Monet e Boston I Impressão Permanente

Assim como o Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque. O Museum of Fine Arts de Boston também celebra o seu 150º aniversário em 2020.

Devido à Covid-19, o Museum of Fine Arts de Boston fechou as portas (com previsão de reabrir em Agosto de 2020) e não podendo (ainda) celebrar o seu sesquicentenário da forma que planeou, mas as festas do aniversário, foram adiadas para mais tarde. 

Para homenagear este grande acontecimento, o museu de Boston preparou uma exposição dedicada a Monet, porque esta Instituição Artística reúne uma das maiores colecções deste artista fora da França.  Pela primeira vez a mostra será um acontecimento importante para homenagear o seu 150º aniversário. 

 

O Museum of Fine Arts de Boston

Um dos museus de arte mais antigos e uma das maiores instituições de arte dos Estados Unidos, reúne a segunda maior colecção permanente de obras de arte na América, depois do Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque.

O Museum of Fine Arts de Boston (MFA), foi fundado em 4 de Fevereiro de 1870 e  abriu as suas portas ao público em 4 de julho de 1876 - o centenário da nação – na sua localização original na Copley Square. Nas décadas seguintes, a colecção do Museum of Fine Arts cresceu imenso e, em 1909, o Museu mudou-se para sua casa actual na Huntington Avenue. 

O projecto foi do arquitecto Guy Lowell e a sua construção é em estilo Neo-clássico e actualmente está a passar por uma grande reabilitação.

O Museu reúne uma colecção global que abrange quase 500.000 obras de arte, como alguns destaques: Artefactos de arte egípcia (esculturas, sarcófagos e jóias); Obras do Impressionismo (Paul Gauguin, Manet, Renoir, Degas, Monet, Van Gogh, Cézanne e outros); Arte Norte-americana do século XVIII e XIX (John Singleton Copley, Winslow Homer e John Singer Sargent; Colecção Morse de 5.000 peças de cerâmica japonesa de vários períodos históricos. 

O Museu de Boston recebe aproximadamente 1,2 milhão de visitantes por ano para recordar a experiência humana através da arte, além de exposições e programas inovadores. 

Em 2017, Matthew Teitelbaum, o 11º director do Museu, apresentou o MFA 2020, com um Plano Estratégico de três anos que articulava uma visão de futuro para o Museu se tornar uma Instituição de Arte actual e mais conectada à comunidade.

 

A Exposição

A exposição apresentará 35 obras-primas de Monet, expostas numa mostra temporária pela primeira vez em 25 anos, para homenagear o 150º aniversário da MFA.

Claude Monet (1840–1926) deu uma nova vida à arte da pintura. Com uma visão ousada e uma abordagem radical que incluía uma paleta vibrante e pinceladas visíveis, ele propôs uma nova forma de ver e descrever o mundo. Artistas e coleccionadores vieram para a França dos Estados Unidos da America, Japão e de toda a Europa na esperança de conhecer Monet e comprar o seu trabalho. O seu o impacto foi abrangente e hoje os seus trabalhos são amados em todo o mundo.

Boston é um centro de colecção e admiração das pinturas de Monet desde do final do século XIX. 

Em homenagem ao seu 150º aniversário, o Museum of Fine Arts apresenta um grande tesouro do seu espólio com uma oportunidade única de admirar todas as pinturas a óleo do Museu por Monet. Muitas das pinturas foram transferidas para Boston durante a vida de Monet e, embora uma galeria tenha sido dedicada a uma exibição rotativa das obras do artista em 2016, faz 25 anos que toda a colecção foi exibida em conjunto.

"Monet e Boston: Impressão Permanente" destaca o compromisso duradoiro desta cidade e deste museu com o artista. Através da oferta dos coleccionadores locais, uma retrospectiva da longa carreira de Monet reside permanentemente nas paredes do Museu, desde pinturas antigas como “Rue de Bavole, Honfleur,” (cerca de 1864)  as suas experiências com a luz do Mediterrâneo em Antibes, (Efeito da Tarde) (1888) as obras das suas séries inovadoras dos Palheiros, Catedral de Rouen e Nenúfares. 

As cores arrojadas e sumptuosas surgem nas primeiras pinturas de Claude Monet para acentuar a luz que brilha, por exemplo no lago debaixo da ponte japonesa, perto da sua amada propriedade em Giverny.

