A gruta da Anunciação fica no piso inferior da Basílica da Anunciação que se destaca na cidade de Nazaré pela sua cúpula cinzenta no alto de uma encosta.

 

Durante vários dias visitei quase todos os locais onde Jesus passou como Cesareia de Filipe, junto à nascente do Rio Jordão; Cafarnaúm que ficou conhecida como “a cidade de Jesus”; o Monte das Bem-Aventuranças onde Jesus fez o tão conhecido “Sermão da Montanha” e o deserto, onde Jesus se retirou 40 dias. Em todos estes lugares bíblicos, Jesus revelou-se sempre como plenamente humano e simultaneamente plenamente divino em todos os seus actos. Jesus era um homem de carne de osso, teve uma vida como nós na excepção do pecado. A sua divindade está expressa claramente nos Evangelhos onde são descritos os seus milagres e outros sinais de divindade.

 

Foi sob a força do calor em Belém, na Igreja da Natividade, que me encontrei novamente com Maria, no local onde deu à luz Jesus. Foi nesta igreja de cor ocre e aspecto de fortaleza, após uma longa espera numa fila com centenas de turistas, que me senti arrastada para a minha segunda oração imaginativa desta peregrinação. A emoção foi forte e transcendeu todo o borburinho e incómodo causado pelos intensos empurrões, arrepiei-me e as lágrimas saltaram-me. Parei por instantes, fechei os olhos e imaginei o que ali se tinha passado há mais de dois milénios. Tinha sido ali, mesmo ali, em circunstâncias humildes, por detrás daquele arco, que Maria se contorceu de dores no chão de um estábulo e tinha dado à luz Jesus, um bebé que nasceu como os outros a chorar e a precisar de cuidados. Este lugar bíblico está assinalado com uma estrela de prata no chão, iluminada por várias lamparinas suspensas. Do outro lado, está a Capela da Manjedoura. “E, quando eles ali se encontravam, completaram-se os dias de ela dar à luz e teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria.” (Lc2, 6-7). 

Belém fica em território Palestiniano e por isso, a nossa guia local, por ser Israelita, não pode entrar pois estaria ilegal. O imponente Muro que separa os dois territórios e os soldados bem armados na fronteira tornam patente o conflito ali vivido. Apesar desta relação tumultuosa entre Israel e a Palestina, nunca me senti em perigo e a entrada em Belém fez-se sem qualquer problema.

 

Visitámos importantíssimos outros lugares Bíblicos até chegar ao nosso ultimo destino, Jerusalém, cidade onde também tinha terminado a vida terrena de Jesus.

Concretizei finalmente o meu antigo e forte desejo de subir a Jerusalém. Fizémo-lo de noite o que concedeu um glamour muito especial ao momento de saudação a Jerusalém, a cantar no cimo de uma encosta, com uma vista deslumbrante. Jamais esquecerei!

Percorremos, a meio da noite para evitar a multidão, a Via da Dolorosa, que Jesus percorreu com a cruz às costas a caminho da sua crucificação. Rezamos e recordamos o sofrimento de Jesus em cada uma das catorze estações da Via Sacra. 

 

Às sete da manhã, chegámos à Igreja do Santo Sepulcro o que nos permitiu apreciar o local quase sem turistas. Está localizada numa modesta praça, no meio de um conjunto de edifícios, na Cidade Velha e está dividida por seis territórios bem definidos que pertencem aos Católicos romanos, Sírios, Arménios, Ortodoxos gregos, Coptas e Etíopes. Curiosamente, a chave da igreja está confiada, há trezentos anos, a uma família muçulmana que abre e fecha a igreja diariamente. A chave, com 30cm de comprimento, é de ferro e a abertura da igreja, às quatro da manhã, segue um ritual de grande interioridde. 

Também ali me coloquei no papel de Maria, e imaginei o sofrimento de mãe ao ter oferecido espontaneamente o seu Filho amado para morrer. Senti profundamente, tal como São Bernardino afirmou, que: “Todos os sofrimentos do mundo, se fossem unidos, não poderiam igualar à dor de Maria”.  A Bem-Aventurada Virgem já tinha dado o seu consentimento quando foi escolhida para ser mãe de Jesus, no entanto, renovou o seu consentimento e associou ao sacrifício da vida do Filho, o sacrifício do coração de Mãe. Maria revelou a Santa Brigida que, quando  se aproximava a morte de seu filho, corria-lhe um suor frio pelo corpo tal era a sua dor.

Visitei de seguida a Basílica da “Dormição de Nossa Senhora”, localizada no Vale do Cedron no Monte Sion onde, uma das tradições afirma que Maria terminou a sua vida terrena. Dormição é um modo de expressar o que foi uma passagem mais parecida ao sonho que à morte. Pouco se sabe sobre os últimos dias de Maria e sua passagem para a eternidade. Acredito que, tal como dizia o Papa Bento XVI, “O Céu tem um coração” que é o coração de Maria que foi levada para junto do seu Filho. 

