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Casa-Museu Medeiros e Almeida

Cafetaria da Casa-Museu Medeiros e Almeida

Casa-Museu Medeiros e Almeida

Cafetaria da Casa-Museu Medeiros e Almeida

Casa-Museu Medeiros e Almei

Cafetaria da Casa-Museu Medeiros e Almeida

Oásis deslumbrantes 

As Cafetarias e alguns restaurantes estão a impor-se nos melhores espaços culturais. Procurados e adoptados por públicos crescentes, o seu êxito tornou-se um fenómeno irrecusável. Ladeando antigos palácios, prolongando modernos centros artísticos, reflorindo pátios de edifícios antigos, eles afirmam-se como pequenos, preciosos e deslumbrantes oásis urbanos.

Os museus de Arte Antiga, do Traje, do Teatro, do Chiado, do Azulejo, Vieira da Silva, Medeiros e Almeida, o Centro Cultural de Belém, a Fundação Calouste Gulbenkian e os palácios de Queluz e da Pena são, por exemplo, lugares verdadeiramente aprazíveis – de encontro, estudo, namoro, reflexão, criação.

 

Os pioneiros

Os impulsionadores deste fenómeno (enquanto espaços voltados para o grande público) foram José de Azeredo Perdigão, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian de 1956 a 1993, e sua mulher, Madalena Biscaia, inspiradora do serviço de Música, do Centro de Arte Moderna e do Acarte. Eles tiveram o cuidado de criar um ambiente sereno e intimista no perímetro da fundação, um amplo parque oitocentista outrora dos Condes de Vill`Alva, sublinhado pelas árvores, flores, relvados, lagos, caramanchões, cascatas e por inúmeras espécies de aves. Os arquitectos Ribeiro Telles e António Barreto, seus autores, iniciaram o trabalho na década de 60. Na época, os sete hectares do local estavam decrépitos, pois nele haviam funcionado, durante anos, o Jardim Zoológico e a Feira Popular.

No Museu Calouste Gulbenkian, no Centro de Arte Moderna Azeredo Perdigão e no parque (pavilhão do antigo serviço de educação) há cafetarias onde se podem tomar agradáveis refeições. Frequentam-nos turistas, empregados e habitantes da zona, idosos e, sobretudo, estudantes. “Sempre que posso venho passear por aqui sozinha ou acompanhada por amigos. Antes trazia a minha filha, agora ela tem a vida dela. Aproveito para ler, observar a natureza, as aves, as flores, e respirar o ar puro. Este é um dos sítios mais agradáveis da capital”, refere Florbela Miranda, residente em Sintra, que ali passa parte dos seus tempos livres.

 

Os discretos

Os museus do Traje e do Teatro, no Lumiar, situam-se num parque de 11 hectares, que foi uma quinta de recreio do século XVIII. Intervencionado pelo botânico italiano Domenico Vandelli, preserva inúmeras espécies raras, caso da primeira araucária plantada na Europa.

O restaurante do Museu do Traje localiza-se num pavilhão construído pelo Marquês de Angeja para albergar a sua colecção de história natural, projecto nunca concretizado. A construção viria a albergar um viveiro de aves, uma iniciativa do II Duque de Palmela que adquiriu a propriedade em 1840. O parque e os respectivos imóveis, decadentes ou arruinados, foram comprados pelo Estado, em 1975, a Isabel Campilho, trineta do duque.

No palácio é instalado o Museu do Traje, no parque um jardim público, e nos antigos viveiros, o restaurante. Inicialmente a sua exploração foi oferecida, a título gratuito (como forma de pagamento pelo seu trabalho no Museu) a Marionela Gusmão que declinaou por não sentir qualquer vocação comercial, aconselhando Madalena Espírito Santo, Isabel Pinto Coelho, Luísa Mesquitela, Teresa Cardoso de Menezes e Maria da Conceição Pignatelli, a tomarem conta do espaço. Entretanto, a Madalena Espírito Santo melhorou a sua vida económica e saiu, o mesmo sucedendo com as restantes.