O Lago de Nenúfares (1900) é um destaque vívido de uma série de 18 vistas da ponte de madeira, realizadas como 12 pinturas iniciadas em 1899. Monet, um horticultor ávido, em 1890 comprou uma casa na vila, a 60 quilómetros de Paris, e logo depois adquiriu terras adicionais para criar o seu célebre jardim de nenúfares "para o prazer dos olhos e também para pintar".

As dimensões quase quadrada da pintura, quase a tornam única na série e destacam o reflexo dos nenúfares na água. Fascinado pelo interior da França, o pintor retratou repetidamente a mesma cena para captar a luz variável e as estações que mudavam.

Pela primeira vez em 25 anos, o Museum of Fine Arts de Boston exibirá todas as 35 pinturas de Monet da sua colecção. Um dos maiores espólios do trabalho de Monet fora da França, muitas das obras-primas chegaram a Boston durante a sua vida. O Museu de Boston em 2016 dedicou uma galeria a uma mostra rotativa das obras de Monet, mas toda a colecção não está em exibição desde 1995. O primeiro acontecimento especial a mostrar o acervo completo coincide com o 150º aniversário do Museu.

Monet e Boston: Impressão Permanente era para ser apresentada de 18 de Abril a 23 de Agosto, mas agora será exibida mais tarde.

"O compromisso desta cidade e deste museu com o artista remonta desde da vida de Monet. O 150º aniversário da MFA é uma ocasião perfeita para revisitar e destacar esse vínculo especial. Adoro as citações da vida do artista, para dar um novo  olhar na história, e seu vizinho americano de Giverny, Theodore Robinson, elogiou muito Monet e os próprios contemporâneos viram que o artista tinha uma capacidade especial de encontrar o esplendor no mundano, creio que também fala do apelo duradouro de Monet, “disse Katie Hanson, curadora associada da Arte da Europa do Museum of Fine Arts . 

O cofundador célebre (junto com Alfred Sisley e Pierre-Auguste Renoir) do impressionismo francês dedicou 26 anos, de 1900 até sua morte, a explorações de cor e luz, talvez melhor expressas através dos seus célebres nenúfares.

Inspirado pelas gravuras japonesas, Monet em 1903 começou a concentrar-se no reflexo dos nenúfares, que dançava no seu jardim aquático. Em 1909, ele exibiu 48 paisagens aquáticas na galeria do seu revendedor em Paris, incluindo os deslumbrantes nenúfares (1907).

A obsessão parisiense com o Japão foi enorme, como o quadro La Japonaise (Camille Monet em traje japonês) (1876), uma pintura em grande escala que impulsionou Monet na sua zona de conforto. A mulher do artista posa num quimono vermelho luxuoso e uma peruca loira para ressaltar a sua herança européia, abanando divertidamente o rosto enquanto os tradicionais leques japoneses (sensu) se espalham no chão e na parede traseira.

Ao chegar a Veneza em 1908, Monet declarou que era "uma paisagem bonita demais para pintar" e "intraduzível". Ele não gostava de viajar para a cidade italiana. No entanto, Monet e a sua segunda mulher Alice Hoschedé concordaram em ficar com a sua amiga americana Mary Young num palácio alugado no Grande Canal, onde ele realizou 37 telas. O Grande Canal, em Veneza (1908) oferece uma vista cativante da igreja barroca de Santa Maria della Salute e o seu reflexo na água, visto do desembarque de barcos do Palazzo Barbaro.

O trabalho mais antigo da colecção da Museum of Fine Arts , é o Rue de la Bavole, Honfleur (por volta de 1864), é uma cena de rua pitoresca da pacata cidade piscatória normanda. 

Gustave Courbet, Eugène Boudin e Johan Jongkind juntaram-se a Monet na pintura da comuna no departamento de Calvados, no noroeste da França, localizado na margem sul do estuário do Sena, em frente a Le Havre, para criar a école de Honfleur (escola de Honfleur), um ensino precursor do movimento impressionista.

 

Claude Monet

Claude Monet é o principal e mais dedicado representante do movimento Impressionista. Sempre preferiu a pintura ao ar livre, não importando as condições climáticas, com a finalidade de captar todos os efeitos da natureza. No início da sua carreira foi incompreendido, especialmente pela sua família, resultando em dificuldades financeiras por anos. Somente por volta dos 40 anos de idade começou a vender os seus quadros, morreu como um artista rico e consagrado.

