Educação I O Carnaval é em Março, mas...

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Fevereiro é o mês que associamos ao Carnaval. Mesmo que não calhe nesta altura, como é caso deste ano, o certo é que maioritariamente é em Fevereiro que a euforia antes da chegada de um tempo de contenção a que corresponde a Páscoa, tem lugar. E esse tempo de brincadeira e descontracção é também um tempo de liberdade criativa, uma liberdade estruturante do ser humano que perdendo a capacidade inventiva se condenará ao retrocesso civilizacional.

Tem sido uma preocupação dos analistas na área da Educação a constatação de que os jovens estudantes vão perdendo, de forma abrupta, ao longo dos primeiros anos de escolaridade a imaginação, essa capacidade criadora de imagens e narrativas inovadoras. Os currículos demasiado extensos, as turmas demasiado grandes, pais muito ocupados, muitos horários repletos do mesmo... tudo muito pesado, limitado e pré-definido para que não se consiga respirar fundo e devagar. E respirar de forma lenta, parar um pouco e recuperar o direito a contemplar o que nos rodeia, é tão importante para os adultos como para as crianças e jovens. Porque é dessas paragens, pequenas suspensões da vida, que surge o pensamento próprio, a ideia original.

Infelizmente, numa sociedade de consumo frenético e ritmo acelerado há cada vez mais dificuldade em manter rotinas estimulantes da criatividade. No entanto, uma simples caminhada pelo campo, praia ou ruas menos conhecidas da cidade, pode ser um pretexto e uma feliz experiência de descoberta. E é na descoberta e no pleno prazer do deslumbramento e do reconhecimento do belo que se reacende a chama da imaginação e conseguimos a magia de construir a “novidade”.

Estamos prestes a festejar uma das épocas onde a imaginação ganha asas e liberdade como raramente acontece. Durante os dias dedicados ao Carnaval, decorrem um pouco por todo o país desfiles, festas e gargalhada. A paródia colectiva inunda espaços e lugares de multidões ou ambientes mais caseiros em festas de bairro ou de vila. Mas tão empolgante e divertido quanto são os dias de esfuziante alegria, são as semanas anteriores de preparação. Por isso o Carnaval é em múltiplos aspectos, um excelente pretexto para iniciativas estimulantes da criatividade e um evento inspirador.  Organizar na família ou entre os amigos um concurso de máscaras, pode ter o sucesso que nunca se imaginara. O mês de Fevereiro está aí com os seus 28 dias a lembrar-nos da sua singularidade e é a altura para filhos e pais arregaçarem as mangas e projectarem um Carnaval singular. Escolher um tema a partir do qual se vai construindo um disfarce pode ser um bom princípio mas se cada um criar a sua própria caracterização, o secretismo do projecto individual obrigará à concepção de mecanismos de diversão e de ocultação que em si também são estimulantes do ponto de vista criativo.

Colocar em prática o que se aprende é outra das mais valias e pode ser operacionalizado quer na escolha de um tema, quer nos materiais escolhidos. Idealizar um projecto inspirado na Matemática, na Biologia, na Geografia, na História ou numa obra dada em Português pode resultar em soluções bastante interessantes. Quanto aos materiais, o Carnaval pode ser uma excelente oportunidade para dar uso a caixas de cereais, garrafas de plástico, rolhas de cortiça, papéis e jornais que já não são necessários, roupa velha, trapos destinados ao lixo, cabos e carregadores de que já ninguém se lembra para que servem e até as folhas das árvores, troncos caídos, podem receber uma nova vida.  A construção física de fatos e adereços constituirá o pretexto ideal para optimizar competências de destreza manual.

Conceber uma peça de teatro, idealizar um documentário ou escrever um conto a partir da história do Carnaval é uma outra ideia que mobilizará a imaginação e proporcionará a prática da escrita criativa e enriquecimento vocabular. E, já agora, por que não uma pesquisa onde se procure descobrir a representação do Carnaval na arte?

Por fim, conceber um guia turístico a partir dos locais onde decorrerão os desfiles carnavalescos e onde se inclua um texto expositivo sobre cada um deles, poderá ser uma forma de levar os jovens estudantes a aumentar a sua cultura pessoal além de oferecerem à família um conhecimento mais aprofundado das regiões. 

Em suma, o mês que antecede a época da euforia e de uma pequena pausa lectiva deve ser encarado como uma oportunidade de crescimento e consolidação de conhecimentos para crianças e adolescentes bem como de reforço das raízes de cumplicidade familiar.

Voltaremos a falar.

Ana Paula Timóteo

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