O Regresso às Aulas

A Moda e Moda não é, definitivamente, uma revista que vive espartilhada em redutos temáticos tenham eles o superior interesse que tiverem. Esta é uma revista atenta ao que a rodeia. Vem isto a propósito de aqui trazermos uma reflexão diferente das habituais. Estamos em Setembro e bem sabemos o que isso significa. Não, não nos estamos a referir às vindimas nem ao equinócio que nos abre as portas ao Outono, mas ao final da época que mais fortemente se associa às férias.

Setembro é definitivamente o mês que soa de forma diferente dos outros todos. Bom, cada um tem a sua própria identidade, é bem certo, mas Setembro será sempre o mês que nos faz entrar numa atmosfera muito particular. Depois dos amplos dias de redescoberta do ócio, do dolce fare niente, há que preparar o regresso ao trabalho mas sobretudo ajudar os nossos filhos a preparar o início de mais um ano lectivo. A aquisição dos manuais é, normalmente, uma questão que garante algumas dores de cabeça e este ano acresce a confusão instalada com a implementação do sistema de aquisição gratuita que o ME anunciou. Se por acaso não está abrangido pelo programa aconselhamos que se certifique acerca da exigência na compra dos cadernos de actividades. Nem todos os professores os consideram imprescindíveis nas suas disciplinas. A somar à questão dos manuais temos a escolha dos materiais de apoio escolar e aqui acontece a grande confusão. Hoje a panóplia de mochilas, dossiês, estojos é de nos causar vertigem e até a simples esferográfica, lápis ou borracha ganharam protagonismo dos criadores de design. E depois ainda há os marcadores, os clips, as réguas, os blocos de notas que eles juram serem mesmo fundamentais. Hoje não é nada simples uma ida às compras com os jovens estudantes ávidos de estrear material novo. Aceitem por isso os nossos conselhos nesta área: 

1º Confirmem primeiro o que pode e sobretudo deve ser aproveitado dos anos anteriores. Mais do que um imperativo financeiro é uma questão de educação cívica e de respeito pelos recursos da Natureza. Os cadernos ainda têm certamente folhas por gastar, os lápis e canetas muito ainda para escrever, os estojos e mochilas ficarão operacionais com uma lavagem e qualquer professor ficará orgulhoso de ver os alunos a darem prioridade à lógica e menos à vaidade de ter tudo novinho.

2º Façam uma lista contida sobre os materiais que de facto necessitem. Atenção porque após o início das aulas os professores orientam melhor sobre o que será mesmo necessário adquirir. Nem sempre o que os nossos jovens estudantes afiançam a pés juntos que é fundamental o é na verdade. Por exemplo e quanto aos marcadores, eles não devem ser usados nos livros onde apenas o lápis é permitido e nos cadernos uma esferográfica de cor contrastante para sublinhar, é o suficiente. O bloco de notas serve exactamente para quê? Os testes e trabalhos de casa anotam-se no caderno da disciplina e um horário de trabalho pode ficar em suporte informático ou em papel na secretária ou na parede do quarto.

3º Optem por cadernos individuais e pouco volumosos. Os pesados dossiês previstos para todas as disciplinas organizadas por separadores coloridos, são um verdadeiro disparate. Há dossiês individuais, de capa flexível e que são a melhor opção para quem gosta de ter as fichas de avaliação arquivadas junto do caderno da respectiva disciplina. E há os tradicionais que quando acabam ficam arquivados em casa, na estante e funcionam como recurso de estudo. Os outros, além de terrivelmente pesados, condenam as folhas a uma dança destrutiva depois de rasgados os furos lançando cada disciplina na mais absoluta desorganização, especialmente nos alunos menos cuidadosos. Por fim, não faz qualquer sentido carregar em cada dia com as resmas de disciplinas de toda a semana aumentando o peso, que já é tão elevado, das mochilas.

4º As mochilas são uma escolha sensata mas só o são se as crianças e jovens colocarem nos ombros as duas alças de forma a que o peso fique equilibrado. Se a transportarem como um saco, não vale a pena a opção da mochila.

Outra das preocupações recorrentes é a que se prende com a alimentação. Quanto a este assunto aqui ficam 3 simples conselhos:

1º não cedam aos protestos com os almoços do refeitório. De uma forma geral as refeições são bem confecionadas e oferecem o suporte nutritivo necessário. Se tiverem alguma dúvida existe a associação de pais que poderá sempre falar com a direcção e arranjar forma de esclarecer e resolver.

2º não deem dinheiro além do necessário para carregar o cartão da escola. Se tiverem dúvidas sobre a forma como o dinheiro em excesso é gasto, façam uma visita pelos supermercados que se encontram junto de escolas e observem as garrafas de refrigerante, os pacotes de batas fritas, os bolos que são comprados para o almoço. Quanto ao lanche, e aqui fica a 3ª dica, habituem o vosso jovem estudante a preparar em casa uma merenda ou até levar almoço de casa num termo o que é uma prática já bastante habitual em muitas escolas e locais de trabalho. 

Por fim, aqui fica o desejo de um excelente regresso com confiança e optimismo.

Ao longo do ano vamos falando.

Ana Paula Timóteo

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