Monet nasceu em Paris em 14 de novembro de 1840 e aos cinco anos mudou-se para o Havre. Começou a pintar desde muito jovem o que lhe rendeu algum dinheiro vendendo caricaturas, com o dinheiro comprava materiais de pintura. Em 1858 conheceu Eugène Boudin, um pintor de paisagens que o encorajou a pintar ao ar livre. No ano seguinte mudou-se para Paris a fim de especializar as suas técnicas. Nessa época Paris atraia os mais variados artistas do mundo e lá Monet conheceu Camille Pissaro e Manet entre outros artistas de vanguarda. Contrário ao desejo da família, Monet recusou-se a frequentar a Escola de Belas-Artes preferindo estudar no Atelier de Suisse, uma escola com características mais livres, que não adoptava o ensino formal. Assim Monet poderia dedicar-se ao que mais gostava a pintura ao ar livre. 

Nos anos que se seguiram Monet conheceu Camille Doncieux com quem viria a ter dois filhos, Jean e Michel.

Após quase um ano na Argélia, Monet volta à França em 1862 e retoma as suas pesquisas ao ar livre, passando a estudar todos os efeitos da natureza  com Charles Gleyre. Em 1866, Monet expôs o retrato de Camille Doncieux num Salão.

Em 1874 foi realizada em Paris a primeira exposição dos impressionistas, contando com obras de Monet, Renoir, Degas e Cézanne. O termo Impressionismo, deriva do quadro de Monet chamado Impressão, Sol Levante (1872). Em função da exposição um jornalista da época Louis Leroy atacou a obra de Monet num artigo intitulado “Exibição dos impressionistas” para o jornal Le Charivari.

Em 1880 Monet realizou a sua primeira exposição individual, que foi um sucesso. O público começava a ver com bons olhos as pinturas impressionistas.

Monet passou por sérias dificuldades financeiras, porém tinha um fiel comprador das suas obras, o milionário Ernest Hoschedé. Anos mais tarde Monet viria a casar com a mulher do seu comprador, Alice Hoschedé, após ambos ficarem viúvos.

Em 1883 Monet mudou-se para Giverny e em 1892 casou-se com Alice, estabelecendo-se numa grande propriedade nas margens do rio. Monet continuava os seus estudos impressionistas e na década de 1890 pintou uma série da Catedral de Rouen. O jardim da sua residência em Giverny também foi inspiração para uma série de obras chamada Nenúfares.

Um dos pilares da pintura impressionista era retratar o que a mente concebia da paisagem em detrimento ao que olho humano via. Nesse sentido Monet desenvolveu técnicas que o ajudariam a representar essa realidade. Usando pinceladas firmes e fragmentadas, por exemplo, Monet retratava a ondulação e os reflexos da água com genialidade.

No fim da sua vida Claude Monet sofreu com uma catarata que afectou o seu entusiasmo para continuar os seus estudos. Monet morreu em 1926.

Em 1894, Monet pintou uma série da Catedral de Rouen em diferentes horários e pontos de vista, desde o amanhecer até o anoitecer. Vinte pinturas da catedral foram exibidas na galeria Durand-Ruel em 1895. Ele também fez uma série de pinturas de palheiros.

Em 1899, Monet pintou em Giverny a célebre série de quadros chamadas "Nenúfares". Na sua propriedade em Giverny, Monet tinha um lago e uma pequena ponte japonesa que inspirou a série de nenúfares. Estas obras quando foram expostas fizeram grande sucesso. Era o reconhecimento tardio de um génio da pintura.

Monet ao criar as Nenúfares baseou-se no lago e a ponte japonesa da sua própria casa, no Outono, porque era nessa época do ano em que as flores caiam sobre o lago criando uma linda visão na qual Monet resolveu pintar. A técnica de Monet para criar quadros era bastante peculiar para as pessoas e outros artistas que o viam a pintar, mas a técnica de Monet desenvolvida na época foi considerada mais tarde ,como umas das mais belas do mundo, que é o impressionismo, que aparenta ser de perto apenas borrões mas ao distanciar a visão, o quadro forma-se nitidamente.

Através dos edifícios, Monet registou a sua localização, divertindo-se com atmosferas caleidoscópicas e registando o jogo de luz do sol, neblinas e reflexos, usando as características do ambiente construído como seu teatro de luz. Ele disse numa entrevista em 1895 “Outros artistas pintam uma ponte, uma casa, um barco … Eu quero pintar o ar que envolve a ponte, a casa, o barco – a beleza da luz em que eles existem”.

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