Casacos "Meia Estação"

A três semanas da chegada da Primavera 2017, a nossa procura das peças mais urgentes a adquirir para iniciar o guarda-roupa dos tempos mais próximos, foram os casacos compridos, que dão muito conforto nos dias em que o Sol se esconde, mas as novidades não nos satisfizeram totalmente.

As casas clássicas, tais como a Stella McCartney, a Valentino, Trussardi,  Ralph Lauren, Carolina Herrera, a Chanel, a Dior, nesta temporada dirigida por maria Grazia Chiusi, uma mulher ainda nova, que esteve muito tempo a trabalhar com o Sr. Valentino Garavani e com o Pier Paolo Pasolini, são casas dirigidas por quem não lê o “Borda d´Água” e não ouvem os nossos meteorologistas nas rádios e nas televisões, mas têm a clientela fixa que sabe onde ir comprar o que necessita: os casacos que se chamavam de “meia estação” e, supomos que ainda não mudaram de designação.

Todas as marcas acima citadas são marcas que respondem ao que delas esperamos, mas a Dior não consegue acertar. Tivemos muitas esperanças na nova directora artística, mas as nossas expectativas não foram alcançadas. A Dior não sai da cepa torta. Durante uns tempos culpávamos a falta de respeito pela memória do Sr. Christian Dior aos momentos alucinados de John Galliano, depois entrou o belga Raf Simons e a casa não teve a criatividade que honrasse a memória do seu fundador, agora, ainda é cedo para desesperarmos, mas nesta colecção se fossemos nós a pontuá-la, dar-lhe-íamos uma nota próxima de uma negativa.

Mas, pesando bem as coisas, quem somos nós? Carregamos com a carga de sermos portugueses e para muitos deles que imaginam que todos somos “concierges”, a nossa opinião não serve de nada. Aliás, a única portuguesa a quem tinham muito respeitinho foi à Srª. Dona São Schlumberger, que os nossos compatriotas, invejosos, trataram sempre de modo muito injusto.

O Museu Nacional do Traje tem obrigatoriamente que possuir no seu acervo um “tailleur” lindíssimo de Alta-Costura da casa Christian Dior, pois foi a autora deste texto que o trouxe de Paris, juntamente com muitos vestidos de casas notáveis como a Scherrer, Valentino, Givenchy, Yves Saint Laurent, entre outros.

Ora aqui está uma boa ideia, encherem-se de brios e mostrarem a colecção de São Schlumberger a exemplo do que têm feito em Paris, Lyon e Nova Iorque.

De salientar que todos os modelos que apresentamos são em lã, à excepção de dois modelos de Valentino: um veludo gravado, outro em vison. Curiosamente a Chanel apresentou um casaco com boné igual em seda azul e rosa que fará uma “toilette” moderna para assistir a um casamento dos próximos meses e, ainda, quatro casacos brancos, curtos, dois sem mangas e dois com mangas. Na realidade o que sobeja em talento ao Sr. Lagerfeld, falta a muita gente - espécie de  pescadinhas de rabo na boca. Haja Deus!

 

Marionela Gusmão

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