Entre o Verde Seco e o Verde Militar

Adriana Degreas

Bottega Veneta

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Diesel

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Stella McCartney

Carolina Herrera

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Situado no arco-íris entre o azul e o amarelo, o verde mais vivo que nos remete para a folhagem perene de certas árvores ou para a cor das esmeraldas, o verde água que nos sussurra poemas de folhas tenras, quando começam a brotar em certas plantas, o verde seco adoptado pelos militares para as fardas que se confundam com os matos por onde surgem os inimigos das emboscados, o verde em boa verdade, é a cor do reino vegetal.

Tal como Winkermann escreveu: “se a figura de Neptuno nos tivesse sido mostrada através de uma pintura, a sua roupagem seria verde-mar ou verde-claro, tal como pintaram as Nereides”.

Não era, de certeza um vivo nem seco nem vivo.

É curioso lembrar que o desencadear da vida parte do vermelho e desabrocha no verde.

Não sabemos se este verde seco tem alguma relação com os sucessivos e frequentes ataques da civilização industrial à natureza que cumpre o precioso ciclo do ar, purificando o oxigénio que respiramos.

A moda do vestuário nunca foi, nem é, essa coisa fútil e tonta que os tontos analisam à toa. Ora esta moda é muito dedicada à juventude feminina que se preocupa com o nosso planeta.

Não diremos que é uma bandeira, mas que é um alerta. Verde seco, significa que já teve vida. Pode renascer. E é isso que todos necessitamos. De ter os campos verdes, muito verdes.

Marionela Gusmão