Os Visitantes ao Palácio de Versalhes

Exposição em Nova Iorque

1.

As Figuras de Luís XVI e Benjamin Franklin, (1780/85). Porcelana. Colecção Metropolitan Museum of Art, New York. Oferta de William H. Huntington. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

2.

Leque com a Imagem do Palácio de Versalhes, (cerca 1780/85). Folha de papel simples, pintada com guache sobre gravura, com acabamento em papel dourado; paus e guardas: marfim esculpido e decorado a ouro, guache e madrepérola. Fotografia: Christophe Fouin. Créditos da fotografia: Musée Lambinet, Versalhes. Colecção Musée Lambinet, Versalhes. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

3.

A Chegada do Núncio Papal, 1690. Óleo sobre tela. Fotografia: Christophe Fouin. Colecção Aline Josserand-Conan, Paris. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

4.

Vestido (grande robe à la française). Francês, (1775/85). Brocado de seda (tecido em 1760). Fotografia: Takashi Hatakeyama. Créditos da fotografia: The Kyoto Costume Institute. Colecção The Kyoto Costume Institute. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

5.

John Montagu, Lord Brudenell, Mais Tarde Marquês de Monthermer, 1758. Pompeo Batoni (Italiano, Lucca 1708–1787 Roma). Óleo sobre tela. Créditos da fotografia: Com a autorização do Duke of Buccleuch & Queensberry KBE. Colecção Duke of Buccleuch & Queensberry, Boughton House, United Kingdom. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

6.

A Audiência Formal de Cornelis Hop na Corte de Luís XV, (cerca 1720/29). Louis Michel Dumesnil (Francês, 1663–1739). Óleo sobre tela. Créditos da fotografia: Rijksmuseum, Amsterdam. Colecção Rijksmuseum, Amsterdam. Cedido por Koninklijk Oudheidkundig Genootschap. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York. (Direita): Chávena e Pires (tasse litron) com o Retrato de Luís XVI, 1782. Manufactoria Sèvres, pintado por Nicolas Pierre Pithou, o Jovem (francês, 1750-1818), esmaltado por Philippe Par

7.

Nguyễn Phúc Cảnh, 1787. Maupérin (Francês, activo 1774–1800). Óleo sobre tela. Fotografia: Thomas Garnier. Créditos da fotografia: Thomas Garnier. Colecção Archives des Missions Etrangères de Paris, Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

8.

Passaporte emitido para Thomas Jefferson. (Francês, 1789). Tinta sépia e preta sobre papel. Créditos da fotografia: Courtesy of the Library of Congress Colecção The Thomas Jefferson Papers, Manuscript Division, Library of Congress, Washington, D.C. (Thomas Jefferson Papers). Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York

9.

Cadeira de Braços, (Francês, cerca 1700). Nogueira em talha dourada e veludo de seda. Fotografia: Anna-Marie Kellen. Créditos da fotografia: The Metropolitan Museum of Art, New York. Colecção Metropolitan Museum of Art, New York. Oferta de J. Pierpont Morgan, 1917. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

10.

Caixa de Rapé com o Retrato em Miniatura de Luís XVI, (cerca 1779/80). Joseph Etienne Blerzy (Francês, activo 1750– 1806), Retrato em Miniatura por Louis Marie Sicardi (francês, 1743-1825). Ouro, esmalte, cravejado com 56 diamantes; marfim, vidro. Fotografia: Anna-Marie Kellen. Créditos da fotografia: The Metropolitan Museum of Art, New York. Colecção Metropolitan Museum of Art, New York. Doação de Edward C. Post, 1930. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

11.

“Partisan” (frente), (cerca 1678/1709. Atribuído a Bonaventure Ravoisié (Francês, activo 1678–1709). Aço, madeira, ouro, têxteis e latão. Fotografia: Bruce Schwarz. Créditos da fotografia: Metropolitan Museum of Art, New York. Colecção Metropolitan Museum of Art, New York, Rogers Fund, 1904. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

12.

