Novembro I Dia de Todos os Santos

Novembro é o mês mais triste do ano e por muitas razões: os dias diminuem, logo há menos sol, as ruas têm as árvores despidas, nos canteiros, as flores não sorriem, é tudo mais cinzento e ainda o que nos vale são, nas manhãs chuvosas, os chapéus abertos, alguns deles muito coloridos.

Quando eu era criança o dia 1 de Novembro despontava com missas sucessivas em homenagem a todos os Santos. O dia que a igreja homenageava e homenageia os santos que não têm nenhuma solenidade no ciclo do ano litúrgico.

Sem receio de errar posso dizer que a morada celestial está repleta de santos de todas as idades, de todas as condições e de todos os países, embora muitos deles sejam desconhecidos até no próprio local dos seus nascimentos.

Quantos servidores de Deus restam nos túmulos guardando o segredo da sua santidade? Quantos modestos heróis cristãos, homens fiéis e mulheres piedosas, confundidas na multidão que as ignora, têm lugares merecidos no céu!

Outros houve, durante a sua vivência na terra, que foram conhecidos e venerados mas que os anos os tornaram esquecidos. Somos crentes que o Senhor os glorificará, no último dia, quando julgar os vivos e os mortos, conforme palavras do Credo.

No entanto, sabemos que muitos são os descrentes, cegos embora vejam a luz do dia. Para esses pedimos a Deus que lhes dê luz e os faça sair das trevas.

Voltando às Missas do Dia de Todos os Santos, lamentamos profundamente a confusão que se vem gerando nos últimos tempos com a troca ou a junção do Dia de Todos os Santos, com o Dia de Finados.

 

Inquiridas algumas pessoas sobre a confusão entre dois dias tão diferentes, um festivo e outro de luto, as respostas levam-nos a concluir que toda esta baralhada se deve ao facto do dia 2 não ser feriado. O pior é que muita gente que não tem nenhuma obrigação profissional se serve dessa desculpa para faltar aos seus deveres de verdadeiro cristão.

As missas começam às 7.00 e 8.00 horas da manhã. Não me digam que com boa vontade faltavam a essa obrigação… Sinal dos tempos!

É muito justo que a igreja antes do Julgamento Final faça a celebração do solene triunfo de todos os Santos distinguindo a inumerável falange dos ignorados da beatificação eterna. Assistir a esta Missa Festiva não tem rigorosamente nada a ver com a Missa de Defuntos, onde até os paramentos são totalmente diferentes.

O Dia de Finados comemora-se no dia 2 de Novembro desde o ano 1002, sob o pontificado de Alexandre II. É o dia do ano em que os fiéis evocam os santos para que se abram as portas do céu a todos os que partiram e ainda se encontram no purgatório.

São duas missas distintas. A primeira é uma festividade. A segunda é um pedido colectivo por aqueles que já partiram, sejam da nossa família ou não.

O Dia de Todos os Santos é (ou era) festejado com uma certa animação e o Dia de Finados é aquele, em que depois da missa, se vai (ou ia) ao cemitério colocar flores nas campas ou nos jazigos dos nossos mortos.

Quando eu era criança, ainda em finais de Outubro, ia pintar a dourado as letras com os nomes que estavam nos jazigos, mesmo até nos cemitérios que já estavam encerrados e no dia 2 definitivamente ia colocar flores, habitualmente crisântemos ou “despedidas de verão”.

No Dia de Finados, continuamos a não faltar à Missa, vestidas de preto, e depois aos cemitérios onde jazem os nossos entes queridos que já partiram, aos quais um dia nos juntaremos. É um dia que encerra em si, uma profunda tristeza, enquanto, que o Dia de Todos os Santos é um dia de muita alegria.

O Dia de Todos os Santos, no Algarve onde cresci, era uma festa com muitas iguarias: figos recheados com amêndoas e chocolate, estrelas de figos, bolinhos de amêndoa, passas de uvas, nozes, pinhões, arroz doce enfeitado com canela em pratinhos e outros doces com ovos. Tudo isto era acompanhado com licores feitos nas nossas casas. As famílias mais modestas comiam batatas-doces e marmelos assados no forno comunitário, figos, amêndoas torradas e os homens não dispensavam um cálice de aguardente de medronho.

As senhoras iam à Missa, bem arranjadas, e até o jantar era festivo, com a mesa posta a rigor, pois até se podiam receber visitas se fosse caso disso.

Em outros lugares, nos arredores de Lisboa, as crianças acordavam alvoraçadas e iam pelas portas pedir aos donos das casas o “pão por Deus”. E o que era isso? Cada proprietário da casa onde batiam às portas dava o que podia: bolachas, rebuçados, nozes, amêndoas, romãs e algumas moedinhas. Temos conhecimento que nos Açores esta tradição ainda sobrevive e as crianças com as suas saquinhas feitas de retalhos fazem a festa. Os grupos, no final, repartem, irmãmente, o resultado do peditório. Ainda bem!

