Ouro na Christian Dior

Há casas de costuram que nascem sob o signo do ouro e tudo nos leva a concluir que esse é o desígnio da casa fundada por Christian Dior em 1947, a qual, em Fevereiro desse ano, conheceu um triunfo imediato.

Com efeito, a mulher com os ombros arredondados, o busto valorizado pelos “corsets”, as ancas pronunciadas, a cintura fina e as saias talhadas em chapéu de sol conheceram a maior aceitação e escreveram uma parte da história da moda do século XX. 

Christian Dior faleceu cedo, tinha 52 anos, mas o inventor do “new look” teve sempre ou quase sempre, excelentes seguidores. O primeiro a ficar à frente da casa foi um dos grandes costureiros do séc XX, o nosso muito amado Yves Saint Laurent que nos apreciava e que apoiou as três primeiras revistas Moda & Moda com a colaboração que prestou, com a igualmente saudosa Loulou de la Falaise. É a estes dois personagens que se ficaram a dever as três primeiras capas e mais ajuda teríamos se não nos sentissemos incomodados com as critícas que são muito habituais neste nosso pequeno país.

A minha avó até costumava dizer que Portugal era um país pequeno mas enorme, na inveja. Como ela tinha razão!

Depois, o péssimo companheiro de Yves Saint Laurent levou-o a fundar a sua própria casa, o que não lhe levamos a mal, e a criativade da casa Dior passou a estar sob a batuta de um nosso bom amigo e um excelente costureiro, o Sr. Marc Bohan. Deste mestre vi colecções lindíssimas desde 1970 até 1989. Não assisti a nenhum desfile seu de 1960, data em que substítuiu Yves Saint Laurent por nessa década a minha idade não me permitir tão largos vôos e o meu marido andar às voltas com a Marinha de Guerra portuguesa na qual exercia o cargo de médico militar naval, (entrou em 1962).

Marc Bohan fazia colecções deslumbrantes mas apenas entre 1960 e 1989. 

A seguir veio continuar os desígnios de Christian Dior o Sr. Gianfranco Ferré, que bem conhecia de Milão e era uma personalidade talentosa. 

Da passagem de Galliano por esta casa prefiro não comentar, mas para que as minhas leitoras tenham uma pequena ideia, no último dfesfile, levantei-me da minha cadeira e virei às costas àquela ofensa à moda, à costura e a nós próprias mulheres, porque a traparia destinava-se ao mundo feminino que vê a vida através da miséria humana dos bêbados e dos drogados. Felizmente, passou por lá pouco tempo e hoje, nem sei o que faz ou se é mais “clochard” semelhantes aos modelos que apresentou.

Em 2012, vi Raf Simons, de quem não me queixo talvez por me ter desinteressado da Dior, com muita mágoa, diga-se em abono da verdade.

Ora, o momento que esta mítica casa está a viver é para mim, que gosto de moda, de grande regozijo. 

À frente da marca está a Maria Grazia Chiuri, discípula de Valentino com quem trabalhou. Depois da saída dos mestres dos mestres, como todas as leitoras sabem, a marca Valentino foi vendida. Eu fui a Roma, a seu convite para assistir à despedida e a Maria Grazia Chiuri ficou  em Paris a dirigir as colecções juntamente com o colega com quem trabalhava.

Há já algum tempo, Maria Grazia Chiuri ficou na direcção das colecções da Dior onde tem apresentado excelentes trabalhos.

No céu o Sr. Christian Dior ficará feliz ao ver como a sua marca continua a transformar-se em ouro. 

Parabéns Maria Grazia, esta colecção inspirada na antiguidade clássica e tão perfeita merece um grande: BRAVO!

 

Marionela Gusmão

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