O Palácio de Versalhes e o Mês de Abril, da série “The Royal Residences e the Months of the Year”, (cerca 1673/77). Manufactoria Gobelins, Paris (atelier de Jans), através dos desenhos de Charles Le Brun (Francês, 1619–1690). Lã, seda e fio de metal. Fotografia: Isabelle Bideau. Créditos da fotografia: Isabelle Bideau. Colecção Mobilier National, Paris. Collection du Mobilier national, Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York

13.

Chávena e Pires (tasse litron) com o Retrato de Maria Antonieta, 1782. Manufactoria Sèvres, pintado por Nicolas-Pierre Pithou, o Jovem (francês, 1750–1818), esmaltado por Philippe Parpette (francês, 1736– cerca 1808), douradas por Etienne Henri Le Guay (francês, 1719 / 20–1799). Porcelana de pasta mole, decorada com “pérolas” de esmalte. Créditos da fotografia: Anna Danielsson / Nationalmuseum, Stockholm. Colecção Nationalmuseum, Stockholm. Doação em 1940 de Eva Charlotta Mörner.

14.

Labirinto de Versalhes, (cerca 1677). Pintor Jacques I Bailly (Francês, 1629–1679); gravador Sébastien Leclerc o Velho (Francês,1637–1714); os autores Charles Perrault e Isaac de Benserade. Velino, guache, tinta, ouro; encadernação: couro vermelho de Marrocos. Créditos da fotografia: Petit Palais/Roger-Viollet. Colecção Petit Palais, Musée des Beaux- Arts de la Ville de Paris, Collection Dutuit. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

15.

Tela dobrável com vista para o Palácio de Versalhes da Avenue de Paris e Cour du Cheval Blanc no Château de Fontainebleau, (cerca 1768/70). Charles Cozette (Francês, 1713–1797). Madeira, óleo sobre tela e couro pintado. Fotografia: F. Doury. Colecção do Monsieur and Madame Dominique Mégret, Paris. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

16

O Fato com Três Peças de Benjamin Franklin (habit à la française). (Francês, cerca 1778/79). Camisa em seda e linho com nervuras, sapatos e meias(reprodução). Ribbed silk and linen (reproduction shirt, shoes, and stockings. Fotografia: Hugh Talman. Créditos da fotografia: National Museum of American History, Smithsonian Institution, Washington, D.C. Colecção Smithsonian’s National Museum of American History, Washington, D.C. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

17.

Vista do Palácio de Versalhes da Parade Grounds, 1722. Pierre Denis Martin, o Jovem (Francês, 1663– 1742). Óleo sobre tela. Fotografia: Jean-Marc Manaï. Créditos da fotografia: RMN-Grand Palais/Art Resource, NY. Colecção Musée National des Châteaux de Versalhes et de Trianon. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

18.

Vista do Salão dos Espelhos, (cerca 1684) Sébastien Leclerc, o Velho, (Francês, 1637–1714). Caneta e tinta castanha, aguadas de castanho sobre papel. Fotografia: Gérard Blot, Château de Versalhes. Créditos da fotografia: RMN-Grand Palais/Art Resource, NY. Colecção Musée National des Châteaux de Versalhes et de Trianon. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

19.

Memhed Said Efendi, Embaixador do Sublime Porte, 1742. Jacques André Joseph Aved (Francês 1702– 1766). Óleo sobre tela. Assinado e datado (no canto inferior direito): Aved 1742. Fotografia: Christophe Fouin. Créditos da fotografia: RMN-Grand Palais/Art Resource, NY. Colecção Musée National des Châteaux de Versalhes et de Trianon. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

20.

Muhammad Osman Khan, 1788. Claude André Deseine (Francês, 1740–1823). Terracota. Fotografia: Hervé Lewandowski. Créditos da fotografia: RMN-Grand Palais/Art Resource, NY. Colecção Musée du Louvre, Paris, Département des Sculptures. Oferta de Pierre-Evariste Villemant, 1934. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

21.

Estudo Triplo de uma Avestruz, (cerca 1669/71). Pieter Boel (Flamengo, 1622–1674). Óleo sobre tela. Créditos da fotografia: Musée du Louvre, Dist. RMN-Grand Palais/René-Gabriel Ojéda/Art Resource, NY. Colecção Musée du Louvre, Paris, Département des Peintures. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

22.

