VELUDOS Quando a riqueza é resistente ou…

Andará tudo às avessas?

Os veludos, outrora tecidos exclusivos da nobreza e dos mantos reais, foram democratizados e, hoje qualquer pessoa pode usar e ousar quase toda a espécie de vestuário, ou seja conforme o ângulo de ver e sentir a moda.

Há mais de duas décadas que o veludo entrou no Pronto-a-Vestir de Outono/Inverno e principalmente na Alta-Costura como uma proposta que os americanos definem com a palavra “basic”. “Basic”? É mesmo uma definição muito americana e neste momento nem sabemos se a atribuir a Donald Trump se à Srª. Clinton. Venha o diabo e escolha.

Sabemos que um casaco de veludo é tão “basic” como umas calças de ganga ou um “tailleur” em “tweed”.

Na presente temporada, os veludos são tão dominantes como qualquer outro tecido porque as pelicas e as peles ocupam um grande espaço no leque que compõe a moda. É certo que a macieza do veludo marca presença em quase todas as colecções, sejam elas da autoria de criadores, estilistas e costureiros.

O veludo, tecido cuja superfície coberta por um pêlo curto e unido, é suportado por um pano de fundo muito resistente, é mais utilizado na moda, sempre que seja o precioso veludo de seda, que outrora vinha da longínqua Índia até à Europa. O mesmo que posteriormente foi imitado em Itália, principalmente em Génova, seguindo-se-lhe a França, sob ordenação de François Ier, em Lyon.

Há tantas variedades de veludo que se as citássemos todas distraiam a atenção dos leitores. E, este texto é sobre a Moda do Outono/Inverno de 2016/17.

Porém, há muitos livros sobre História de Moda que não resistem a insistir no quarto de Filipe O Bom, duque de Borgonha, pela imensidão de veludos bordados que o enriqueciam.

Há cerca de 50 anos, a moda socorreu-se muito do veludo côtelé, canelado a formar riscas.

O chique de Yves Saint Laurent foi o veludo “frappé”, cinzelado ou com motivos figurativos.

Os modelos da Lanvin do tempo de Jules François Crahay, em veludo de Génova, foram uma tentação. Hoje, é difícil encontrar mais do que um simples veludo de seda ou de algodão.

Vivemos tempos em que a fantasia apela à riqueza e cada vez há mais pobreza. Andará tudo às avessas?

 

Catarina Bacelar 

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