O Prazer de Viajar... Devagar

O encantamento de descobrir fortalezas e memórias, bosques e rios, gentes e crenças, gastronomia e músicas, atrai cada vez mais namorados no dia que lhes é dedicado.

País rico em termos históricos, artísticos, afectivos, com um imaginário e uma criatividade fascinantes, Portugal redescobre-se a si mesmo – revaloriza-se a si próprio.

Serenidade, emoção, exotismo, são algumas das características inesperadas que individualizam o chamado turismo cultural.

Castelos, solares, templos, museus, ruínas, bairros, romarias, jardins, linhas férreas, passeios pedestres, aldeias histórias emergem actualmente como objecto de atracção crescente de viajantes. Toda a estrutura começou, há anos, a ser desenvolvida à sua volta. Instituições artísticas e grupos patrimoniais intensificam-se no sentido da sua afirmação e expansão.

 

Espaços eleitos

As pousadas (hoje integradas no Grupo Pestana), surgidas em 1942 por iniciativa de António Ferro, tornaram-se, nessas rotas, espaços de eleição. Únicas, pelas suas características, em qualidade, beleza, enquadramentos, desempenham um relevante papel nos circuitos dos enamorados.

As Pousadas, na sua maioria são históricas (palácios e conventos de valor patrimonial) e regionais (paisagens de excepção), conheceram novo impulso nas últimas duas décadas.

O turismo em espaços rurais qualificados tem-se, alias, expandido desde os Anos 80. Dezenas de solares e casas de aldeia foram já recuperados para acolher visitantes, alcançando um êxito assinalável.

Este género representa cerca de 100 mil camas e oferece inúmeras vantagens. “O hóspede é recebido como um convidado num ambiente personalizado e familiar, o que se torna muito gratificante. Isso permite, por outro lado, manter os edifícios e reanimar as tradições locais, como o folclore, a gastronomia e o artesanato”, revela-nos Francisco Calheiros, pioneiro no sector.

Há Solares que até já possuem um circuito de visitas, como por exemplo, os jardins do Minho, dada a grande beleza que oferecem, caso dos de Ponte de Lima, Guimarães, Celorico de Basto, entre outros.

A Rota dos Vinhos é outra iniciativa verdadeiramente fascinante.

Alojamentos, em grande expansão, entre nós, são os chamados hotéis de “charme”. Muitos deles encontram-se instalados em palácios de grande valor histórico. O requinte impera. Os salões acolhem as zonas de lazer, novas alas são reservadas com todo o conforto para o espaço dos quartos. Os restaurantes destes hotéis oferecem gastronomia típica ou internacional, sendo locais muito frequentados por casais.

 

Aldeias históricas

No prosseguimento dos contactos com a natureza e o património surgiu, também nos Anos 40, a recuperação das aldeias históricas, outra iniciativa de António Ferro, que tornou, na época, a famosa vila de Monsanto na mais genuína do país.

As exigências culturais do nosso turismo, retomadas a partir das últimas décadas, têm estado a relançar algumas das ideias de há 70 anos. Hoje, dez novas aldeias integram um mapa de povoações rurais, tipicamente portuguesas. Uma das dinamizadoras, Luísa Charters, viscondessa de São Sebastião, lançou a animação cultural na aldeia beirã de Sortelha. A senhora interessou-se pela recuperação das tradições que estavam a perder-se, caso do folclore e dos ofícios. Mais tarde, criaram-se zonas de apoio, com turismo no solar da família, lojas e restauração.

Sortelha faz parte, com Marialva, Idanha-a-Velha, Piodão, Linhares da Beira, entre outras, do grupo das aldeias escolhidas – uma atracção turística preciosa para os enamorados.