Tampo de Mesa com Mapa da França, 1684. Provavelmente da manufactoria de Gobelins, Paris, desenhos de Claude Antoine Couplet (francês, 1642–1722); trabalho de lapidor provavelmente de Horace e Ferdinand Megliorini, Philippe Branchi e Jean Ambrosio Gachetti. Pedras duras, mármore, alabastro. Fotografia: Jean-Marc Manaï. Créditos da fotografia: RMN-Grand Palais/Art Resource, NY. Colecção Musée National des Châteaux de Versalhes et de Trianon. Doação do Musée du Louvre, Paris. Cortesia Metropoli

23.

Louis XV, (cerca 1717). Augustin Oudart Justina (Francês, d. 1743). Óleo sobre tela. Fotografia: Christophe Fouin. Créditos da fotografia: RMN-Grand Palais/Art Resource, NY. Colecção Musée National des Châteaux de Versalhes et de Trianon Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

24.

Passeio de Louis XIV em frente ao North Parterre, (cerca 1688). Etienne Allegrain, (Francês,1644-1736). Óleo sobre tela. Fotografia: Christophe Fouin. Créditos da fotografia: RMN-Grand Palais/Art Resource, NY. Colecção Musée National des Châteaux de Versalhes et de Trianon. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

25.

Vestido de Corte de Boneca (grand habit de poupée), frente. (Francês, cerca 1769/75). Brocado de seda, fio de metal, renda de metal, lantejoulas e flores de seda. Créditos da fotografia: Fashion Museum Bath. Colecção Fashion Museum Bath. Adquirido, através do Art Fund, e do Victoria & Albert / Purchase Grant Fund. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

26.

Visão geral da Exposição: Os Visitantes a Versalhes, no Metropolitan Museum of Art, New York. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

27

A grande tapeçaria de Gobelins datada de 1673/77, na Exposição: Os Visitantes a Versalhes, no Metropolitan Museum of Art, New York. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

28

Visão geral da Exposição: Os Visitantes a Versalhes, no Metropolitan Museum of Art, New York. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

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Visão geral da Exposição: Os Visitantes a Versalhes, no Metropolitan Museum of Art, New York. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

30

Visão geral da Exposição: Os Visitantes a Versalhes, no Metropolitan Museum of Art, New York. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

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Visão geral da Exposição: Os Visitantes a Versalhes, no Metropolitan Museum of Art, New York. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

32

Visão geral da Exposição: Os Visitantes a Versalhes, no Metropolitan Museum of Art, New York. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

33.

Visão geral da Exposição: Os Visitantes a Versalhes, no Metropolitan Museum of Art, New York. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

34.

Visão geral da Exposição: Os Visitantes a Versalhes, no Metropolitan Museum of Art, New York. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

35.

Visão geral da Exposição: Os Visitantes a Versalhes, no Metropolitan Museum of Art, New York. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

36.

Visão geral da Exposição: Os Visitantes a Versalhes, no Metropolitan Museum of Art, New York. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

Em 1661, Luís XIV ordenou a construção de um dos palácios mais imponentes da Europa em Versalhes na reserva de caça do seu pai. Hoje, pertence aos subúrbios da capital francesa, e o Palácio de Versalhes é uma das maiores atracções turísticas mundiais, fascinando milhares de visitantes todos os dias, que percorrem os salões onde se fez história, passeiam-se pelos jardins, e testemunham “in loco” como vivia o Rei-Sol e a corte mais poderosa da Europa no século XVII. E tal como aqueles que no passado passavam por aquelas portas, hoje não se deixa de sentir um assombro e um encanto pelo luxo, beleza e requinte. Este monumento, é o tema de uma magnífica exposição no Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque.

O palácio e os seus jardins receberam viajantes desde que foram transformados, sob a direcção do Rei Luís XIV, de um simples pavilhão de caça numa das mais notáveis cortes da Europa.