“Temos clientes diários, alguns estrangeiros, caso de empresários da zona“, refere Mafalda Paneiro, actual responsável pelo espaço juntamente com Rita Câmara, sua irmã. 

Frequentemente, o restaurante é utilizado para casamentos, baptizados e festas de empresas. Com uma excelente vista sobre o parque, comporta cerca de 250 pessoas – no interior e na tenda exterior. 

A ementa baseia-se na doçaria e culinária portuguesa.

“Vim com um grupo de amigas visitar o jardim e as exposições. Vamos aqui passar o dia e almoçar”, revela-nos Madalena Cabral de Mello, residente no Restelo.

Atravessando o bosque, por entre recantos, lagos, prados e buxos, chega-se ao Palácio do Monteiro-Mor, onde se situa o segundo museu, aquele que é dedicado ao teatro. A antiga cozinha, decorada com belíssimos azulejos originais, outrora palco dos jantares das caçadas no tempo da marquesa de Tancos, serve de cafetaria. É a única área do imóvel que chegou intacta aos nossos dias, pois um incêndio, em 1970, deixou-o em ruínas, tendo sido reconstruído entre 1979 e 1984. Inicialmente, a antiga cozinha acolheu o serviço de restauro de têxteis da instituição.

“Nos anos 90, a drª Simonetta Luz Afonso, então responsável pelo Instituto de Museus, compreendeu que era essencial proporcionar ao público as melhores condições de acolhimento. Foi isso, é isso que tentamos fazer”, afirma Inês Leal, concessionária do espaço. A idade média dos clientes ao almoço ronda dos 30 aos 50 anos, com mais mulheres. Nosos lanches é diferente, predominam nos períodos escolares, os jovens que vêm investigar, estudar e namorar para o parque. Destacam-se o bacalhau espiritual e o lombo de porco em molho de manga.

No centro da capital, o Museu do Chiado tem uma pequena e inesperada área ajardinada. Estátuas de Soares dos Reis, Simões de Almeida, Augusto Santo, Jorge Vieira, tornam-na, por outro lado, uma notável galeria de arte ao ar livre. Da autoria do arquitecto Jean-Michel Wilmonte esta, é talvez, a cafetaria de design mais moderno existente entre nós. A clientela é composta na casa dos 40, 50 anos, cerca de metade visitam as exposições do museu.

O Museu Nacional do Azulejo é um espaço lindíssimo. O espaço com as suas cantarias, azulejos (vindos de outro local) e cobres encenam uma cozinha nobre setecentista. O acervo museológico entrou na cafetaria, hoje muito frequentada por turistas, que podem tomar as refeições no pátio anexo, numa ambiência muito qualificada. 

 

 

Os faustosos

Pelos seus buxos, estatuária (italiana e inglesa) e lagos, Queluz é diferente de todos os outros museus. Da autoria do arquitecto francês Robillon, tornou-se uma referência entre os jardins europeus. Tem um restaurante, Cozinha-Velha, desde 1947 – que integra actualmente o Guia Michelin. O espaço é grandioso, preservando-se a grande mesa em lioz da antiga cozinha. A ementa é muito cuidada –  Linguada à Cozinha-Velha, Coxa de Pato com risotto e buffet de doces conventuais. A primeira concessionária foi a Condessa de Almeida Aráujo, pioneira dos restaurantes em espaços culturais nacionais, que trouxe para Portugal a Brandade Chaude de Morue, hoje conhecido por bacalhau espiritual. 

“Recordo com muita saudade a Cozinha-Velha, a comida, o serviço, o ambiente, sempre irrepreensíveis”, recorda Maria de Lourdes Reys Santos.

A Cozinha-Velha, concessionada ao Grupo Pestana, é frequentada pelos hóspedes da Pousada D. Maria I, turistas, quadros de empresas e famílias tradicionais. Em tempos servia as refeições nos banquetes oficiais e, por vezes, cuidava do serviço de mesa na residência-oficial de chefes-de-estado de visita a Portugal. 