Os castelos, sobretudo os raianos, Trancoso, Celorico da Beira, Longroiva, Belmonte, Penedono, Vila Viçosa, representam outro atractivo fortíssimo. Muitos deles possuem centros de interpretação e cafetarias. O seu fascínio reside na paisagem e no imaginário histórico que os envolve estes monumentos. Representam um tempo de partilha inesquecível para os enamorados que os queiram desfrutar.

Palácios e museus tornaram-se, ao longo do País, outra referência. A maioria dispõe de roteiros próprios, com documentação pormenorizada e apoios diversificados, como lojas e cafetarias requintadas. O número de apaixonados que as frequentam tem crescido de ano para ano, consequência natural da qualidade.

Ligadas a instituições oficiais sobressaem, paralelamente, estações arqueológicas (da pré- história à idade-média) de que Portugal é especialmente rico. De valor mundial, muitas tornaram-se ângulos culturais no Ocidente, caso de Foz Côa no Alto Douro, Conímbriga na Beira Litoral, distrito de Coimbra, Miróbriga, nas vizinhanças de Santiago do Cacém Baixo e Tróia, no estuário do Sado, as de maior projecção.

 

Rotas religiosas

Mértola, hoje um dos centros árabes mais importantes da Europa, integra um conjunto de itinerários muçulmanos de Portugal. Cada circuito compreende as zonas de Lisboa, Coimbra, Idanha-a-Velha, Beja, Alcoutim, Faro, Silves, Aljezur e Alcácer do Sal, e demora a percorrer entre um a dois dias. Nos locais a visitar – museus, antigas mesquitas, locais arqueológicos e centros urbanos -, encontram-se vestígios de grande valor relacionados com a ocupação árabe em Portugal.

Os grandes centros de peregrinação, como Fátima e Sameiro dispõem, por sua vez, de redes de caminhos pedestres, transportes e alojamentos especiais. As romagens a pé estão a encontrar grande receptividade nos mais jovens. A recuperação dos trilhos tradicionais que o povo foi criando para chegar das suas aldeias aos lugares santos revelou-se um êxito. Os nossos peregrinos, cujo número cresce anualmente, juntam-se às populações rurais, ao país desconhecido, percorrendo os seus troços de acordo com a vontade, o tempo e a resistência física.

 

Comboios e barcos

Históricos comboios e modernas embarcações fazem-se novo objecto de curiosidade e fascínio dos apaixonados. Antigas locomotivas e confortáveis embarcações circulam pelo país. A região do rio Douro é, por exemplo, uma referência inigualável encontrando-se em grande desenvolvimento devido à beleza da sua paisagem é à fama do seu vinho. Todos os dias partem comboios e embarcações entre o Porto e Barca d`Alva, sendo um dos percursos mais belos para os apaixonados.

Os nossos valores tradicionais e culturais, como a música popular, o fado, a cozinha tradicional, o vinho, o queijo, a gentileza, o sossego, a despoluição, revelam-se atractivos inesquecíveis.

 

AS NOSSAS ESCOLHAS

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I - POUSADA DE SAGRES, Porto da Atalaia, 8650 – 385 Sagres

Uma deslumbrante e confortável pousada construída em 1940. No local podemos reviver a epopeia dos Descobrimentos. Ali o mar quase entra pelas janelas adentro.

​II - POUSADA DE ESTOI, a 10 Km. de Faro – Aldeia de Estói

Instalada num palácio dos séculos XVIII/XIX, criteriosamente restaurado, que manteve os salões ao gosto da época. Foi construída uma nova ala que beneficia do magnífico enquadramento paisagístico.

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III – POUSADA DE VILA VIÇOSA, Convento das Chagas, Terreiro do Paço, 7160 -251 Vila Viçosa

Situada no lado direito do Paço Ducal, esta pousada encontra-se instalada num antigo convento real, mandado edificar em 1500, com todo o conforto do século XXI.

