remonta à Antiguidade, as quais nas antigas culturas sul-americanas, andaram associadas ao Sol e ao Fogo. Tinham, então, como seu príncipe, o deus azteca da guerra.

 

 A turquesa é uma pedra opaca, cujo nome lhe vem do francês “turquoise”, já que outrora se pensava que a sua origem era na Turquia. Um erro, pois esse país era apenas o principal entreposto do comércio desta pedra.

 

 Pedras que para os poetas podem ter a cor da aurora, as turquesas representam o azul de todos os ideais. Os seus tons são comparáveis a certas aves que voam, na graciosidade ágil de sobrevoarem a terra.

Diz-se, que certas monjas viam no azul-turquesa, os olhos do Menino Jesus, enquanto para outros religiosos, a mesma cor simbolizava a bola do mundo nas mãos do Senhor.

É de salientar que as melhores pedras são originárias, desde há milhares de anos, das montanhas próximas de Nishapur, na província de Khorasan, na Pérsia.

 

Estudos profundos, de grandes egiptólogos, têm demonstrado que a maior parte da população egípcia, desde a época pré-dinástica até aos Ptolomeus, usava colares de contas e outras jóias. Os célebres tesouros de Toutankhamon são um exemplo a citar onde as turquesas não faltam.

Em matéria de jóias, pobres e ricos, não as dispensavam, principalmente, porque as usavam como amuletos amuletos protectores. E, tanta falta fazem os protectores contra a inveja… Livra!

 O costureiro João Rolo tem uma certa paixão pelas declinações do azul. E vai do azul céu, ao azul-turquesa e ainda ao azul safira. Ele sabe que a variedade, a beleza, o engenho dos costureiros rivalizam sem complexos com as obras do passado. As jóias e a moda do vestuário têm atravessado civilizações e credos, raças e religiões continuando a atrair de modo fascinante todas as pessoas de bom gosto. Os artistas como ele.

 De extrema beleza,  os fabulosos modelos que o João Rolo criou em tecidos esvoaçantes como as musselinas, o tulle (renda de malhas abertas produzida em teares mecânicos; rendas mais pesadas, cujo “savoir-faire” remonta aos finais do séc. XV, em pontos diversos, segundo as regiões; cetins, finos e suaves ao toque, brilhantes, cuja palavra vem do árabe “Zétani”; e sedas que nos remetem para várias origens, como por exemplo, Génova, Veneza, Catalunha que acompanharam o gosto da história da moda francesa e italiana. Mas na colecção  também há lugar para o tafetá. E há tanto para dizer sobre este tecido…

BRANCO – INGENUIDADE IMACULADA

João Rolo propôs-nos o branco e recomenda-nos a descoberta de uma nova pureza original.

Com ela, vamos afastando do caminho os traços das manchas que nos chocam e, lavando corpos e almas e juízos e sentimentos. O nosso “Príncipe” sugere que o branco nos cubra e invada.

Nesta proposta o João Rolo cobre-nos de pétalas e sépalas, sonhos e poemas ausentes de cor para reinventar uma vida nova, um manto de espuma do mar aconchegante na extensão repousada de todos os dias que nascem.

Vamos, usar o branco? Vamos com quem acredita na folha de papel virgem e no tecido ou na renda branca que nos cubra – para nele escrever, inscrever, sensuais emanações de ideias jamais imaginadas. Vamos, como a flor grande e branca de um nenúfar, reciclar emoções. Branco. Brancura. Hiato onde não cabem máculas nem pensamentos escuros.

Branco na moda. O mais “in”. O mais presente – mesmo sendo ausência de cor! O mais ingénuo – mesmo sendo tela para pintar todos os atrevimentos. O mais ingénuo – mesmo que rime com o poema da ousadia que nos habita e cromatiza.

Branco… Como uma língua de fogo que incendeia o gelo, como o amor novo que nos habita. Como uma esperança de cor vibrante.

No final, Marionela Gusmão a autora do texto e Isabel Angelino, fizeram um “mano a mano” para descrever a colecção que o João Rolo estreou para os convidados da Festa que a Moda & Moda realizou no T-Club na noite de 29 de Julho de 2016.

 

Obrigada João Rolo!

 

Marionela Gusmão

A colecção que, com muito gosto, apresentámos (a signatária e a mais completa apresentadora de Televisão - a Drª. Isabel Angelino), no T-Club na Quinta do Lago (Algarve) com modelos da autoria do costureiro, João Rolo, atirou-nos para Neptuno, um deus com lendas povoadas por uma imensa corte de tritões, nereidas e delfins.

Filho de Saturno e de Cibeles, Neptuno, recebeu de Júpiter, seu irmão, o domínio do mar. O mar onde se desenvolvem os corais.

 Semelhante a uma pequena árvore de formas atormentadas, despojadas das suas folhas, o coral é um animal invertebrado que até ao séc. XVIII todos consideravam uma planta misteriosa, mole no seu “habitat” (água do mar), desconhecendo-se como se formavam e reproduziam os seus ramificados polipeiros calcários.

 É desses corais que povoam os oceanos (mares cheios de mistérios e encantamentos), que a mitologia nos remete para Neptuno atribuindo-lhe o surgimento de ilhas e arquipélagos. É desses corais, de rara beleza, que uma lenda grega diz terem nascido do sangue derramado por Medusa, quando Perseu a degolou.

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