Sorrolla I O Mestre da Luz no MNAA

O ano termina de forma brilhante a nível das grandes exposições com o Museu de Arte Antiga a apresentar uma antologia do pintor espanhol Sorolla.

Nas salas da Rua das Janelas Verdes podemos contemplar 118 pinturas de Joaquin Sorolla y Bastida (1863 -1923) pertencentes ao Museu Sorolla e a inúmeras colecções privadas de Espanha.

Ao longo da mostra predominam as paisagens rurais de cores intensas, destacando-se as vistas de Valência, do País Basco e da Andaluzia.

Destacam-se, ainda, telas que fixam cenas de beira-mar em praias do Levante marcadas por brincadeiras estivais de crianças e jovens, bem como por árduos trabalhos de pescadores da costa de Valência e da vizinha Ayamonte.

Sorolla é justamente considerado um dos grandes pintores espanhoís da modernidade, embora seja pouco conhecido em Portugal onde nenhum museu preserva qualquer obra sua.

Entre nós apareceu somente, num leilão em Novembro de 1989 na Leiria e Nascimento, o retrato  “D. Teodolina de Alvear de Legica” que atingiu 23 mil contos, equivalente a 115 mil euros. Na actual antologia apenas consta um estudo para um retrato da Rainha Vitória Eugénia.

O pintor valenciano dedicou-se, por motivos económicos, a retratar as figuras da sociedade civil, faceta, no entanto, secundária da sua vasta produção.

 

Paisagens realistas

O artista iniciou os seus estudos na Real Academia de Belas-Artes de São Carlos, em Valência, onde se destacou com paisagens realistas. De seguida viajou para França fixando-se, de 1884 a 1888, em Itália, após o que se estabeleceu (definitivamente) na capital de Espanha.

Ao longo dos anos concorreu a exposições parisienses obtendo diversas medalhas em 1893, 1895 e em 1900. Neste ano obtém a Legião de Honra, grau de cavaleiro. Membro da Sociedade dos Artistas Franceses vê a sua consagração sublinhada por aquisições de grandes museus de Bayonne, Berlim, Buenos Aires, Havana, Boston, Brooklyn, Buffalo, Chicago, Cincinnati, Nova Iorque (MET), Louvre, Filadélfia, Roma, Saint-Louis, Veneza, Madrid e Valência.

Repassado de nostalgia

Sorolla acabou por dominar a pintura realista dentro da modernidade da escola francesa de Barbizon. Os seus prados asturianos resplandecem de verdes e praias cantábricas sob tempestades cinzentas.

O pintor percorreu toda a região de Castela fixando os camponeses em obras notáveis, como as 14 pinturas da “A Festa do Pão”.

As paisagens urbanas, especialmente as das cidades de Toledo, Segóvia, Cuenca, Sória e Burgos atraíram-no especialmente. Sorolla fixa-as em telas sublimes, misturando monumentalidade e declínio em obras de singular nostalgia. Sofreu influências do Impressionismo, especialmente nos quadros baseados nos vinhedos de Jerez de la Frontera e nos jardins do Alcázar de Sevilha.

A sua maior fama veio, no entanto, das paisagens costeiras que fixou com aguda percepção e apaixonada intensidade. As suas marinhas são percorridas de gentes e movimentos duma luminosidade única com especial relevo para as crianças despidas a brincar.

 

Obras disputadas

As obras do autor são disputadas pelos grandes de Espanha e por magnatas norte-americanos como Archer M. Huntingon, fundador da Hispanic Society of America, de Nova Iorque. O mestre aceitou a encomenda de um conjunto de enormes telas que retratam as diferentes regiões de Espanha - onde observamos uma figura de minhota. Executadas no final da vida, as obras, de plena genuidade, encontram-se expostas na biblioteca dessa sociedade.

A exposição em Lisboa, no Museu de Arte Antiga, integra-se na primeira fase do pintor. Podemos contemplar telas de um realismo tranquilo, nas paisagens, e de vistas marítimas plenas de efeitos de luz nas águas - que o tornaram o “mestre da luz”.

Não deixe de visitar esta exposição de onde sairá com a alma cheia da fórmula luminista desta grande Mestre espanhol. A Espanha branca de Joaquin Sorolla y Bastida é mesmo uma versão moderna da invenção romântica.

A Moda & Moda ficou rendida ao Mar de Luz e à etnografia rural habitualmente um parente pobre da pintura universal.

Viva Sorolla. Bravo y Olé ao Museu Nacional de Arte Antiga e toda a equipa que ali trabalha.

 

António Brás

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