Rei Kawakubo I Comme des Garçons: Art of the In-Between

Todos os anos, em Maio, a revista Moda & Moda, está presente no Met Gala, um dos acontecimentos altamente mediáticos por se desenrolar num dos museus mais notáveis do mundo, onde esta instituição de arte se transforma numa noite de chuva de estrelas. O Baile de Gala Anual do Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque, um dos eventos com mais sucesso no Mundo da Moda, reúne Celebridades, Estrelas de Hollywood, Jornalistas e Estilistas, num cenário de glamour e brilho, que marca a inauguração de uma mostra de moda. Este ano o tema da exposição é uma homenagem ao trabalho conceptual da designer de moda japonesa: “Rei Kawakubo/ Comme des Garçons: Art of the In-Between.”

Um evento, que é presidido por Anna Wintour, editora-chefe da Vogue na América. A festa destaca-se pelos vestidos extravagantes que as celebridades usam, como se fosse uma passagem de modelos. Nesta gala, só se regista a Elegância, o Charme e a Sensualidade Estonteante das Estrelas.

 

Este ano, no dia 1 de Maio,  as atenções concentraram-se no MET Gala 2017, em Nova Iorque, um dos momentos mais aguardados do ano no Costume Institute do Metropolitan Museum of Art.

O MET Gala 2017, formalmente chamado de Costume Institute Gala e também conhecido como Met Ball, é uma grande festa da Moda cujo objective é a angariação de fundos para o Costume Institute do MET, além de servir como uma festa de abertura da exposição anual de moda do museu.

Para este ano, os curadores e directores, ao lado do casal Gisele Bündchen e Tom Brady foram os co-anfitriões da edição de 2017, que tem como tema Rei Kawakubo/Comme des Garçons, em homenagem à designer japonesa, considerada uma das mais influentes dos últimos 40 anos.

Bündchen e Brady foram também responsáveis por tomar decisões relacionadas com a logística do evento, em parceria com Katy Perry, Pharrel Williams e a anfitriã principal, Anna Wintour. No ano passado, as decisões estiveram a cargo de Taylor Swift, Nicolas Ghèsquière, Miuccia Prada, Karl Lagerfeld e Idris Elba.

“A exposição vai estar patente ao público até 4 de Setembro e vai desafiar a nossa imaginação sobre o papel da moda na cultura contemporânea”, afirmou Thomas P. Campbell, director e CEO do Met Museum.

Rei Kawakubo é conhecida pelas suas criações vanguardistas e pela sua capacidade de desafiar noções convencionais de beleza, gosto e moda.

A mostra: “Art of the In-Between” reúne 150 das suas mais admiráveis criações para a Comme des Garçons, datadas desde o início dos anos 1980 até à actualidade.

O MET Gala 2017 é uma festa quase como um Super Bowl da moda ou a cerimónia de óscares que consegue reunir numa passadeira vermelha algumas das celebridades mais icónicas, de áreas como o cinema e a moda.

O evento apresenta um código de vestuário diferente em cada ano e, por isso, os convidados devem vestir-se de acordo com o tema proposto. Depois do código do vestuário metálico de 2016, Comme des Garçons: Art of the In-Between foi o tema escolhido em honra a Rei Kawakubo, a célebre designer de moda japonesa que fundou a marca Comme des Garçons. Não faltaram, por isso, silhuetas vanguardistas, texturas e acessórios excêntricos conforme a imaginação da criadora de moda ou não seria através da extravagância nas criações que a marca tem vindo a desafiar as silhuetas convencionais com volumes exagerados e inovação desde 1977.

A Embaixadora Caroline Kennedy para o Met Gala 2017 escolheu um vestido da marca Comme des Garçons. Caroline Kennedy filha do Presidente John F. Kennedy e Jacqueline Kennedy Onassis foi Embaixadora dos EUA no Japão de Novembro de 2013 a Janeiro de 2017.

Rihanna destacou-se, com um modelo da casa francesa, Comme des Garçons num coordenado de duas peças repleto de bolas. O vestido de Rihanna foi um dos mais elogiados pelos convidados e um dos mais comentados nas redes sociais. Já a cantora Katy Perry, apresentou-se com um vestido da Maison Margiela, com um véu em tons de vermelho que a cobria da cabeça aos pés. A modelo Helen Lasichanh, escolheu um conjunto avant-garde muito estranho com formas muito exageradas da marca Comme des Garçons. Paralelamente a estas figuras, destacam-se também as escolhas de Jennifer Lopez com um vestido de noite de Valentino) e Kim Kardashian West com um modelo de Vivienne Westwood, que, segundo a imprensa, foram consideradas as celebridades mais bem vestidas do evento. O casal Ryan Reynolds e Blake Lively é que não arriscou e optou por silhuetas mais elegantes e sóbrias.

As modelos Bella Hadid, em Alexander Wang, e Kendal Jenner, em La Perla, vestiram a sua interpretação da estética vanguardista e envergaram peças muito transparentes. Por sua vez, Lena Dunham escolheu um modelo Elizabeth Kennedy com vários folhos em tons bordeaux.

