NATAL 2018

Nesta revista encontramos em mais este Natal o encantamento que todos os anos renova a nossa fé. É uma data maravilhosa para todos os crentes.

Com efeito a Humanidade tinha-se afastado de Deus, caindo em desgraça, quando os nossos primeiros antepassados - Adão e Eva - romperam por pecar, a Lei do Senhor.

Porém, Deus infinitamente misericordioso prometeu ao mundo um Salvador que devolveria à Humanidade, a graça perdida. Prometeu e cumpriu.

O Redentor foi o mesmo Verbo de Deus, consubstancial ao Pai e ao Espírito Santo, que no ventre duma Virgem se tornou num ser humano.

A partir da triste perda do paraíso todos esperavam a vinda de Cristo.

Correram os séculos e a esperança foi-se diluindo. Apenas Israel conservava a verdadeira Fé. Não admira nada que assim fosse, pois foi precisamente em Belém de Judá que nasceu o Salvador.

Finalmente, realizou -se o grande prodígio.

A segunda pessoa da Santíssima Trindade nascia à vida mortal da terra, em Belém.

O Evangelho segundo S. Lucas, reza que em Belém de Judá Maria ”Deu á luz o seu Filho primogénito envolvendo-o em panos e deitando -o num presépio… Andavam por aquelas redondezas alguns pastores que, de repente, viram o Anjo do Senhor e uma grande luz deixando-os atemorizados.

Então o Anjo disse -lhes:

“Não tenham medo” porque venho dar-lhes uma boa nova para todo o povo. Hoje nasceu na cidade de David, o Salvador que é Cristo o Messias, o Nosso Senhor.

E nós, que somos católicos, rejubilamos sempre que revivemos a data festiva do nascimento do Menino Jesus. Viva a fé cristã! O dia 25 de Dezembro não está nos horizontes de todos.

 Há quem afirme que Jesus nasceu 4, 6 ou 7 anos antes de Cristo. Seja como for, nesta casa seguimos o calendário português e para nós o Menino Jesus nasceu há 2018 anos. Bendito seja Deus.

 

Catarina Bacelar

Tempo de Natal

 

Há mais de 50 anos que a autora deste texto escreve sobre Natal. Talvez pareça impossível, mas é a mais pura das verdades. Escrevi para vários órgãos de comunicação social onde existiam grandes redacções, mas os directores pediam-me para ser eu a escrever. E nunca me fiz rogada. Sempre vivi esta época festiva com muito fervor religioso.

As emoções do Natal, aquelas que abrem as asas dos nossos anseios, saudades e memórias, mostram-nos a face iluminada do Mundo. É tão deslumbrante ver os brilhos e as luzes a iluminarem a vida de cada um de nós.

Viradas as folhas do calendário, uma a uma, chegamos à época mais festiva do ano com o respectivo vaivém das compras, das viagens daqueles que residem longe dos pais e encurtam as distâncias para o encontro da família.

Há sempre gente jovem que se interroga porque não sabe se o Natal sempre se comemorou desta forma.

Segundo os eruditos, o Natal começou s ser celebrado no dia 25 de Dezembro de cada ano apenas no séc. IV, por decisão do Papa Júlio I, após procurar conhecer o dia exacto do nascimento de Jesus, a data que indicava o Solstício do Inverno, já festejado pelos romanos (saturnais) e pelos povos nórdicos.

Quanto a Portugal, as referências mais antigas que conhecemos datam dos séc. XV e XVI e fazem alusões aos trajes e manjares.

Aos manjares refere-se António Ribeiro Chiado, na sua peça a “Prática dos Compadres” (séc. XVI) onde diz através da personagem comadre Lianor Vaz o seguinte: “a festa já não é nada/ sem candeias, verdes, junquete/ coscorões, cidra , fartete e, / pinhões, figos, girgilada/… e outras cosas que calo/ e vir da missa do galo/ e almoçar linguiça.

Cabe a propósito informar que o junquete era um tronco de oliveira que se queimava e guardava de um ano para o outro. Este tronco tinha uma simbologia bíblica ligada à imagem do Jardim das Oliveiras.

Desconhecemos o que seria o fartete, mas a girgilada era um doce com a velha abóbora gila que ainda hoje se usa para rechear empanadilhas e outros doces natalícios e também um doce feito com sementes de gergelim, um contributo da doçaria indiana que os portugueses trouxeram de lá trouxeram e já se perdeu. 

No Algarve ainda vi na ceia de Natal os meus familiares a provar os chouriços frescos grelhados ou fritos. Era no tempo em que se matavam dois porcos no dia 22 de Dezembro e os chouriços estavam enchidos de fresco para a ceia de Natal, onde já não faltava o bacalhau. Linguiça? Nunca vi no Algarve, em casa de nenhum dos meus familiares.

A grande festa do Natal continua a ser na noite de 24 de Dezembro onde cada um se veste a rigor, exceptuando os mais jovens que fazem gala em andar às avessas. Pois que se vistam como lhes apetecer…

Enquanto eu tiver mãos para escrever e olhos para escolher os mais apelativos modelos com as novidades da moda, os meus fiéis leitores ter-me-ão com as propostas para as ceias que exigem bonitas e elegantes “toilettes”.

Oh! meu querido Menino Jesus então festa, já não é festa?

Na actualidade há muitos familiares que se reúnem para o almoço com vários pratos e a chamada “roupa velha” com o bacalhau que sobejou da ceia. Comigo não contem para esse estilo de almoçaradas. 

Não dispenso o jantar festivo da noite de Natal celebrado com brilho, luz, cor, dourados, prateados, vermelhos e verdes, em clima de paz, harmonia e amor. 

Este ano, abrimos aqui uma excepção para as crianças, já que os tempos evoluíram e todos os que fazem a Moda & Moda consideram que se deve admitir que também jantem na mesma mesa dos familiares. Evidentemente, vestidas a rigor. E, como são lindos os modelos que lhes escolhemos.

 

Nesta revista dispensamos as árvores de Natal, a menos que sejam num vaso com uma planta perene que possa ser plantada num jardim. Cortar árvores para enfeitar e depois contribuir para aumentar o trabalho dos homens que se encarregam de destruir o lixo que todos nós mais ou menos fazemos, é abominável.

Neste tempo de festa do mundo cristão, na hora de reinventar tréguas e renovar o sentimento de esperança num mundo melhor, o traje dá um grande contributo de elegância. Os brilhos ajudarão a reacender o amor ao próximo.

E aqui, nestas páginas que têm a magia do Natal, deixamos a nossa mais fraterna saudação de Boas Festas,

 

Marionela Gusmão 

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