Natividade I Presépios Portugueses

Os nossos presépios são há muito considerados obras-primas da estatuária religiosa.

O oiro e as pedras preciosas do Brasil permitiram aos portugueses consagrar alguma da sua riqueza, essencialmente a partir do século XVIII, à figura do Menino. Reis, nobres, clero e artistas fizeram de um dos símbolos da pobreza universal (o nascimento de Jesus), uma referência para a sua vida. Daí resultou o enriquecimento, entre nós, da estatuária religiosa. Nela ganharam, a partir de então, grande destaque os presépios de barro, esplendorosamente esculpidos e adornados.

Entre os mais notáveis, sobressaem os de Machado de Castro, Barros Laborão e António Ferreira, impressionantes esculturas sacras. Essas obras encontram-se hoje na Sé de Lisboa (sendo o único de Machado de Castro que está assinado pelo seu ator), no Museu de Arte Antiga, na Basílica da Estrela (o mais faustoso) e no Mosteiro da Madre de Deus (actual Museu do Azulejo), recentemente remontado após ter sido desmanchado em 1800, assim como na Igreja da Anunciada, nas vizinhanças da Av. Da Liberdade, também em Lisboa.

 

Presépios Populares

A par dos presépios eruditos surgem, quase ao mesmo tempo, e um pouco por todo o País, os presépios populares. Fruto de artesãos dispersos, representam manifestações genuínas e únicas da devoção, da fantasia, da criatividade, da afectividade do nosso povo.

O barro tem sido a matéria dominante na sua feitura. A qualidade dos modeladores conferiu-lhes um lugar muito próprio na nossa cultura. Rosa Ramalho, Maria Amélia Carvalheira, José Franco e Maria Sidónio tornaram-se, por exemplo, nas últimas décadas, referências no sector, sem esquecer o já notável ceramista Delfim Manuel.

O Museu de Arte Antiga apresenta um conjunto de presépios eruditos – outrora dos conventos de Santa Teresa de Carnide, do Desagravo e das Salésias, em Lisboa; dos palácios das Necessidades e de Queluz; do marquês de Belas, bem como peças dos desmontados presépios do Mosteiro de Alcobaça e do Convento da Carnota.

Verdadeiras galerias de arte são, por sua vez, na quadra festiva do Natal, as igrejas portuguesas.

O país é, todo ele, um presépio que mistura com ingenuidade, com convicção, o profano e o sagrado, o naturalista e o fantástico, o quotidiano e o desmesurado, o discreto e o sumptuoso. Os portugueses têm no presépio, não na árvore, o grande símbolo da Natividade. A árvore é para os nórdicos da velha Europa.

 

António Brás

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