Crochémania - Um Valor em Alta?

Por mais que os tempos evoluam e que o croché não seja ensinado em nenhuma aula de lavores, o uso deste tipo de trabalho saiu das casas das meninas prendadas de outrora e das raparigas dos campos que o utilizavam para organizar o seu enxoval, para entrar em empresas que usam este tipo de mão-de-obra, muitas vezes, como uma grande exploração.

 

Todas as mulheres que trabalham na nossa redacção, quando decidiam ir à Rua da Conceição, dita dos Retroseiros, equivalia a encontrarem casas de comércio que se dedicavam à venda de rendas a metro, fitas de seda e veludo, flores de pano, linhas para croché, coser ou bordar, fitas de viés, colchetes, molas, grega, bordados ingleses, entremeios, tule de vários tons e finuras, e ainda fivelas e botões, entre outras graças que as divertiam. Neste preciso momento desconhecemos se ainda resta alguma dessas retrosarias, nem que seja para memória do passado.

 

No entanto, a moda do vestuário do Pronto-a-Vestir está há vários anos a socorrer-se desses materiais que fizeram o entretenimento rentável de muitas mulheres, hoje mães ou avós.

 

Nos Anos 90 tudo apontava para o crochet na moda como a recuperação de valores perdidos. Por exemplo, em 1990 o japonês Yohji Yamamoto, os italianos Callaghan, Dolce & Gabanna nas apresentações de Pronto-a-Vestir e até Gattinoni numa proposta de Alta-Costura (Roma) apresentaram modelos de grande inovação, o que nos levou a aguardar uma nova visão de moda.

 

Chegou o ano de 1992 e as novidades encurtaram. Firme esteve o Yamamoto e surgiu a Matsuda, um raio de Sol japonês que desapareceu do nosso horizonte.

 

Em 1993, registámos que aquele lavor que se executa com uma simples agulha de barbela teve um fôlego que nos alegrou com o contributo de Anne Klein, Todd Holdan e o nosso muito amado Christian Lacroix, mas que se estava a desvanecer.

 

Em 1994, Lacroix subiu ao podium, a Dior acompanhou o seu passo; da Itália surgiu a Complice; da América brilhou Tracy Reese e Ralph Lauren.

 

Com um leve interregno, em 1997 a Chanel melhorou a qualidade do croché que se vinha apresentando, Lacroix superou-se com um casaco em “mignardise” e de Itália Mariella Burani completou um excelente “bouquet” de flores. Exultámos de alegria!

Depois, começou a invasão da moda executada por chinesas e outras mulheres asiáticas, com trabalhos de péssima qualidade a começar na matéria-prima: as linhas.

 

Os modelos que apresentamos, em tempo de crise, são uma saída para permitir a cada uma de nós ter a oportunidade de pôr a criatividade à solta.

 

Confessamos que dos milhares de modelos que visionámos não foi fácil encontrar nem na moda do PAP da América, da Itália e da França, e muito menos na Alta-Costura de Paris e de Roma, aquilo que era nosso desejo. Deixo-vos com um fato de banho, quase biquíni de Tommy Hilfigher; com uma espécie de maxi-gola com uma roseta num ombro da Desigual; uma túnica com mangas compridas em abertos da B.C.B.G.; um “tailleur” super criativo todo em croché da autoria da dupla Dolce & Gabanna; um top de rosetas, assim como quatro vestidos de riscas e rosetas, caseados e o ponto com uma ou mais laçadas para obter os chamados pontos fechados, assinado por Tommy Hilfigher – uma proposta muito colorida indicada para as jovens do nosso país.

 

Alberta Ferretti, uma excelente estilista do PAP italiano, socorreu-se do ponto fechado, abertos e argolas caseadas para um “falso” de um vestido de “toilette” com a saia em organza de riscas.

 

Tommy Hilfigher propôs para as festas das noites quentes do Verão, um vestido com o corpo em croché e a barra da saia em pontos mais elaborados.

 

Viva a criatividade! Viva a esperança! Viva a Moda!

 

Catarina Bacelar

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