Visitantes franceses e estrangeiros, incluindo a realeza, embaixadores, artistas, músicos, escritores e cientistas, todos se reuniram no palácio real cercado pelos jardins de traçados encantadores.

Versalhes sempre foi um cenário verdadeiramente internacional, e a exposição do Metropolitan salienta justamente esse ambiente. Ela destaca também as experiências dos viajantes de 1682, quando Luís XIV mudou a sua corte para Versalhes, até 1789, quando a família real foi forçada a deixar o palácio e voltar a Paris pela Revolução Francesa.

Reunindo obras do próprio museu de Nova Iorque, de Versalhes e mais de cinquenta coleccionadores, a mostra (que fica em cartaz até 29 de Julho) apresenta pinturas, retratos, móveis, tapeçarias, tapetes, roupas, porcelanas, esculturas, armas, armaduras e guias dos viajantes.

É uma ilustração belíssima do que os viajantes encontraram na corte nos séculos XVII e XVIII, que género de recepção e acesso ao palácio receberam e, mais importante, que impressões, presentes e lembranças levaram para os seus destinos.

Com milhões de visitantes por ano, no século XXI, Versalhes é um dos locais históricos mais visitados do mundo. O palácio e os jardins atraíram altos dignitários desde o pequeno pavilhão de caça construído por Luís XIII, que  foi transformado por Luís XIV numa das residências mais impressionantes na Europa, aberta a todos, de acordo com a vontade do rei. Versalhes cosmopolita congratulou-se pela passagem de grandes individualidades no "Grand Tour". Enquanto alguns vieram de Versalhes para ver o rei ou ganhar o seu favor, outros foram recebidos oficialmente pelo soberano no palácio, um local de intensa actividade diplomática. Tanto o público como o privado no Palácio de Versalhes apresentavam o programa quotidiano, em que o Rei seduzia a sua corte e especialmente os seus súbditos. Os visitantes vieram de todo o mundo para este palácio que se tornaria o mais acessível na Europa. Toda a sociedade sem distinção foi convidada para ir a Versalhes desde os embaixadores do Sião em 1686 aos do Reino de Mysore em 1788, representantes de quase todos os continentes vieram a Versalhes. Cada visita foi uma oportunidade para descobrir o lindo edifício nacional e a originalidade dos presentes, que os visitantes trouxeram com eles. Os boletins, as revistas literárias e os “memoires” oficiais, que assim testemunharam as impressões dos visitantes mais importantes, para além das cerimónias, oficiais, que foram realizadas em sua honra.

A exposição apresenta, pela primeira vez, um tema interessantíssimo que vai tornar-se o centro das atenções através de mais de 300 obras dos finais dos séculos XVII e XVIII. Nela, podem-se admirar retratos e esculturas, trajes de corte, guias de viagem, tapeçarias, porcelanas de Sèvres e de Meissen, armas e caixas de rapé. A mostra também apresenta o estilo das boas-vindas oferecidas aos visitantes, e as suas impressões, os presentes ou lembranças que levavam. O público actual da mostra irá descobrir o Palácio através das lembranças daqueles, que o visitaram e ao longo da história. Os curadores Bertrand Rondot, chefe do Palácio de Versalhes, responsável pelos móveis e objectos de arte e Daniëlle Kisluk-Grosheide, curadora do departamento de artes decorativas do Metropolitan Museum of Art foram os responsáveis por este evento.

A exposição no Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, procura recriar parte da grandeza do palácio real de Versalhes em França. No início, a ideia era produzir um livro baseado nos relatos das pessoas que visitaram o palácio, como diplomatas e nobres. Mas Danielle Kisluk-Grosheide, e Bertrand Rondot, decidiram realizar uma exposição mais completa, que foi inaugurada em Abril e estará patente até ao fim de Julho. Este acontecimento representa a beleza de Versalhes e destaca esse esplendor através de 53 peças da sua própria colecção e recriações dos corredores do palácio ao longo dos anos, e as gravações para as pessoas ouvirem o que os visitantes disseram sobre o caminho do palácio no passado.