A Basílica da “Dormição de Nossa Senhora” tem uma planta circular e uma abside decorada com um mosaico.

Na entrada oriental da Cidade Velha, está a Igreja de Sant’Ana, assimétrica e imperfeita para nos recordar que que também nós não somos perfeitos. A Igreja de Sant’Ana ´conhecida e pela sua extraordinária acústica. Cânticos em diversas línguas sucedem-se cantados pelos diversos grupos de visitantes. 

A mais maravilhosa imagem que vi durante esta peregrinação foi a Imagem de Sant’Ana com Maria localizada nesta igreja. Perante esta imagem, vivi outro momento intenso pois percebi que nunca tinha olhado para Maria como filha nem nunca tinha pensado na Avó de Jesus. Aqui, rezamos em grupo uma Avé Maria pelas Avós.

Visitar a Terra Santa e todos os seus lugares bíblicos deu mais sentido e “outra cor” à leitura dos Evangelhos. Quando ouço uma passagem sinto de imediato “já lá estive” e entendo tudo muito melhor.

E assim, ao longo de nove maravilhosos dias, estive com Jesus mas sobretudo fortaleci a minha intimidade com Maria. Talvez pela afinidade de também ser mãe e ter olhado para a sua vida com olhos de mãe permitiu-me sentir as alegrias, os medos e as dores vividos por Maria como Mãe de Jesus. A simplicidade da vida de Maria demonstra claramente que não é a fragilidade que nos afasta de Deus mas sim o orgulho e o poder. 

Este encontro com Maria na Terra Santa foi um momento de paragem e re-organização interna. Senti que não tenho  mais tempo a perder com questões “ornamentais” e imediatismos. Quero ter tempo para maravilhar-me com a vida e com Deus. O convite que Maria me fez nesta peregrinação “abranda, escuta, confia e ama” mudou a minha vida.

Um Santo Natal e que Maria nos acompanhe a todos!

 

Alexandra Matias

O meu encontro com Maria na Terra Santa 

“Bom dia Jesus

Bom dia Maria

Dai-nos a tua luz

Que eu dê alegria”

 

 

Assim começavam as manhãs durante a minha recente peregrinação à Terra Santa, singela oração rezada com o Padre Vasco Pinto Magalhães, e Padre Lourenço Eiró.

 

Foi uma peregrinação muito forte, que me mudou profundamente. É comovente, até arrepiante, tocar no que foi tocado por Maria e Jesus.  Apoderou-se de mim uma energia que percorreu todo o meu corpo e ainda permanece. Foi difícil acreditar que estava realmente ali, em cada um dos locais bíblicos que ouvia falar desde a minha infância. Tinha sido ali, mesmo ali…

 

Em Nazaré ganhei uma admiração especial por Maria ao contemplar a gruta da Anunciação, de pedra calcária, onde uma jovem, simples, pobre e indefesa, aceitou o maior desafio que lhe poderia ser proposto – ser mãe de Jesus. 

 

Sentei-me, num canto mais recatado, abstraí-me por completo do mar de turistas que me rodeava e iniciei a minha oração imaginativa colocando-me na cena da Bíblia que ali tivera lugar. “Salve, ó cheia de Graça, o Senhor está contigo” (Lc 1. 26ss) foi a saudação do Anjo Gabriel, enviado por Deus, ao entrar em casa de Maria.  O anjo anunciou então que Maria iria ter um filho varão que se chamaria Jesus (Yeshua em hebraico que significa “Deus salva”). “Faça-se em mim Segundo a tua palavra” foi o sim de Maria que mudou a história da humanidade. Estaria Maria consciente que aquele filho iria ter uma missão tão especial? Penetrei por completo nesta cena Bíblica e aceitei um dos momentos mais belos que tive nesta peregrinação. Foi neste local santo e desconcertante, que me deixei tocar por Maria e assim entrei na sua intimidade de uma forma que jamais poderia prever e que me irá acompanhar para o resto da vida. 

 

Este é o maior Mistério de todos, o Mistério da Anunciação! 

FESTIVOS

Dia da Mãe

Natal

Páscoa

Dia do Pai

Santo António

ARTE

Exposições

Museus

Colecções

História

Notícias

MODA

Alta Costura

Prêt a Porter

Tendências

Acessórios

Notícias

BELEZA

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

NOTÍCIAS

Perfumes

Tratamento

Novidades

Looks

Cabelos

  • Instagram ícone social
  • Twitter Social Icon
  • Facebook Social Icon
  • YouTube Social  Icon
  • Pinterest Social Icon