Noivas I Continuar as Famílias

O amor e a continuidade da família envolvem sentimentos que evoluem no ciclo individual, terminando quase sempre no casamento.

Nesta revista não somos adeptos das experiências que, decerto deixarão marcas nos casais em que os projectos futuros foram interrompidos e cada um foi viver para ser lado, continuando novas experiências onde, se for caso disso, a rapariga sobe ao altar ou as escadarias do Registo Civil.

Gostaríamos que o casamento mantivesse a tradição que envolveu os nossos pais, os nossos avós, os nossos antepassados.

Mas, nesta época conturbada e frenética, o individualismo toma conta de muitos de nós, dos mais velhos aos mais novos. E é pena!

Os casamentos, actos que deveriam ser entre a noivas e os noivos, tem muita intromissão dos pais, principalmente da mãe da noiva, porque sim ou porque não… É pena!

Não nos referimos aos casamentos das noivas de Santo António, a realiza na Sé, a 12 de Junho, em nome do Santo de todo o mundo, apesar de ter nascido em Lisboa. E não nos referimos a estes casamentos porque, há muito tempo, estão desvirtuados. Esses casamentos foram criados pelo Rei D. Manuel I, o qual para o efeito atribuiu muitos terrenos na margem esquerda do Tejo, mais ou menos onde se situa hoje Almada e arredores, para que com os seus rendimentos fossem concedidos os dotes às raparigas filhas dos navegadores portugueses que partiram e não regressaram. Até aos inícios do séc. XVIII, essa tradição ainda se mantinha. De realçar que havia requisitos a cumprir por parte das noivas, já que as raparigas mal-comportadas não gozavam desse privilégio.

Os tempos mudaram, desconhecemos quem ficou com os terrenos, tal como não sabemos quem ficou com as pratas que pertenciam à Igreja de Santo António que alguns autores/copistas insistem em repetir que tudo ficou nos escombros, o que é a mais infame mentira.

Se consultarem o Apêndice Documental do livro que a signatária deste texto deu à estampa em 1982, já entenderão a cabala que foi montada e os disparates que se sucederam.

Santo António foi um grande estudioso e não perdia o seu tempo a quebrar bilhas de barro às raparigas. É possível que na sua castidade gostasse de ver as raparigas apaixonadas a concretizarem os seus sonhos e que subissem ao altar com a auréola da pureza que mesmo hoje, em tempo de patetices sem pés nem cabeça, ainda estremecem muitos corações.

Evidentemente que as noivas de Santo António não terão o prazer de se inspirarem nos melhores modelos da Alta Costura Francesa, para esta temporada, que apresentamos nestas páginas.

Mas, outras noivas que nos leem em Portugal de Norte a Sul e Ilhas, assim como das leitoras que se manifestam em muitos países do mundo onde a Moda & Moda é esmiuçada, encontrarão o vestido dos seus desejos. Esta escolha, destina-se às noivas que não dispensam nem os véus, toucados, flores… Cada um diferente. Cada um único. Como a existência da própria noiva. Até há um modelo cor-de-rosa…

Por mais conflitos económicos, raciais e bélicos que existam, é difícil abalar os sonhos e os projectos do futuro das raparigas casadoiras quando ele é alicerçado na beleza e no optimismo. Vivam as noivas! Vivam as tradições e os sonhos!

 

Marionela Gusmão

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