Noivas I Rainhas por um Dia

A evolução dos tempos vai causando muitas surpresas no que se refere à moda em geral e também à que envolve as noivas. A cor branca surgiu com a moda imposta pela super faustosa imperatriz Eugénia mas, não foi absorvida com a rapidez que hoje, erradamente, muitos julgam, já que só no séc. XX entrou na rotina dos noivados.

Actualmente, o branco é quase imposto para todos os vestidos de noiva mesmo para as mulheres que já não se casam virgens. Tudo mudou!

As uniões que algumas leis, nada católicas, aprovaram e até a “fantochada” das noivas de Sto. António, tem contribuído para tirar ao casamento o encanto que dele emanava.

As noivas de Sto. António, remontam ao tempo das importantes doações do rei D. Manuel I às filhas dos homens que foram às descobertas, cujos pais as deixavam órfãs, não regressando da saga dos Descobrimentos. Posteriormente, sofreram algumas interrupções a seguir a 1874, com as espoliações de algumas ordens religiosas, e depois em 1910 com a implantação da Republica sendo que nos anos seguintes o lugar em que o santo nasceu, nas vizinhanças da Sé de Lisboa, foi transformado numa gráfica. Lindo!? Até custa a acreditar que o lugar onde o Santo mais popular do mundo viveu e cresceu tenha sofrido tais tratos de polé. Deus lhes perdoe!

Quem roubou as doações de D. Manuel I dos terrenos que iam da margem do tejo à margem do outro lado? Apesar de muita investigação histórica não conseguimos descobrir quem ficou com as terras.

 Sinceramente, desconhecemos quem foram os ladrões que se serviram do que pertencia às órfãs dos Descobrimentos, mas temos a certeza que as noivas de Sto. António não se casavam de branco e tinham de ser obrigatoriamente virgens. Realmente o mundo mudou.

Também faz parte da história que o Diário Popular se lembrou de recuperar a tradição das noivas de Sto. António e que agora a Camara Municipal de Lisboa por esse jornal já ter desaparecido, chamou aos seus serviços essa espécie de tradição dos Anos 60/70.

Aqui, o que lamentamos é saber que há nubentes que viviam juntos há muito tempo e se servem desta ocasião para receber alguns presentes e alguma roupa que provavelmente vão ser vendidas no dia seguinte… Mas, quem somos nos para endireitar o mundo? Não temos esse poder e mesmo que o tivéssemos não aceitávamos.

Os casamentos mediáticos dos últimos tempos foram o do príncipe Charles com Diana, a saudosa Ladi Di, que um fatal acidente pôs o mundo a chorar. E muito embora o principado do Mónaco esteja sempre graças às suas festas nas primeiras páginas das revistas, o verdadeiro “glamour“ só existiu quando a Grace do Cinema casou com o príncipe Alberto do Mónaco. Os filhos de Grace e os netos casam e descasam com uma facilidade que não prende o público ávido de notícias da realeza.

Agora toda a imprensa está virada para a Kate e a Meghan, mas ambas nem que bebam todo o chá do mundo terão alguma semelhança com a princesa Diana, sua sogra. Entretanto a imprensa cor-de-rosa vai dando conhecimento dos casamentos da alta nobreza, mas os holofotes recaem sempre sobre o que se passa na Casa Real de Inglaterra.

Anuncia-se para breve o casamento do herdeiro de Napoleão I com uma figura da nobreza europeia, mas não há nada que faça parar o mundo como os casamentos reais em Inglaterra.

Já dissemos acima que o branco foi uma cor imposta pela imperatriz Eugénia de Gúzman y Montijo, uma fidalga espanhola que marcou e deu a França o estatuto de modernidade que não tinha. A ela se deve a Alta-Costura, os Grandes Boulevards, o grande restauro da catedral de Nôtre-Dame onde se casou com Napoleão III.

Voltando à Moda e aos vestidos das noivas, é sem qualquer dúvida que afirmamos: a maioria das marcas que se dedicam a este tipo de traje, fazem daqueles modelos uma espécie de baralho de cartas - mesmo depois de embaralhadas são sempre iguais.

As grandes criações nascem mesmo através dos mestres da Alta-Costura. No final de cada desfile eles são capazes de deixar a nossa respiração suspensa tal o deslumbramento de cada vestido.

Como já vem sendo hábito os preferidos da equipa da Moda & Moda são os modelos de Zuhair Murad e de Elie Saab.

Vivam as noivas! Viva a moda selectiva. Vivam os grandes mestres da costura

Marionela Gusmão

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