Branco I A Cor da Inocência

Nesta revista sempre defendemos os valores morais. Chamem-nos antiquados que não nos faz diferença nenhuma.

Não constitui nenhuma novidade para os nossos leitores que todas as cores têm uma simbologia hermética, mas todos estamos de acordo que o branco quer seja de giz ou de açucena representa a pureza e a inocência.

Vivemos numa época eufórica de enganos, ensombrada por falta de ética dos quadrantes onde menos se esperava e o respeito é visto por demasiada gente como coisa obsoleta.

Quase todos os que fazem da moda a sua profissão, seja na Europa ou em outros continentes, investiram muitos dos seus recursos nos modelos de vestuário em tecidos brancos. O mal anda à solta, cuidado. A cada decisão do nosso dia -a dia quase temos que fazer como quem atravessa as linhas férreas e lê: Pare, escute e olhe!

A vida não é esta correria desenfreada que as exigências cada vez maiores parecem pretender afogar-nos. A Vida não é correr, afinal tem que haver lugar para sorrir, “amar este, aquele, o outro e toda a gente” como dizia o poeta. A vida tem um percurso obrigatório que nos deve conduzir ao ponto mais alto da “montanha” sempre com base na moralidade.

Nesta nossa selecção onde há modelos de Alta Costura e de Pronto-a-Vestir, sob a mesma batuta do branco, quer seja leitoso ou o chamado alvaiade de Veneza, o apelo é o mesmo: trazer para a rua qualquer coisa de imaculado, até mesmo quando o modelo é ousado nos decotes, na esperança de que a pureza se valorize.

Ainda estamos na réstia de Santo António, a caminho de S. João, cujo dia é a 24 de Junho e, por fim, de S. Pedro a 29 do mês que se convencionou chamar dos Santos Populares. Ainda estamos a tempo de incluir no nosso guarda-roupa um vestido branco para de manhã, de tarde ou de noite. Cada leitora é que conhece a sua agenda particular e como vão ser os dias até Setembro.

O jardim da Moda & Moda reclamou hoje por falta de água. Foi uma semana de feriados e de pontes e as plantas que nos dão as flores não querem saber disso. Têm sede e ficam murchas. Hoje, levaram água e amanhã, se Deus quiser vamos matar-lhe a sede. As nossas açucenas foram para Santo António. Restam-nos várias moitas de malmequeres com as suas pétalas imaculadas e o seu olhinho amarelo a lembrar muitos sóis pequeninos.

 Sou admiradora profunda da obra poética de António Gedeão e tive a felicidade de o conhecer no encontro por mim organizado, para a Movieplay (quando trabalhei, também, para essa empresa), onde reuni Manuel Freire que tinha feito a música e cantava a canção, com o poeta acima citado.

Como não podia deixar de ser, sou uma sonhadora que absorveu as palavras de Gedeão quando diz: “o sonho comanda a vida, como bola colorida, entre as mãos de uma criança”.

Uma criança preferencialmente vestida de branco.

 

Marionela Gusmão

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