"Ordinary People" I a Pitti Uomo de Florença

Já dissemos e nunca nos cansamos de repetir que Florença é uma das mais atraentes cidades europeias.

Infelizmente saiu da nossa rota porque as marcas, depois de algumas contendas entre si, decidiram mudar-se para Milão (e de lá não mais saíram) deixando as passerelles de Florença mais vocacionadas para a Moda Masculina. Ora, como essa não é aquela que mais nos deslumbra, nem a que nos liga há muitos anos aos nossos leitores, a querida Florença foi ficando no esquecimento.

Assim, escolhemos a marca “Ordinary People” para contentar os extremos opostos da palaciana Stefano Ricci – um “must” da moda italiana e do mundo.

Assim, dos homens bem vestidos, com classe e raça, entrámos no mundo “underground” da moda, escolhendo os sobretudos para os dias frios do inverno.

Em termos de investigação histórica, pouco nos temos dedicado ao vestuário masculino, mas não deixa de ser interessante dissertar agora sobre os sobretudos, já que são as peças que mais conforto e elegância conferem a qualquer homem.

O seu comprimento ultrapassa a altura dos joelhos, pese embora em outras épocas recuadas os sobretudos terem sido mais curtos.

Rezam as crónicas que o sobretudo é uma peça de vestuário criada por volta de 1800 na cidade de Chesterfield (Inglaterra) pelo barão do mesmo nome.

Analisando com alguma paciência concluímos que estas peças para homens surgiram no período do Directório e a seguir no período Império sob a designação de “fracs”, sendo usados com calções muito aderentes.

Com um grande interregno, os sobretudos reaparecem nos Anos 80 do séc. XIX, pois a sobriedade masculina desceu à moda, podendo então ver-se cavalheiros com sobretudos. Porém, a sua afirmação fez-se por volta de 1909 com alguns rastos do Movimento Arte Nova.

Nos Anos 20 do séc. XX, o sobretudo tornou-se na peça mais elegante do vestuário masculino.

Depois, com um certo interregno, o sobretudo é hoje a peça mais importante do vestuário do homem citadino e da alta sociedade.

Caros leitores, entre estes modelos que apresentamos o os que já demos de Stefano Ricci, há um mundo enorme de diferença.

Não é possível qualquer comparação. Stefano Ricci dirige-se a gente rica, próspera, que pretende marcar a diferença pelo rigor da qualidade. A moda destes sobretudos que desfilaram na mesma cidade, na mesma ocasião, tem uma clientela própria que gosta de acompanhar as revoluções estéticas e mostrar uma certa irreverência. Quem sabe se alguns dos que hoje escolhem “Ordinary People” futuramente não pertencerão à classe social elevada da marca Stefano Ricci? O sonho não custa dinheiro!

Marionela Gusmão

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