Joan Miró I No Grand Palais de Paris

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Até ao próximo dia 4 de Fevereiro de 2019, uma parte da obra de Joan Miró pode ser visitada no Grand Palais de Paris, graças a uma exposição organizada pela Réunion des Musées Nationaux.  

 

Nesta retrospectiva dedicada a obras do mestre catalão Joan Miró (1893-1983), encontram-se reunidas cerca de 150 obras essenciais para mostrar a importânciadeste mestre e todo o seu lugar na modernidade.

De sublinhar, que esta exposição se realiza precisamente quarenta e quatro anos depois da organizada por Jean Leymarie e Jacques Dupin, no mesmo local, em 1974, uma data muito marcante para a população portuguesa.

 Os empréstimos a título de excepção feitos pelos principais museus internacionais, (europeus e americanos), bem como de grandes colecções privadas, centram-se nos períodos cruciais de Miró que declararam: "As pessoas entenderão melhor e melhor que eu abri as portas a outro futuro, contra todos os equívocos, todos os fanatismos".

 A criação deste excepcional artista irriga a arte de todo o século XX, irradiando poder e poesia há quase sete décadas com generosidade e originalidade inigualáveis.

Com uma cenografia, criada especialmente para os espaços do Grand Palais e relembrando o mundo mediterrâneo de Miró, grandes obras (pinturas e desenhos, cerâmicas e esculturas, livros ilustrados) reúnem-se para destacar este itinerário marcado por incessantes renovações. . A exposição começa no primeiro andar, com os períodos tawny, cubista e detalhista, seguidos da era surrealista durante a qual Miró inventou um mundo poético, até então desconhecido na pintura do século XX. Esses períodos frutíferos destacam as questões do artista, sua pesquisa e sua paleta de cores sempre a serviço de um vocabulário de formas novas e inéditas. Nem abstracta nem figurativa, rica em múltiplas invenções, é em uma jornada poética que se descobre a nova linguagem que Miró nunca deixou de desenvolver. A sua arte revela as suas fontes na vitalidade da vida quotidiana para florescer num mundo até então desconhecido onde os sonhos do criador ocupam um lugar privilegiado. "Eu preciso de um ponto de partida", diz Miró, "até mesmo um grão de poeira ou uma explosão de luz. Esta forma dá-me uma série de coisas, uma coisa dando origem a outra coisa. Então até um pedaço de fio me  pode provocar um mundo. "

A ascensão do fascismo na década de 1930 fez com que ele se envolvesse  numa luta interminável pela liberdade. Pinturas "selvagens" ilustram o poder estranho e sem precedentes que ele dá ao seu trabalho nesses momentos de extrema tensão. Na década de 1940, a aparição das Constellations, uma série de pequenos formatos excepcionais realizados em Varengeville-sur-Mer, na Normandia, proporciona um diálogo com sonhos não realizados. Em breve, será a questão da cerâmica que dará origem a uma escultura que testemunhe, também aqui, essa paixão pela realidade e uma parte do devaneio que não era “a priori” imaginável nesta disciplina.

Miró conseguiu a proeza de transformar o seu mundo, com aparente simplicidade de meios, quer fosse um sinal de uma marca de dedo ou o de água no papel, de uma linha aparentemente frágil na tela de uma linha na terra que se casa com fogo, de um objecto insignificante reunido com outro objecto. Ele fez reconciliações surpreendentes e, deles, casamentos inusitados num universo estrelado pleno de metamorfoses poéticas apenas para dar mais ao encanto ao nosso mundo. "Para mim", admitiu Miró, "uma pintura deve ser como faíscas. Deve ofuscar como a beleza de uma mulher ou um poema.

As últimas salas são dedicadas aos últimos vinte e cinco anos da criação do pintor. No seu grande estúdio de Palma de Mallorca construída pelo seu amigo, o arquiteto Josep Lluís Sert, visitado muitas vezes por Sua Alteza o Rei D. Juan Carlos de Espanha, Miró pintou muitas obras em formatos maiores as quais deram uma nova dimensão a um gesto ainda meticulosamente preciso. O vazio apanha grande parte das pinturas meditadas por muito tempo.

Nesta fase, Miró implanta uma nova energia com sinais e formas destacando uma criação sempre desperta. Grandes esculturas de bronze, por vezes pintadas, dizem também, neste momento, a feliz justaposição entre o real e o irreal. Neste trabalho final, no qual o negro frequentemente surge com uma nova força, o trágico sempre se aproxima da esperança. Assim, Miró investe o universo pictórico e escultural com uma agudeza impulsionada pela passagem do tempo.

Jean-Louis Prat, ex-diretor da Fundação Maeght (1969-2004), membro da Comissão Joan Miró e amigo do artista a quem dedicou várias exposições, incluindo o mais recente no Museu Albertina em Viena 2012, foi o curador dessa retrospectiva no Grand Palais National Galleries em 2018.

Sempre gostávamos de saber se os portugueses que tanto criticaram a compra dos quadros de Miró pelo dirigente de um Banco Português, terão a mesma ideia errada sobre a compra. Evidentemente, que a favor dos desmandos desse Banco, não estamos e menos ainda do seu triste fim.

De salientar que esta exposição já foi viíitada por Sua Alteza Real o Príncipe Filipe de Espanha e sua mulher, em companhia do Presidente de França Emmanuel Macron e sua mulher, num encontro que segundo a imprensa francesa deixou grandes marcas.

Marionela Gusmão

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