“Mas quantas celebridades é que têm coragem de usar Comme des Garçons numa passadeira vermelha? “, questionaram várias publicações de moda. Basta olhar para as escolhas simples da cantora Selena Gomez, ao lado do namorado The Weeknd, e de Karlie Kloss.

Esta foi a segunda vez, desde Yves Saint Laurent em 1983, que o tema da Met Gala e a respectiva exposição do Costume Institute honrou uma figura lendária da indústria de moda, ainda viva.

O Met Gala tem como objectivo angariar fundos para o Costume Institute do Metropolitan Museum of Art – a gala do ano passado juntou 13,5 milhões de dólares (cerca de 12,4 milhões de euros), de acordo com a revista Forbes. Os bilhetes — para quem não recebeu convite — custavam 30 mil dólares (cerca de 27,5 mil euros).

Exposição

A exposição apresenta cerca de 150 exemplos de modelos de Kawakubo para a marca Comme des Garçons, desde do início dos anos 1980 até à sua mais recente colecção. As peças estão organizadas na mostra através de nove secções: Ausência / Presença; Design / Não Design; Moda / Anti-Moda; Modelo / Múltiplo; Alto / Baixo; Então / Agora; Auto- /; e Roupas /Não roupas.

Kawakubo quebra as fronteiras imaginárias entre esses dualismos, expondo a sua artificialidade e arbitrariedade. As suas roupas demonstram que os interstícios são lugares de conexão e coexistência significativas, assim como inovação e transformação revolucionárias, proporcionando a Kawakubo infinitas possibilidades de repensar o corpo feminino e a identidade feminina.

A galeria de exposições Iris e B. Gerald Cantor, no segundo andar do Metropolitan Museum of Arte, foi transformada numa caixa branca aberta, brilhantemente iluminada, com estruturas geométricas. A exposição pretende ser uma experiência holística, imersiva, onde o espaço facilita a dependência com as formas expostas. A mostra inicia-se com quatro conjuntos fechados num cilindro, reflectindo o interesse sólido de Kawakubo em esbater as fronteiras entre corpo e vestido. Os visitantes, no entanto, são incentivados a imaginar os seus próprios caminhos e experimentar a exposição como uma viagem de descoberta.

O espaço não tem textos nas paredes - em vez disso, na entrada, os visitantes recebem um guia da exposição com o conteúdo da galeria e as legendas das peças.

A exposição foi curada por Andrew Bolton, curador encarregado do Instituto Costume, que colaborou no projecto da exposição com Rei Kawakubo.

Este evento teve o apoio da Apple,  Condé Nast,  Farfetch,  H & M,  Maison Valentino e  Warner Bros.

 

Rei Kawakubo

Rei Kawakubo nasceu em Tóquio, no Japão estudou literatura na Universidade de Keio, sua cidade natal e, depois de formada e entrou na indústria têxtil do país, na Asahi Kasei actuando como “stylist”, em 1966. Dois anos depois criou a Comme des Garçons mostrando ao mundo o seu talento em representar a moda como sentimento e conceito.

O nome da marca criada por ela, Comme des Garçons, é inspirada numa música dos Anos 60, “Tout les Garçons et les Filles” de Francoise Hardy.

O seu primeiro desfile em Paris aconteceu em 1981. Na sua estreia, os jornalistas de moda denominaram a colecção de “Hiroshima Chic”, sobretudo pela assimetria, pregueado, barras desgastadas e aparência destruída através das suas criações.

Alexander McQueen reconheceu-a como uma das maiores designers de moda contemporânea. “Quando Kawakubo cria uma colecção, soa como absurdo, não apenas para o público em geral”, disse ele em 2002 durante uma entrevista à emissora japonesa NHK. Mas quando alguém desafia, como ela faz em cada temporada, percebe-se logo, que Rei está no ramo da moda principalmente por existirem pessoas como ela. 

“Tendo como símbolos roupas rebeldes feitas em cores escuras e com modelagens insólitas, a Comme des Garçons é uma marca conhecida por ser “anti-moda”.

Kawakubo é conhecida pela sua discrição, tendo dado pouquíssimas entrevistas ao longo de sua carreira.

Ela seguiu o caminho aberto por Kenzo Takada, o primeiro a trocar o Japão pela França, trazendo para o Ocidente um conceito completamente revolucionário quanto às formas das roupas. Rei Kawakubo fez parte da escola de estilistas japoneses que aderiram ao chamado “new japan style” (moda japonesa internacionalmente conhecida).

As suas roupas não são nada convencionais. Desestruturadas, amassadas e rasgadas, redefiniram conceitos até então imutáveis. Sem levar em conta as formas do corpo, num corte assexuado, criando imperfeições de forma proposital e usando cores sombrias, Rei Kawakubo, ao lado de outros seus colegas orientais, instalou uma nova estética nas roupas ocidentais, impondo um estilo que ganhou força no final dos Anos 70 e dominou quase que totalmente os Anos 80.

Actualmente, Rei Kawakubo é um nome consagrado no mundo da moda, e continua a propor modelos, que surpreendem pelas novas soluções encontradas.

Theresa Bêco de Lobo

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