Basta-nos escrever o nome de Óscar de la Renta para sentirmos a profunda tristeza que a sua partida nos deixou. Foi um dos nossos magníficos da moda, tal como Yves Saint Laurent, Louis Féraud, Balmain, Balenciaga, Gianni Versace, que formam, com outros, uma extensa lista de perdas no mundo da moda.

Como em devido tempo noticiámos, a colecção de Óscar de la Renta passou para as mãos de Peter Copping, um “designer” que esteve à frente da Nina Ricci, cuja obra nesta revista nunca foi notícia.

É com a marca Óscar de la Renta que abrimos a MODA AMERICANA, OUTONO/INVERNO 2016/17, como era nosso costume fazê-lo. A sua memória merece todo o nosso respeito.

Mas, em nome da verdade, a semana de Nova Iorque que era uma lufada de frescura, tem vindo a perder a sua força. O grande sustentáculo era o Óscar de la Renta, seguido de Carolina Herrera, Ralph Lauren, Hervé Leger, Diana von Furstenberg, Michael Kors, Calvin Klein, entre outros, a uma longa distância.

Narciso Rodriguez foi uma grande promessa. Conhecemo-lo em Paris, quando trabalhava na Cerutti e prometia ir longe. Ainda vimos colecções com a sua assinatura, bastante razoáveis. A colecção desta temporada é demasiado despojada para nosso gosto. E depois, há o erro de marcas como a Lacoste, ou o espanhol Jesus del Pozo tentar a entrada num mundo que não é muito o seu. Quer seguir o Custo Barcelona ou a Desigual? Desconhecemos.

A verdade é que visionámos 19 desfiles e ficamos com a boca com algum sabor meio doce meio amargo. Que está a acontecer na América? Que se passa em Nova Iorque? As senhoras que têm grandes festas, recepções nas embaixadas, jantares nos melhores restaurantes, galas do que quer que seja, deslocam-se a Itália ou Paris para comprar o seu vestuário?

Os muito bons não estão para perder tempo e nem sequer apresentam as suas colecções nos desfiles, emagrecendo o batalhão que já por ali existiu.

Sabemos que as executivas não necessitam de muito mais do que os modelos de Ralph Lauren. Mas, e as outras?

Dos cinco franceses que representaram a França no célebre desfile franco-americano que ficou na História da Moda como a Batalha de Versalhes, em 1973, o único que faleceu foi o nosso muito amado Yves Saint Laurent. Os outros – Hubert de Givenchy, Emanuel Ungaro, Pierre Cardin e Marc Bohan, felizmente estão vivos, mas uns venderam as marcas, Pierre Cardin mantém todo o seu mundo mas já não apresenta as suas colecções como outrora e Marc Bohan ao sair da Dior foi para uma grande casa inglesa e perdemos-lhe o rasto.

Não estivemos presentes nesse grande evento, mas lemos muito do que por ali se passou. Pela primeira vez, as mulheres de raça negra foram excelentes manequins a representar a América (dez entre 26) e na França nem se sonhava ter nos seus desfiles uma única negra. Hoje, em Paris, desfilam negras, asiáticas e até raparigas com as pernas tortas…

Este acontecimento em Versalhes foi, de certo modo, um frente a frente que demonstrou a beleza do despojamento americano, face à opulência francesa.

Tudo leva a crer que Peter Copping quis demonstrar nesta sua colecção o despojamento da moda americana que Óscar de la Renta jamais utilizou.

Óscar de la Renta teve uma aprendizagem e uma carreira muito mais próxima da Europa do que qualquer costureiro ou estilista americano. O Mestre trabalhou com Balenciaga, com António Castillo director dos grandes últimos bons tempos da Lanvin, foi responsável pelas colecções de moda da marca de cosméticos Elizabeth Arden e nos Anos 90 foi o director artístico da Balmain, mostrando em Paris, o que é mesmo a Alta-Costura. Saíu por sentir que lhe era impossível viajar de Paris para New York, com frequência, e criar a sua própria colecção.

Já li numa revista estrangeira que Copping levou para a passerelle do PAP americano a “griffe” de Óscar de la Renta com o espírito do Palácio de Versalhes de 1973 para o séc. XXI em Nova Iorque. Nada disso. Só acreditaríamos se tivéssemos ouvido.

Peter Copping foi escolhido por Óscar de la Renta para dar continuidade à sua obra, afirmando antes da sua morte, em 2014, que o seu sucessor tinha muitas semelhanças consigo e acrescentou: “Ele é um grande talento e, alem da nossa sensibilidade comum no “design”, ambos temos uma profunda curiosidade sobre o mundo, da música à arte, à arquitectura e jardins. A nossa indústria não fez sempre o melhor trabalho quando o assunto é mudanças na liderança de estilo. A minha esperança é que, conduzindo essa selecção e participando activamente na transicção, eu possa garantir o futuro correcto no “design” da nossa empresa e da nossa marca”.

Pois é verdade, saudoso Sr. Óscar de la Renta, a colecção com o seu nome não tem ainda a sua sabedoria, nem a sua perfeição, mas com o tempo algumas arestas hão-de ser limadas.

O seu sucessor, desde logo, não tem a sua figura, a sua classe nem o seu charme. Dispensava-se perfeitamente que tivesse arregaçado as calças porque ali não havia nenhum vau para atravessar.

Sabemos que a moda tem tendências. Sempre as teve no tempo do Sr. La Renta, mas há muita escuridão nas cores escolhidas, embora aqui e além tenham aparecido umas pinceladas de vermelho.

Não lhe damos a nota de Muito bom. Recebe um Suficiente. Em qualquer dos casos escolheu bem os tecidos e seguiu o estilo La Renta.

Marionela Gusmão

Quanto ao desfile de Óscar de la Renta, diz-se que Peter Copping, sucessor de Óscar de la Renta, se inspirou no histórico desfile que teve lugar no Palácio de Versalhes (França) em Novembro de 1973. Diz-se…

Decorridos 43 anos sobre esse acontecimento que marcou a moda francesa e americana, muita coisa mudou em França e nos E.U.A.

Dos cinco americanos que entraram na batalha de Versailles o único vivo é apenas o “designer” Stephen Burrows – o mais novo do grupo, pois tinha 30 anos quando o Palácio de Versalhes teve o Salão cheia de celebridades, tais como a Princesa Grace do Mónaco, a notável actriz de cinema Elizabeth Taylor e Andy Warhol, além do “espectáculo” da moda americana ter sido conduzido pela frenética e fabulosa actriz Liza Minelli.

Dos outros quatro que faleceram, a começar por Óscar de la Renta (1932-2014; Anne Klein (1923-1974; Bill Blass (1922-2002); Halston 1932-1990), todos tiveram lugar na revista Moda & Moda, pela mão da nossa colaboradora Prof. Doutora Theresa Bêco de Lobo.

Quanto a Stephens Burrows nascido a 15 de Maio de 1943, em Portugal é pouco ou nada conhecido, embora tivesse vestido figuras de proa como Farrah Fawcett, Brooke Shields e até já vestiu a 1ª. Dama dos E.U.A., a senhora Michelle Obama. Muito importante na carreira deste “designer” foi, sem dúvida a fabulosa manequim Pat Cleveland, sua musa durante muito tempo.

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ÓSCAR DE LA RENTA  - A maior figura da moda americana

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