IV – POUSADA DE ESTREMOZ, Rua Dom Diniz, 7100 – 509 Estremoz

Em pleno centro histórico de Estremoz, a Pousada resultou da adaptação de um antigo palácio-real mandado construir por D. Dinis para a Rainha Santa Isabel. O edifício encontra-se decorado com móveis e quadros ao estilo dos séculos XVII e XVIII, beneficiando de excelentes panorâmicas sobre a cidade e a planície do Alentejo.

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V - HOTEL RITZ, Four Seasons - Rua Rodrigo da Fonseca 80, 1099-039 Lisboa

O primeiro grande hotel de Lisboa, inaugurado em 1959, preserva intacto o requinte e a sumptuosidade iniciais. Ao longo do grande hall, salões, salão de jantar e das zonas privadas, as obras de arte são permanentes, aliando o gosto de 1700 ao despojamento do século XX.

VI – PALÁCIO DE SETEAIS, Rua Barbosa do Bocage, 2710 – 517 Sintra

Inicialmente residência dos Marqueses de Marialva, pertence ao período áureo de festas e bailes, alguns descritos por William Beckford. O Estado adquiriu o imóvel em meados do século XX, sendo restaurado e transformado num Hotel. No interior, vasto e requintado, salientam-se os frescos de Pillement, mobiliário ao gosto setecentista, magníficas carpetes de Arraiolos com ponto de Seteais, e um piano barroco oferecido pelo Rei da Roménia a Portugal.

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VII – HOTEL FAROL, Avenida Rei Humberto II de Itália 7, 2750 – 461 Cascais

Elegante hotel, encontra-se instalado em cima de falésias. O exterior lembra um palacete de verão, e o interior norteou-se pelo conforto e bem-estar dos visitantes. O ambiente de convidativo recolhimento, remete para um hotel inglês.

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VIII – GRANDE REAL VILLA ITÁLIA, Rua Frei Nicolau de Oliveira, 2750 – 319 Cascais

Anteriormente residência do Rei Humberto de Itália, onde o monarca habitou durante décadas e preservou um importante acervo sobre a Casa de Sabóia. O imóvel conheceu, após a morte do monarca, um período de algum abandono, mas nos últimos anos foi totalmente restaurado e ampliado para acolher uma unidade hoteleira. O exterior marca-o pela monumentalidade e enquadramento, e o interior pela vastidão e requinte, abrindo-se ao oceano Atlântico. A sua decoração, simplesmente fabulosa, deve-se a Graça Viterbo.

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IX – POUSADA DO FREIXO, Estrada Nacional 108, 4300-316 Porto

Outrora residência da família Távora, o palácio conheceu um longo período de decadência e restauros mal conseguidos. No final do século XX foi totalmente recuperado e adaptado a unidade hoteleira. Os interiores, amplos e confortáveis, estão decorados com mobiliário e cerâmicas antigas.

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X – CASA DE SEZIM, Rua de Sezim, 4811 – 909 Guimarães

Solar setecentista que preserva nos seus salões raros papéis pintados, franceses, datados de 1850, com cenas históricas e uma colecção de tapetes orientais. O conforto do século XXI alia-se aos tempos mais recuados na forma de viver e estar.

XI – SOLAR de CALHEIROS, Calheiros, 4990 – 575 Ponte de Lima

Emblemático solar português, localiza-se no meio de vinhas e jardins. Propriedade do Conde de Calheiros, pioneiro no turismo de habitação entre nós, recebeu inúmeras personalidades, entre as quais o pai da princesa Diana.

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XII – HOTEL RURAL VISCONDES DA VÁRZEA, Quinta da Várzea, Várzea de Abrunhais, 5100 Lamego

Antiga casa de campo dos Viscondes da Várzea, foi totalmente recuperada e adaptada a singular unidade hoteleira por Maria Manuela Cyrne, descendente da família. O ambiente remete-nos para o interior das grandes casas nobres, observando-se preciosos móveis e retratos a óleo. O exterior abre-se para uma vasta propriedade, com vinhas e campos de cultivo, em plena região do Douro.

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