Educação I Ui, as Férias de Natal estão aí!

Com a chegada de Dezembro temos o regresso da época mais intensa do ano. E se até meados do mês se vive a ansiedade dos últimos testes na escola, com as últimas oportunidades escolares deste período registadas, depois... bom, depois chega finalmente o dia em que o resultado de 3 meses de estudo fica estampado numa folha que se afixa nas paredes da escola. A pauta ali está e se para muitos o que surge não constitui surpresa, para outros a débil noção do trabalho realizado ou a desvalorização do mesmo até àquele momento, ditam a novidade. Uma boa surpresa para quem subvalorizou o trabalho realizado uma desagradável para os que, pelo contrário, não entenderam os alertas e chamadas de atenção ou simplesmente preferiram a passividade.

Mas hoje não gostaríamos de falar das notas, quantificação avaliativa do primeiro de três períodos lectivos, nem tecer grandes considerações sobre a importância de uma reflexão que, sem dúvida, deve ser feita em família, acerca dos resultados ponderando os porquês, descortinando as causas de algum insucesso que tenha ocorrido. O diagnóstico quanto à origem de um problema, tal como perante um problema de saúde, é absolutamente vital para a inversão do resultado, mas desta vez desejamos conversar sobre a oportunidade que a paragem lectiva pode representar no desenvolvimento de competências emocionais, sociais e intelectuais que terão certamente impacto na caminhada escolar. 

Lembremos, antes de mais, que nesta altura é comum os pais questionarem-se sobre o que fazer com os filhos na metade do mês em que estão de férias, uma pausa escolar fundamental para a recuperação de energia e vontade para a etapa seguinte. Apesar de necessária esta interrupção é compreensível a dificuldade que as famílias sentem para encontrar respostas adequadas a uma ocupação salutar do tempo por parte dos filhos. Actualmente muitos são os pais que optam pelo alargamento do horário de permanência dos seus educandos nos centros de estudo. Mas deixem-nos deixar aqui um conselho: certifiquem-se que as actividades que serão desenvolvidas garantem eventos criativos, oficinas, visitas ou passeios gratificantes. Porque a interrupção deve mesmo ser um convite à diversidade e realizar actividades que por norma não se fazem.Por isso será talvez a altura de olhar para alternativas e existem inúmeras ofertas, algumas delas elencadas por regiões do país no site de Educare.pt. para além das actividades dinamizadas pela Fundação Gulbenkian que disponibiliza de 17 a 20 de dezembro, entre as10he as 17h30, de segunda a quinta-feira,oficinas de artes plásticas e de dança, a partir da exposição temporária Pose e Variações. Escultura em Paris no tempo de Rodin. 

Também em Lisboa de 17 a 21 de Dezembro e de 26 a 28 de Dezembro, o Pavilhão do Conhecimento desafia as crianças dos 5 aos 12 anos a vestirem a pele de cientista, matemático, cozinheiro, jornalista, fotógrafo, biólogo, astronauta ou paleontólogo. 

Mas caso nenhuma das ofertas seja a adequada, até pelas limitações etárias, existem sempre outras possibilidades. Aproveitar esta altura para iniciarem os filhos na aprendizagem de um instrumento musical com um reforço de aulas nesta fase de maior disponibilidade de tempo, ou começarem um clube de leitura em casa, são outras sugestões. E por que não iniciar com os filhos ou netos uma oficina em casa onde se preparem brindes originais para oferecer no Natal? Este pode ser um excelente pontapé de saída para que eles deem continuidade ao projecto ao longo da quadra e até, quem sabe, descubram um hobby estimulante que passe a fazer parte das suas vidas. Bordar um pano, uma almofada ou um guardanapo personalizado, tricotar um cachecol ou um gorro, decorar uma vela ou uma moldura, esculpir em barro uma figura ou um objecto de utilidade prática, ou mesmo cozinharem uma compota com rótulo original, são actividades que constroem uma sensação de tarefa cumprida, de coisa fisicamente realizada, de objetivo alcançado muito gratificante. E desta forma desenvolve-se o sentido de responsabilidade, bem como é reforçada a auto-estima ligada ao prazer de visualizar o resultado do trabalho realizado a par de competências ao nível da motricidade fina, do raciocínio, criatividade.

E já agora, por que não idealizarem um roteiro cultural em família? Pais e filhos lançam sugestões e os filhos, com mais tempo, organizam a agenda de acordo com uma lógica baseada no percurso e horários. Fica desde já uma sugestão: a visita aos presépios absolutamente avassaladores que se encontram pela cidade de Lisboa:

O presépio que se encontra na basílica da Estrela e considerado um dos mais extraordinário de Portugal, o da Igreja da Nossa Senhora da Anunciada, o da Sé de Lisboa, ou o da Madre de Deus são apenas algumas sugestões de visitas que se enquadram na época e que são verdadeiras oportunidades de deslumbramento.

Um Feliz Natal e boas experiências!

Ana Paula Timóteo

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