Peles I ​​Cálida sedução para o Inverno 2016/2017 ​​

A Moda & Moda foi sempre amiga da moda das peles e há mais de 32 anos que nunca as deixa no esquecimento, até porque é preciso esclarecer muitas/os dos que, talvez por falta de informação, consideram as peles uma invenção de caçadores odiosos e sem escrúpulos, para satisfazer os caprichos de gente que não estima os animais.    

 

A este tipo de ignorância chamamos nós: inveja. Muitas mulheres que se manifestam contra o uso de casacos de peles, em muito menos número do que há uns anos atrás, ou acham interessante protestar para ser do contra, ou não pensam nos postos de trabalho que essa indústria mantém ou são pura e simplesmente invejosas. Comem carne de vaca, galinha, coelho, borrego, pato, ganço, faisão, perú em bifinhos, tudo o que aparece à frente dos pratos. Esquecem-se que os peixes também têm vida e que ao saírem do seu habitat – o mar – morrem muito rapidamente. Usam calçado de todas as peles curtidas, malas de mão e de viagem em pelicas, crocodilo, serpente… um uso que não nos choca porque as peles destes répteis são criadas em cativeiro, levando em conta que o seu extermínio, não deve ser feito.

 

Mas, o povo português não é tão bom como o pintam. Reina muita inveja num território tão pequeno. Já Salazar dizia, no tempo em que Portugal era grande com as colónias incluídas, que o nosso país só era enorme na inveja. Ele que não aceitava ministros nos seus Governos que fossem pobres, exigindo mesmo que fossem casados com mulheres ricas (só se muito excepcionalmente), conhecia bem as peças do xadrez de Portugal.

 

As peles na pré-história

 

Segundo Robert Delort, um investigador que sabe de peles, da sua criação na selva e em cativeiro, das primeiras civilizações das peles, da importância da Idade Média Ocidental, das consequências da época moderna (da Sibéria ao Alaska e à Califórnia – Do Canadá ao Louisiana e ao Far-West), dos últimos séculos das peles, assim como o modo de vida dos grandes mestres peleiros, um mestre que muito admiramos, persiste a dúvida se as peles de animais selvagens, mortos nas caçadas, que trouxeram até nós, a história das peles nas noites dos tempos, terão sido aquelas que o Homem usou nos primeiros trajes. Percorrendo com a sua ajuda um curto período da história das peles, conclui-se que é muito provável, que tenham estado desde sempre presentes no quotidiano dos que nos precederam, mas não temos elementos para garantir.

Por exemplo, na Cova dos Mouros, dita também Caverna pré-histórica de Cogul (província de Lérida – Catalunha), é fácil mostrar, sem ambiguidade, as “bailarinas” nas quais as saias em peles descem abaixo dos joelhos, parecendo compostas de peles ajustadas em bandas de pele, donde os pêlos longos caem até abaixo Estas mulheres apresentam o torso nu, quase lado a lado com as renas figuradas sobre os muros evocando uma grande frescura; este traje mostra a expressão psico-sociológica da espécie humana, em ligação provavelmente com os rituais que serviu sem necessidade de proteger o corpo do frio. Os ídolos neolíticos do museu FEANILLE DE RODEZ parecem usar os mantos de pregas e de franjas, eventualmente cosidos.

De salientar, que as primeiras peças de vestuário em peles, conservados nas civilizações de países frios, são extremamente recentes. As peles resistem menos ao tempo do que as fibras, isto porque o ambiente climático nos meios pouco oxigenados não conservam os bocados de peles, pois só nas mais recentes escavações arqueológicas se têm recuperado e estudado os pêlos que os precedentes trabalhos nunca conseguiram.

Entre os ornamentos recentemente encontrados, conhecidos como os indestrutíveis (colares, jóias… foram achados nas mesmas regiões, uma capa de peles que está conservada no Scheswig-Holstein entre as peças datando da Idade do Ferro /entre 900 e 800 anos a.C.), um toque de homem em pele de cabra nas minas de sal do Durnsberg e, ainda, uma espécie de casco cónico constituído por seis peças de pele com o pêlo virado para o interior, mesmo em Hallstadt.

   

As peles na actualidade

 

Criado para as figuras femininas da actualidade com o objectivo de evidenciar os seus dotes físicos mais representativos, o vestuário em pela da actual temporada “fala” a linguagem da moda com tal energia que quase transforma a mulher num girassol iluminado pela sua própria personalidade.

Espectacular e permitindo todas as liberdades da fantasia, o vestuário em pele de linhas envolventes, largos capuzes com reminiscências históricas, (um ar de Renascença e um toque de vanguarda) continua a ser as peças emblemáticas da feminilidade, do conforto quotidiano e da sumptuosidade das festas mundanas. Em vison para visões voluptuosas, em raposa, matreira, para mulheres fatais, ou em infinita variedade de armadilhas para todo o tipo de mulher, este vestuário representa sempre o segredo indecifrável que há na cumplicidade e no calor de uma pele sobre a pele.