“Havia uma tradição em França, antes de Luís XIV, de que os franceses deveriam ter acesso ao rei”, disse Kisluk-Grosheide. “Mas depois de ter dispendido todo esse esforço para criar este magnífico palácio e os jardins, eles queriam compartilhar esse esplendor”, e acrescentou: “Eles amavam particularmente receber estrangeiros porque podiam escrever as suas impressões. “Os relatos também descrevem o protocolo rígido em vigor na corte real francês dessa época. Os visitantes retratados nas gravações descrevem as visita de embaixadores que tinham que se curvar três vezes antes de se aproximar do rei. Mesmo depois de todos esses anos, Versalhes ainda hoje atrai as pessoas. Kisluk-Grosheide disse ainda: “Versalhes é um lugar para sonhar”.

A exposição destaca o Palácio de Versalhes, como uma experiência vivida pelos visitantes dos séculos XVII e XVIII.

 

Palácio de Versalhes.

Trata-se do mais belo e, com certeza, o mais celebre palácio real do mundo de todos os tempos, o Palácio de Versalhes encanta milhares de visitantes todos os anos. Localizado nos arredores de Paris, o maior símbolo do Absolutismo é paragem obrigatória para viajantes que passam por esta cidade.

A história do Palácio de Versalhes começou por volta de 1570 com a construção de um pavilhão de caça próximo da floresta de Versalhes. Em 1664 o Rei Luís XIV decidiu construir um palácio próximo da capital francesa para se tornar o centro administrativo de França. Neste contexto Versalhes seria perfeito, pois é próximo da capital, suficientemente longe de Paris para poupar o Rei dos tumultos e doenças que assolavam a cidade.

Luís XIV, o conhecido Rei Sol começou as ampliações do Palácio em 1669, fazendo dele símbolo de superioridade e poder. Mudou toda a corte Real e a sede do governo Francês para as dependências de Versalhes. As ampliações nunca paravam, chegando a ter 36 mil trabalhadores nas obras, na sua grande maioria soldados do exercito francês. Além do Palácio os jardins começaram a tomar forma e ganhar fontes e decorações inacreditáveis.

O arquitecto Luís Le Vau foi o primeiro responsável pelas ampliações, ele já era bem conhecido, pois tinha participado,em Paris, nas construções do Louvre e das Tulherias.

Luís XVI assim como os Reis anteriores, reformou, redecorou e acrescentou os domínios de Maria Antonieta.

Durante a Revolução Francesa, o Palácio foi invadido e saqueado. A maior parte das riquezas de Versalhes foram leiloadas para pagamentos de dívidas por preços muito abaixo de seus valores reais. Muitos objectos de arte foram alocados em outras instituições como a Biblioteca Nacional e o Louvre.

O Palácio foi decretado Museu pelo Rei Luís Filipe em 1830 e o turismo desenvolveu-se depois dos Anos 50. Algumas das mobílias originais que estavam no museu e embaixadas foram resgatadas, mas a grande maioria da decoração, hoje, são réplicas.

 

Visão geral da exposição

Versalhes sempre foi verdadeiramente internacional e inúmeros visitantes de todo o mundo foram recebidos no palácio. A abertura reflectia tanto uma longa tradição francesa de conceder aos súbditos do rei acesso ao seu soberano como uma demonstração politicamente calculada do poder e da riqueza do Estado francês. Muitos visitantes descreveram as suas experiências e observações em correspondência e periódicos. Os diários, jornais e diários literários da corte oferecem relatórios detalhados sobre eventos e entretenimentos específicos, assim como recepções diplomáticas que também foram documentadas em pinturas e gravuras.

Informada por esses registros sobreviventes, a exposição desenrola-se em doze galerias organizadas tematicamente para transmitir a experiência inesquecível de visitar Versalhes nos séculos XVII e XVIII.

