Educação I  Oportunidades que a pandemia proporciona 

Menina com cães
Família feliz com animais de estimação
Jardinagem Juntos
Momentos em família
Na praia
Crianças com pônei
Caminhada na natureza
Família feliz
Garota pela árvore

Nos últimos dois meses sair de casa sem restrições foi uma miragem tal como miragem passou a ser todos os planos de férias. Ficámos a perceber na prática o que muitas vezes dizemos, mas sem o experienciar “os planos valem como planos e não como certezas” Estarmos preparados para o extraordinário, para o imprevisto não é saber quando ele acontece, o que o faria perder a carga de imprevisibilidade, é mantermo-nos conscientes da vulnerabilidade da vida e percebermos que cada instante é precioso.

Educar os filhos é por isso dotá-los de lucidez e dose equilibrada de humildade para que possam estar emocionalmente atentos à vida e capazes da resiliência suficiente para ultrapassarem as crises quando elas surgem. E surgem sempre em algum momento das nossas vidas.

Mas a nova sintaxe das rotinas, imposta pelo medo que o desconhecimento produz, teve méritos que devem ser escutados, atendidos e conversados com os filhos. O mundo parou e o planeta agradeceu, tem sido dito, mas gostamos de repetir porque essa evidência vem provar que afinal é possível abrandar e desejável que tal aconteça, mas pelas melhores razões e não em resultado de uma pandemia.

Ao mesmo tempo que o confinamento tem permitido ao planeta aliviar as suas dores, a faceta solidária de muitos tem sido despertada, redescoberto o conceito de comunidade e tomadas decisões há muito adiadas. Uma das decisões que se tem vindo a constatar é a da adopção de animais domésticos. Queremos pensar que não se trata apenas de um simples acto de interesse egoísta considerando que os passeios com os cães se incluíram na excepção à regra de permanecer em casa. Mas sejam quais tiverem sido os motivos mais fortes, esperemos que com o fim do Estado de Emergência e, sobretudo com a chegada do Verão não se assista ao triste cenário, todos os anos repetido, de abandono dos animais. E esperamos igualmente que o convívio com os animais não humanos esteja a ser uma oportunidade de descoberta dos amplos benefícios, não somente para o adoptado, mas para toda a família proporcionando aos mais novos uma experiência de enriquecimento a vários níveis, única e insubstituível.

Existem alguns ingredientes mágicos para a construção de indivíduos edificadores de um futuro socialmente mais justo e mais feliz. O convívio com os mais velhos permite o privilégio de aprender com laboratórios de vida presente e não só passada, escolas onde se aprofunda o significado da esperança e do amor parafraseando José Tolentino Mendonça. Por outro lado, a aprendizagem de um instrumento musical a que já dedicámos aqui um artigo sobre os seus benefícios, é outra estratégia de uma sólida educação com a garantia de um desenvolvimento cognitivo mais rápido e optimizado. E finalmente, o crescimento e convívio com um animal, desde as idades mais precoces, é a garantia de um desenvolvimento emocional equilibrado, mais comprometido com o outro, mais atento e solidário. Para além destes aspectos, crescer e viver com animais não humanos ajuda a recuperar tranquilidade em momentos de maior ansiedade. Actualmente os benefícios para a saúde física e emocional que o convívio com um ser não humano, estão provados, cientificamente, mas antes já o saber empírico o sabia. Crianças que crescem partilhando espaço e vida com animais, tornam-se crianças mais confiantes, mais felizes e mais capacitadas para lidar com situações de stresse.

Assumir a responsabilidade de se ser cuidador de um animal, contribui para o amadurecimento alcançado em harmonia com um ser que retribui em carinho, brincadeira e cumplicidade. Por vezes, e quantas vezes isso acontece, os pais inibem-se de adoptar um animal por não desejarem passar pelo desgosto causado pela inevitável morte do seu animal, que viverá menos do que os elementos da sua família humana. Também aqui há uma aprendizagem a ser feita: a de saber gerir o luto, o de perceber que a vida não é para sempre, mas que para sempre ficarão as memórias e o enriquecimento que as experiências em comum ofereceram. E estas aprendizagens são elementos tão essenciais para a evolução emocional, como uma dieta equilibrada e nutritiva é para o corpo.

As crianças que crescem com animais não humanos aprendem, sem o saber, o significado de um amor incondicional e com amor tudo é possível. Num mundo demasiado mecânico, virtual e distante, um mundo que agora vive esta estranha realidade de ter que se afastar ainda mais e de conter mais ainda as manifestações de afecto, é fundamental reavivar a chama humanística, alimento da alma.

E os animais exercem muito bem o papel de nossos guias nesse caminho.

Ana Paula Timóteo

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