Com a nova moda os olhos sorriem ao tempo que escorre, fixam-se de tudo o que engrandece o fascínio do corpo.

Eis pois, em cena, as peles para a mulher metropolitana que se movimenta segura da sua força de sedução.

 

Marionela Gusmão

J. Mendel é uma das mais famosas etiquetas de Casas de Peles, para a qual o Inverno é sempre um luxo.

Rei, de origem francesa, do vestuário em peles, Gilles Mendel triunfa em NewYork, e na última Semana da Alta-Costura, em Paris, (também estilista de Pronto-a-Vestir nos E.U.A), deixou as suas elegantes, na plateia, verdadeiramente emocionadas, pois o inverno 2016/2017, extremamente marcante nas suas criações em peles de extrema elegância em vison, raposa, entre as de maior nobreza, rendeu todos quantos tiveram a sorte de aceitar ao estrondoso desfile. Melhor? É Impossível!

Herdeiro de uma dinastia da indústria francesa de peleiros, o mestre expressou, brilhantemente, ante um sofisticado público, a sua experiência em silhuetas sumptuosas e delicadas.

A arte de trabalhar as peles, herdou-a ainda era rapaz pequeno.

Aplaudido por um mundo feminino sofisticado, que conhece e reconhece o trabalho dos mestres, Gilles teve um grande momento de glória.

 

Origens

Fundada em 1870, em Paris, por Joseph Breitman, um peleiro à medida da aristocracia russa, J. Mendel é uma das raras marcas de luxo que permanece propriedade familiar. Hoje, a quinta geração, representada por Gilles Mendel, CEO é o “designer”da  empresa que está sedeada em New York.

Além da utilização de peles, da melhor qualidade criada em cativeiro, a marca abraçou o Pronto-a-Vestir em tecidos da mais alta qualidade e a Alta-Costura, absolutamente deslumbrante, que vimos desfilar em Paris.

Alheia aos manifestantes que nasceram para prejudicar quem trabalha, aqui a vida dos animais em vias de extinção está totalmente salvaguardada, já que apenas são usadas as peles dos animais criados em cativeiro.

Gilles Mendel biografia


J. Mendel é uma empresa que vai na quinta geração, estabelecida nas instalações de luxo extraordinário, excepcional qualidade e estilo incomparável.

Gilles Mendel começou a sua carreira, como aprendiz, com o seu pai, Jacques Mendel, no Salão homónimo de J. Mendel, em Paris. Em 1981, decidiu tomar o leme como “designer” e, simultaneamente ser CEO ao abrir sua primeira loja J. Mendel Boutique, na Quinta Avenida, no Salon de Elizabeth Arden. Uma vez estabelecido em New York, Mendel rapidamente se tornou o favorito, entre as mulheres chiques de Manhattan. Em 1985, mudou de instalações e as suas Coleções de Peles passaram a deslumbrar numa boutique na 723 Madison Avenue, que ainda se mantém como a principal nos EUA.

Continuando a tradição de Alta-Costura da casa, Gilles Mendel trouxe a empresa para outro patamar, a partir de 2002, com o lançamento de uma linha completa de Pronto-a –Vestir. Isso marcou o enorme crescimento de J. Mendel como uma marca de luxo. A sua determinação em manter o mais alto nível de artesanato ao manipular tecidos de luxo, com criações inesperadas, atraiu uma ampla clientela “topo de gama” que aprecia os seus dotes repartidos entre as harmonias dos materiais e os cortes primorosamente produzidos. Em reconhecimento das suas realizações na moda feminina, Mendel foi admitido no Conselho de Estilistas de Moda da América em 2003. A partir dessa data, Mendel tem vindo a mostrar as suas Colecções Primavera/Verão e Outono/Inverno, semestralmente, durante a Semana de Moda de Nova York.

De sublinhar que J. Mendel, através de Gilles Mendel, uma personalidade da moda que, pela primeira vez, é notícia na nossa revista MODA & MODA, já dispõe de numerosas “boutiques” em todo o mundo, nunca deixando de focar os princípios originais dos seus fundadores: as peles. A empresa ampliou a sua presença, além de NewYork, em Chicago, Washington DC, Moscovo, Londres e Paris.

A marca J. Mendel também estabeleceu a sua existência internacional em cidades como Atenas, Berlim, Cairo, Hong Kong, Istambul, Kiev, Seul e Zurique.

Continuando o seu compromisso familiar com a elegância intemporal e o luxo, Gilles Mendel segue em frente, alcançando de dia para dia um maior sucesso, graças à sua política de união com as criações como peleiro que também se serve das fibras têxteis. Este mestre elevou a sua marca ao topo da moda.

Bravo!

 

Marionela Gusmão

J. Mendel  I ​​Conforto e Luxo I ​​De sempre para sempre

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