Rosa Shocking I Uma cor viva, sempre na moda!

Cushnie et Ochs

Schiaparelli

Schiaparelli

Delpozo

Schiaparelli

O Rosa Shocking conhecido entre nós por rosa saloio, tem o tom das flores dos trevos de quatro folhas, aquela planta verde que forma quatro corações. Uma dessas flores foi símbolo da união entre o Imperador Napoleão III e a fabulosa Imperatriz Eugénia mas, esta cor aparece com muita frequência na vasta panóplia de tons dos “malvaíscos”, planta de caule erecto com propriedades medicinais (alteia, malva branca) que conhecemos desde criança, no Algarve, um pouco por todo o lado, quando essa província de Portugal era o espaço dos algarvios e o turismo não o tinha descaracterizado nem feito aquele rectângulo sobre o Oceano, numa Babilónia.

Hoje, no Algarve, é mais difícil encontrar uma “malvaísco” do que uma pedra preciosa.

Porém, o Rosa Shocking ou Fúcsia perdura porque Elsa Schiaparelli, natural de Roma, viu a luz do dia no palácio Corsini no seio de uma família que nada fazia querer que entrasse no mundo da Moda e, no entanto o caminho da Costura atraíu-a. Depois da II Guerra Mundial regressa a Paris e abre a sua própria casa. Em 1954, retira-se e empreende uma viagem à Tunísia e publica a auto biografia sob o título “Shocking Life”.

 

Amiga de Bérard, Jean Cocteau e Salvador Dalí, de quem recebeu colaborações pontuais, foi esta grande mulher a artista que introduziu na Moda, a ligação da sua Arte com o Movimento Surrealista.

 

A sua cor fetiche é um rosa violento que Elsa baptizou de “Shocking Pink”. Sempre que desfila a Moda do Verão é raro não sentirmos um sobressalto sempre que diante dos nossos olhos os modelos atraem nesta cor feiticeira e abençoada.

 

Marionela Gusmão