Ao fundo dos jardins de Queluz, a antiga estufa foi transformada em cafetaria para os visitantes do monumento. “Sempre que posso trago aqui os meus netos. Visitamos o palácio, os jardins, o parque, e aproveitamos para lanchar”, diz Jorge Almeida, morador na zona.

 

O Palácio da Pena possui uma cafetaria cuja génese se encontra nos palácios e museus ingleses. A antiga área de alojamento do pessoal  foi demolida e deu lugar a uma ampla sala.  A ambiência interior é clássica, o mobiliário de design, a vista deslumbrante debruçada sobre a imensidão da paisagem. A escassas dezenas de metros, os visitantes deslumbram-se nos salões e apartamentos – residência de veraneio dos últimos monarcas portugueses.

Os habitantes da região aproveitam-na com frequência, mas os seus maiores utilizadores são, porém, os estrangeiros.

Em Lisboa, o jardim do antigo Palácio Alvor, datado do século XVII, actualmente Museu Nacional de Arte Antiga, tem uma vista soberba sobre a barra do Tejo, uma esplanada em ferro, árvores com tabelas e conjuntos escolhidos de estatuária. O espaço, antigas zonas de serviço foi recuperado em 1994. Hoje é uma das melhores cafetarias/restaurantes existentes em Portugal, com capacidade para 500 pessoas. O serviço de self-service possui pormenores requintados. Os individuais dos tabuleiros reproduzem obras-primas do museu, frequentemente as pessoas tomam a refeição e levam essas toalhas de papel como  “souvenire”.

O Museu Arpad Szenes/Vieira da Silva detêm uma cafetaria invulgarmente silenciosa. Muito frequentado por turistas e habitués, o espaço abre-se para o próprio museu e para jardim das Amoreiras.

A Casa-Museu Medeiros e Almeida possui, certamente, a mais intimista cafetaria, a qual resulta do aproveitamento de antigas zonas de serviço, havendo ainda uma pequena esplanada. O requinte norteia, a frequência qualificada, o serviço rigoroso.

 

Os populares

O mais recente e inovador espaço verde da capital é o Centro Cultural de Belém, ocupado parcialmente pelo Museu Berardo. Inaugurado em 1993, os seus jardins, com entrada livre, são frequentados, basicamente, por estudantes. Os seus arquitectos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado, optaram, ao concebe-los, por superfícies arrelvadas com palmeiras, oliveiras e pequenos cursos de água. “Aqui podemos estudar calmamente. Infelizmente muitos cafés de Lisboa deixaram de ser locais de estar e estudar, o que nos prejudicou seriamente. Sobretudo aos universitários que, vieram de fora e vivem em residências ou quartos alugados. 

Os reformados, esses, aproveitam para ler o jornal, observar o rio e bebericar o seu café. “Gosto muito de vir aqui. Desde que os filhos saíram de casa que este sitio faz parte da minha vida”, confidencia Maria do Carmo Lereno, viúva, residente em Belém.

 

Outros locais

Um pouco por todo o País, multiplica-se o fenómeno das cafetarias e restaurantes em museus e centros culturais.

No Porto, a Fundação de Serralves e o Museu Soares dos Reis são modulares. O mesmo acontece, por exemplo, em Coimbra com o Museu Machado de Castro; em Sintra com a Quinta da Regaleira e o Palácio de Monserrate; em Cascais com o Centro Cultural da Gandarinha; em Loures com o Museu Municipal/Quinta do Conventinho; em Évora com o Paço Cadaval.

Os nossos museus são, sem dúvida, os que têm melhores cafetarias e restaurantes. As do Louvre são frias, as do Prado são caves com fumo, as do Thyssen-Bornemisza, em Madrid, não têm vista, as dos museus de Gant, na Bélgica, só dispõem de café.

O CCB e a Gulbenkian constituem (transporte fácil) as cafetarias/restaurantes mais populares e concorridas entre nós, a grande maioria destinam-se a todos os públicos, outras são claramente para frequentadores mais selectivos.

Mas, como o Sol nasce para todos, é bom que cada um possa aproveitar o que este pequeno país ainda tem para oferecer.

 

António Brás

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