Blusas I Sempre Indispensáveis

Sempre indispensáveis no guarda-roupa das mulheres de todas as idades e dos mais diversos estratos sociais, as blusas orgulhosas descendentes das “matinées” de outrora, vestuário “negligé” que as senhoras usavam de manhã em casa e também como penteador, não páram de evoluir. Na verdade, aquelas blusinhas de saída até ao campo ou à praia que o mundo feminino vestia com saias até aos pés, foram-se adaptando aos novos conceitos estéticos e já nem existem sequer costureiras que elaborem aquela complicação de nervuras, entremeios ou as casas para infinidades de botões.

No séc. XXI, tudo é mais prático, mais alegre e atraente.

As blusas-camiseiros que surgiram nos Anos 50 do século passado ainda têm adeptas e, neste verão, podem ser lisas, às riscas, com motivos geométricos (Ralph Lauren) e em tecido com inspiração nos camuflados militares (Coach), além de modelos das ingénuas colegiais de outrora, sem mangas ou com manguinhas tipo balão e/ou meias mangas que foram moda nos Anos 60 do séc. XX.

Vários estilistas que incluíram as blusas nas suas colecções demonstrando como são conhecedores da sua importância quer para usar com calças, bermudas, shorts ou saias de todas as alturas sublinharam a feminilidade das mangas compridas com frentes guarnecidas com folhos estreitos, em tecidos estampados com flores miúdas, ao gosto das meninas púdicas dos meados do séc. passado, ou ironia da sorte, às mais atrevidas do séc. XXI.

De tomar nota que as “ruches” e as rendas estreitas também contemplam as mangas compridas da Dolce & Gabbana e da Philosophy.

A Moda das Blusas do Verão 2017 dirige-se às mulheres que gostam de decotes ou até de mostrar um pouco do estômago e o início do ventre, como as blusas tipo “choli” que as indianas usam debaixo dos saris.

Nesta panóplia de blusas há respostas para todos os gostos, idades e ocasiões.

Como um pouco de história não faz mal à saúde, informamos as nossas leitoras que no tempo de François Ier, a “blusa” chamava-se vasquinha. Era uma antepassada do “corset” (peça interior) que permitia comprimir o corpo.

No quadro “As Meninas” de Diego Velasquez, vê-se que as vasquinhas já eram mais largas, mas também próprias para segurar os “vertugadins” e eram talhadas em redondo.

Agora, esses tormentos já passaram e as novas gerações nem devem saber o que foi o sofrimento das senhoras da Belle Époque que usavam cintas com barbas de baleia ou de aço para apertar o tronco dos seus corpos.

A dar crédito a certos autores de romances, há muitas histórias sobre as aflições dos finais dos encontros das senhoras com os amantes. Essas cintas ou espartilhos davam imenso trabalho a vestir e a apertar, levavam as “atrevidas” a metê-las num saco e chegavam a casa sem esses empecilhos.

Os tempos são outros, sem dúvida.

 

Catarina Bacelar

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