Conclusão:

Há pouco informei-me junto de familiares e de amigos sobre o que se passa actualmente no Algarve e fiquei a saber que praticamente já ninguém festeja o Dia de Todos os Santos. Fiquei atónita com a informação de uma prima educada nos mesmos princípios do que eu. Ela só vai a uma Missa porque o dia 2 não é feriado. Que hei-de dizer? O meu amigo Sr. Zé da Mina, a quem telefonei, disse-me que essa tradição se está a perder, mas que nas zonas rurais os preceitos antigos são levados com todo o rigor. Haja Deus! Em Silves, por exemplo, festejam-se os Santos até com uma feira e nas zonas mais conservadoras toda a gente vai às duas Missas do dia 1 e do dia 2.

Afinal, nem tudo está perdido. E quase aposto a minha cabeça que em muitas terras algarvias, apesar da invasão dos turistas estrangeiros que as têm adoptado como suas, ainda se mantém a tradição.

Bendito seja Deus.

 

Marionela Gusmão  

Missa de Todos os Santos I A Nossa Proposta

Para que não haja enganos, o Dia-de-Todos-os-Santos, aquele que festeja os milhares de eleitos de Deus que não fazem parte do calendário litúrgico da Igreja Católica, pois o ano só tem 365 dias, celebra-se no dia 1 de Novembro.

Ultimamente tem-se instalado uma certa confusão com esta  festa da Igreja, com o Dia de Finados que é a 2 de Novembro data em que se celebra o dia de fiéis defuntos, o que exige um vestuário escuro como se de um luto se trate.

Assim, caras leitoras, tala como a igreja fica engalanada com paramentos alegres, também devemos participar com o nosso empenhamento para tornar o acto mais festivo.

São muitos os Santos, nascidos em todo o mundo, mas o único dia em que levam algumas orações, é apenas no dia 1 de Novembro.

Demos preferência aos casacos compridos e às modas propostas por costureiros italianos, franceses e americanos, mas o mais provável é que as nossas leitoras possuam modelos dentro destas mesmas linhas de estilistas portugueses como, por exemplo, o Carlos Gil que pode ombrear com os muito bons.

Uma Missa em honra de todos os santos não é uma festa que exija brocados ou sedas caras, mas tecidos próprios para esta temporada, que sejam confortáveis e estejam em moda.

Vivam todos os Santos que os calendários esqueceram. Viva a nossa fé!

 

Marionela Gusmão 

Missa de Finados I A Nossa Proposta

Acreditamos que não seja novidade para ninguém que a uma Missa de Finados não se vai vestida de vermelho, nem de tons garridos, já que se trata de uma homenagem a todos quantos já faleceram das nossas famílias, amigos conhecidos e desconhecidos.

Esta celebração do mundo católico merece respeito e, em especial nesta época em que Portugal está de luto pelos mais de cem mortos nos incêndios que deflagraram pelo país, fazendo-nos sentir o dever especial de alertar os nossos leitores para o rigor a que o luto sempre obrigou.

É evidente que não estamos em Inglaterra e que a Rainha Vitória já não rege os Cânones da moda europeia, mas há um respeito que importa manter. Em nome desse mesmo respeito e em memória dos que perderam as suas vidas de uma forma inesperada e tão cruel, decidimos dar este espaço à moda para o Dia de Finados, na esperança de estarmos a ensinar algum preceito que no nosso Portugal de raíz católica, começa a ser esquecido.

Não é nossa intenção que alguém vá comprar os modelos que sugerimos. Eles só estão neste espaço para exemplificar os preceitos que se devem respeitar.

Para isso, repescamos as modas de Balmain e Dior (França); Carolina Herrera e Óscar de la Renta (E.U.A.); e ainda de Ulyana Seergenko (Rússia).

Nós iremos à Missa, como toda a vida o fizemos, mas acrescentaremos nas nossas orações uma intenção especial por todos os que partiram nos recentes incêndios, semeando a dor entre as suas famílias e em toda a população portuguesa.

Que Deus a todos tenham recebido nos seus braços.

 

Marionela Gusmão

FESTIVOS

Dia da Mãe

Natal

Páscoa

Dia do Pai

Santo António

ARTE

Exposições

Museus

Colecções

História

Notícias

MODA

Alta Costura

Prêt a Porter

Tendências

Acessórios

Notícias

BELEZA

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

NOTÍCIAS

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

  • Instagram ícone social
  • Twitter Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Pinterest Social Icon