Rochas I Um Costureiro – Uma Mulher Apaixonante – Um Perfume Eterno

CENTIFÓLIA OU A MARAVILHA DAS ROSAS 

Outrora abundante, a rosa da região de Grasse, em França, tornou-se numa flor extremamente rara, acessível apenas a cinco das maiores casas de luxo. Entre elas, a casa do costureiro Marcel Rochas que reserva a produção total de um dos últimos campos de cultivo da região. A razão por detrás da escolha: todos os seus perfumes contêm o extracto de rosa Centifólia. 

O mundo está a seus pés desde que o homem é homem e ela lenda. Todos a adoraram, Egípcios, Fenícios, Romanos da Antiguidade clássica; todos ainda a adoram, tão preciosa, mestre de si própria e, no entanto, tão frágil devido à efemeridade da sua condição. A rosa é um símbolo icónico da perfumaria.

 

Tal aplica-se a todas as espécies de rosas, milhares nesta terra, mas apenas duas consentem soltar os seus aromas: a damascena, a mais fértil, cresce entre Marrocos e a Rússia, e a centifólia, a mais secreta e preciosa. Se bem que tenha surgido na Caucásia há já muito tempo, cultiva-se actualmente apenas em França, nas alturas da região de Grasse. Aqueles que já sentiram o aroma natural da rosa centifólia falam dela como a rainha das flores; também a denominam de rosa “couve” relativamente ao seu arredondado, rosa do “país” chamam-na os habitantes da região, ou rosa “de maio” ao fazer referência à estação extremamente curta em que floresce. 

   

Em Maio, a rosa desperta e ostenta as suas cinquenta a cem pétalas, consoante a espécie seja “dupla” ou “simples”, desvendando ao mundo todo o seu esplendor. Um aroma inebriante, incrivelmente suave e complexo, digno de um conto de fadas. Frutado? Intenso, doce ou um pouco verde? Um ligeiro perfume a baunilha ou limão? Tudo isto e muito mais: a rosa de Maio apresenta tantas facetas olfactivas quanto pétalas.

 A centifólia é o encontro perfeito entre o mundo vegetal, a terra e o clima (a 300 metros de altitude e a 3000 metros do litoral, zona conhecida como o seu “terroir”). É o reflexo de uma verdadeira fábrica bioquímica que sintetiza os gases e os minerais do seu ambiente para produzir moléculas perfumadas. Graças à sua constituição sólida, o seu talento é incontestável; a sua luminosidade cristalina é o reflexo da perfeição. Inicia-se então o processo de uma fermentação muito delicada. A nossa rainha flor não é extravagante; não é da classe das flores mais comuns. É nobre, mas generosa. O seu coração é puro e a sua essência absoluta - uma única gota de um concentrado é suficiente.

 Ao nascer do sol, entre as 6 e 30 e as 8 da manhã, chega então o momento tão esperado da colheita. A noite desvanece, o sol levanta-se, o orvalho da manhã paira no ar: é nesse momento mágico que os aromas culminam, antes mesmo de se evaporarem na atmosfera. Segurando a flor entre o polegar e indicador, dá-se um golpe com as unhas mesmo por baixo do cálice e pronto: lá está ela, sacrificada em nome do luxo. São necessários 700 kilos para obter 1000 gramas da sua essência. O seu peso vale ouro. Em 1930, existiam cerca de 5000 horticultores especializados entre Peymeinade e Opio, Pégomas e nos arredores de Grasse. Hoje em dia já só restam cerca de 20 horticultores num território significativamente diminuído. O culpado? O sector do imobiliário que ganhou o monopólio das terras agrícolas impondo uns custos de produção demasiado elevados, para além de estarem disponíveis no mercado sintéticos low-cost. Antigamente chegava-se a 5000 toneladas de flores, hoje em dia já só 85. 

«Quando era criança, relata-nos Jean Guichard, perfumista emérito de 6ª geração da região de Grasse, participava na colheita nas terras do meu pai. O contraste entre os odores brutos da terra e os aromas femininos e requintados das flores está gravado para sempre na minha memória.»

Foi graças ao trabalho extraordinário da sua mãe, Madame Jeanne Guichard, operadora na propriedade ancestral L’Amourachone, que os requisitos da casa Rochas estão hoje assegurados. E com eles, mais importante ainda, a perenidade de um património que seria impossível recriar nos dias de hoje. De Mademoiselle Rochas (o mais recente) a Femme (o mais icónico), de L’Eau de Rochas (o mais universal) a Tocade (o mais secreto), cada um destes perfumes despertam emoções profundas que nascem de uma perícia e experiência únicas no mundo. Pouco importam os custos; como no universo da alta-costura, ao qual a Casa Rochas está indiscutivelmente associada, os preços aqui não se discutem.

O Sr. Marcel Rochas (que não tivémos o gosto de conhecer) e a sua mulher Helène que entrevistámos na sua mansão em Paris onde no jardim avultavam rosas brancas, merecem ser lembrados e louvados. Sem este casal não teríamos hoje o prazer de disfrutar dos grandes aromas que a casa ROCHAS tem no mercado dos perfumantes.

Do frasco nasce o êxtase, diziam eles.

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