O público da exposição vai encontrar pela primeira vez uma enorme tapeçaria de Gobelins datada de 1673/77. Tecida com fios de ouro e prata cintilantes, representa o rei a deslocar-se na sua carruagem em direcção ao palácio. As galerias seguintes apresentam os modelos de transporte para Versalhes e os trajes franceses. Entre as razões para visitar a residência real estavam os seus extensos jardins e a oportunidade privilegiada de vislumbrar o rei. Entre os trabalhos destacados estão um belo roupão francês que teria sido usado pela mulher do conhecido fabricante têxtil Christophe-Philippe Oberkampf para a sua clientela como Marie Antonieta, três esculturas de animais que já foram parte das fontes do labirinto, uniformes e armas do palácio real.

A mostra continua destacando diferentes géneros de visitantes de Versalhes. Embaixadores de vários países foram recebidos com grande fanfarra no sumptuoso Salão dos Espelhos. Muitas vezes no palácio para negociar acordos comerciais, eles traziam presentes exóticos, incluindo um canhão com incrustações em prata, descoberto recentemente, entregue a Luís XIV pelos embaixadores do Sião.

A exposição apresenta um elegante traje de caça francês apresentado a um desses visitantes incógnitos, o príncipe herdeiro e o futuro Gustavo III da Suécia. Retratos de alguns viajantes, juntamente com lembranças e guias, também estão expostos.

Inúmeros americanos viajaram para Versalhes, como turistas ou diplomatas, como Benjamin Franklin, que visitou pela primeira vez Versalhes em 1767 e desempenhou um papel significativo, especialmente depois de 1776, quando a França se tornou o único aliado militar dos colonos na sua rebelião contra a Grã-Bretanha. Franklin vestiu roupas muito simples, sem adornos e está exposto um dos fatos de Franklin, cedido pelo Museu Nacional de História Americana do Smithsonian e raramente apresentado ao público, assim como o seu retrato de Joseph Siffred Duplessis e porcelanas comemorativas francesas. Também são exibidos o passaporte de Thomas Jefferson assinado pelo rei Luís XVI e uma espada em ouro apresentada a John Paul Jones.

A exposição termina com os dramáticos acontecimentos de Outubro de 1789, quando uma vaga enfurecida forçou a família real a ir para Paris.

Ao visitar o palácio abandonado em Junho de 1790, o escritor russo Nikolai Karamzin comparou “Versalhes sem uma Corte”, “a um Corpo sem Alma”.

 

Os visitantes do Palácio do Versalhes (1682-1789)

A reflexão escrita de algumas pessoas sobre a experiência em Versalhes de 1682 a 1789, é a seguinte: “Nunca vi nada mais magnífico do que o Palácio de Versalhes” - é um testemunho do fascínio duradouro dos visitantes pela antiga residência real, até hoje.

O design da exposição destina-se a evocar a grandeza e opulência de Versalhes. Foram construídas cinco galerias com portas simuladas e alinhadas no enfileiramento das salas, gerando assim uma visão teatral e uma sensação de antecipação para o visitante. Papéis de parede personalizados sugerem os elementos arquitectónicos que definem os interiores do palácio, como a utilização de mármores, pilastras, painéis dourados, tapeçarias e espelhos.

Surge nesta mostra pela primeira vez o uso de gravações, que dá vida às impressões dos visitantes do palácio e da corte de Versalhes nos séculos XVII e XVIII. O som evoca o cenário, desde cortesãos caminhando numa escadaria de mármore até ao músico a tocar uma área de Handel num salão particular. Parte da produção da gravação ocorreu na Oldway Mansion, uma residência de campo em Devon, Inglaterra. A propriedade é única, reconstruída no estilo do palácio de Versalhes, forneceu uma acústica que, na última instância, confere à experiência da gravação uma autenticidade irresistível.

Actualmente o palácio é um museu de história, sendo um ponto turístico mais visitado de França. Com grandes acervos de excelentes pintores dos séculos XVII e XVIII, o palácio ainda conserva grandes características da época, sendo uma oportunidade de conhecer a história que se passa por trás da Revolução Francesa e da corte que ali vivia, repletas de luxo e esplendor.

Toda a grandeza e opulência de Versalhes está representada na exposição do Metropolitan Museum of Art, através da belíssima mostra e dos testemunhos daqueles que visitaram o Palácio e os seus jardins nos séculos XVII e XVIII.

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