Turquesas      

     Pedras Preciosas Milenares       

As turquesas são pedras semi-preciosas cujo encantamento remonta à Antiguidade clássica.

Associadas, nas antigas culturas americanas, ao fogo e ao Sol, as turquesas tinham como seu príncipe o Deus azteca da guerra.

Krir, in “Les religions des peuples civilisés de Meso-Amérique, em “Religions améridiennes”, traduzido do alemão de L. Jospin, Paris, 1962, diz: “A turquesa, nas antigas culturas meso-americanas, está sempre relacionada (como acima se disse) com o fogo ou com o Sol. Por isso, o Sol, deus guerreiro, ao acordar, expulsa do céu a Lua e as estrelas armado com a serpente de turquesas, identificada com o fogo e com os raios. Entre os Aztecas, o deu do fogo chamava-se Xiuhtcuhtli, o que significa o senhor das turquesas.

Mas às pedras prendem-se algumas superstições que têm a ver com a sorte ou a falta dela. Daí que existam muitas pessoas que levam a questão dos signos e das pedras que correspondem à data em que nasceram.

Hoje, quer se acredite ou não nestas formas mágicas de ter sorte, é rara a pessoa que não saiba que gema corresponde ao dia do seu nascimento. Por estarmos a escrever sobre as turquesas, recordamos que são as pedras que correspondem aos nativos de Dezembro. Em qualquer dos casos, sendo a turquesa uma pedra com uma cor tão feminina temos dúvidas que os homens nascidos no mês de Nossa Senhora da Conceição e do Natal, usem um anel com uma turquesa. Uns botões de punho, vá que não vá… Mas, já se viu tanta mudança que, sinceramente, nem sabemos que dizer. Contudo, verifica-se que há mais homens a assumirem as uniões entre pares do que as mulheres. E lembrar-se a autora deste texto que a sua avó não admitiu um certo caiador por ser “maricas” e muito amaneirado… Se a Dona Maria Luísa ressuscitasse, diria: está tudo doido! E não estamos doidos, até há leis para aceitarmos estas uniões como válidas e senão concordamos, acham que somos retrógrados. Os princípios em que a mamã me criou, os deveres que me ensinou, os cuidados que teve com a minha moral, estão ultrapassados. Mas, esteja tranquila no céu, porque eu procuro não me esquecer dos valores que me transmitiu.

Retomando os caminhos históricos, aos quais fiz um pequeno desvio, cito Marcus Baernwald, o qual no seu livro “História das Joias”, associa as turquesas ao planeta Marte e ao dia de Terça- Feira.

Na Joalharia, o que mais nos interessa neste texto, as turquesas foram muito aplicadas em tiaras, ganchos de cabelo, anéis, colares, braceletes e brincos.

Entre as mais antigas jóias do mundo, que se conhecem, figuram quatro braceletes de ouro e turquesas, as quais estiveram encerradas dentro de um túmulo durante mais de oito mil anos, nos braços de Zer, rainha egípcia. As turquesas, destas referidas braceletes, foram encontradas durante escavações realizadas no ano de 1900, e estavam tão brilhantes e límpidas como no dia em que “adormeceram” tranquilamente no tumulo.

Encastoadas principalmente em ouro, as turquesas da Antiguidade conheceram segredos que não revelaram; guardaram olhares ardentes que o tempo apagou; coloriram pescoços, braços, dedos e pernas de homens e mulheres que tinham o culto dos adornos. Contudo, muitas desapareceram e outras jazem em reservas de museus num recato tal que quase ficam esquecidas.

Mas, se isto acontece com as jóias da Antiguidade que só conseguem ver a luz do Sol quando nos Museus há gente dinâmica e mecenas que participem com meios para se organizarem fabulosas exposições, muito melhor sorte têm os conjuntos mais recentes, cujas gemas se harmonizam com brilhantes, que repousam nos estojos de veludo. Esses, quer sejam dos séc. XVIII, XIX ou XX, brilham periodicamente nas festas mundanas, passam pelas leiloeiras e andam de mão em mão.

Na actualidade, adquirir jóias com turquesas, é um caso sério, já que sob a sua designação existem as mais diversas imitações (em cerâmica, vidro e gesso). Lembramos a propósito que a sua dureza na escala de Mohs corresponde ao 6, bem diferente de um diamante que tem a dureza 10.

As turquesas têm os seus principais jazigos no continente americano (Novo México, principal fornecedor, Nevada, Califórnia e Arizona), aliás os mesmos jazigos que proporcionaram aos índios a decoração dos seus objectos artesanais.

Também no Estado da Virgínia foram descobertas espécies cristalinas, mas estas de maior interesse para os mineralogistas que propriamente para os coleccionadores de jóias.

Segundo Richard Falkiner, a principal fonte de turquesas dos tempos clássicos situava-se no Sinai, mas estes jazigos estão completamente abandonados.

Há um capítulo que fica por escrever e que se refere às turquesas que aparecem encastoadas em colares, e peças em prata tais como sinetes em âmbar onde há contas de turquesas e, por vezes, de coral, pois dadas as suas origens (Indonésia e Marrocos) não temos fontes certas para as identificar. Na FIA, Feira de Artesanato de Lisboa, já vimos várias peças com safiras nos stands dos vendedores indianos. Interrogados sobre as origens das peças não nos deram informações que nos levem a conclusões acertadas.

Quanto à cor, as turquesas podem ser azuis, em várias gradações e verdes. Mas, a facilidade com que perdem a cor tem, obviamente, a ver com a sua estrutura interna.

As turquesas de maior valor são as originárias do Egipto as quais, graças à sua composição, possuem um azul e uma aparência translúcida de maior encantamento.

Para os poetas, as turquesas podem ter a cor da aurora, o azul de todos os ideais ou dos pássaros que voam ao vento e ao Sol.

Para os mais religiosos, as turquesas são comparáveis ao azul forte dos esmaltes das faianças de Lucca della Robbia de onde sobressai a Nossa Senhora e o Menino Jesus.

Para as monjas de outrora, o azul turquesa espelhava os olhos do deus Menino que tanto acarinhavam deitando-os nas suas caminhas de pau-santo em castos lençóis bordados, enquanto que para outras religiosas a mesma cor simbolizava a bola do mundo nas mãos do Senhor, tal como bola azul da coroa da Virgem de Fátima da autoria do meu amigo, Sr. Araújo, de quem já fiz referência por ocasião da visita de Sua Santidade o Papa Francisco ao Santuário onde Nossa Senhora apareceu aos Três Pastorinhos, fez no mês de Maio um século.

Dotadas de maior ou menos simbolismo, as turquesas têm uma cor ciclicamente em moda.

Nesta temporada, quiçá, misturando os sonhos dos poetas com as paixões freiráticas, os conceitos guerreiros com a beleza dos esmaltes, o gosto desta cor que a Princesa Diana tanto gostava e que melhor é uma boa forma da Costura manifestar a saudade que tão grande senhora, tão boa mãe e amada por todos os lugares por onde passou, deixou em todos aqueles que com ela privaram e os que a admirarão para sempre. Diana não morreu. Diana, a Lady Di, a Princesa do povo, continua viva nos corações dos seus amados filhos, os Príncipes Guilherme e Harry, assim como, nos de todos nós.

 

Marionela Gusmão

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