A proteção têxtil que se deseja

 

A signatária deste texto já escreve de moda do vestuário há muitos anos. Tantos, que quase lhe perdemos a conta. Todavia, se pensarmos que em Abril de 1974 (data histórica no nosso país) já escrevíamos sobre Moda para a revista Tele-Semana, encontramos os números aproximados e... tantos eles já são! Além disso, fizémos parte da redacção da TV Guia desde o seu início e durante muitos anos, acompanhando o crescente fenómeno da moda a ver desfilar as maiores manequins entre as quais destacamos: Ines de la Fressange que passava lado a lado (em par) com a nossa querida portuguesa Susana Sabino que foi musa, em Paris, do nosso muito saudoso Karl Lagerfeld, da aristocrata inglesa Stella Tennant, de Eva Herzigova e, ainda, de Nadja Auermann. Nem sabemos quanto tempo seria preciso para resumir

tudo aquilo que já vimos desfilar nas melhores “passereles” mundiais… Seria uma tarefa nada fácil.

Ora, quantos casacos compridos teremos visionado? Impossível escrever sem nos sujeitarmos a contagens de nos pôr a cabeça à roda.

Porém, o que importa é a nossa riqueza de conhecimentos obtida através de muito trabalho. E isso, resume-se em poucas palavras, ou seja: os estilistas e costureiros criam modelos para as mulheres modernas sob a influência da vida activa das mulheres pragmáticas da actualidade. E daqui não podemos sair. Com as linhas mais amplas ou em tubo, com mangas quase a lembrar presuntos ou estreitas tipo cigarro, os casacos estão sempre na ordem do dia. Assim que o frio do Inverno se começa a fazer sentir, ao casacos compridos ou saem dos roupeiros ou das lojas de moda. É um ritual que se cumpre nos invernos do nosso descontentamento. Gostamos muito mais da Primavera.

Temos uma acentuada paixão pela História de Arte em geral e pela História de Moda em particular e, por isso, é com muito gosto que repartimos os nossos conhecimentos com quem nos lê, sejam alunos dos mais diversos cursos ou pessoas com mais idade sempre ávidas de mais conhecimentos.

À pergunta sobre o que é um casaco comprido, temos respondido nos cursos de História de Moda que temos dado, o seguinte:

“O casaco comprido é um abafo que certos autores dizem ser originários das “clamides” da civilização grega e dos “peplums” dos antigos romanos. Permitimo-nos não estar de acordo. Com a melhor das boas vontades, podemos associar o casaco comprido à peça de vestuário conhecida por “Adrianne”, nome de uma comédia de Térence (1703) na qual a Doncourt, interprete do papel de uma jovem grávida, apareceu vestida em cena com um casaco leve e confortável, de pregas soltas nas costas (plis Watteau).

A divulgação do casaco comprido surgiu nos finais do século XIX e proliferou com a Moda do Traje automobilístico do início do século XX.

Na sua evolução histórica, os casacos acompanharam os estilos da Moda, mas a sua “massificação” apenas se deu nos Anos 40 do século XX quiçá com a dupla finalidade de servir de abafo nos dias frios e de esconder a pobreza dos vestidos que as dificuldades da guerra tornaram inevitável. Na actual temporada os casacos estão de novo em grande moda, mas as suas raízes são revivalistas. Baseados nos valores estéticos das linhas trapézio (1958) das linhas cingidas (1961-1962), e do ecletismo dos Anos 70 e 80, os casacos que agora trazemos a esta revista inscrevem-se no velho estilo “ Bon Chic Bon Genre”, que o tempo não apagou, porque a sobriedade está em sintonia com o conforto.

 

Marionela Gusmão

Casacos compridos I Milano Collezione

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