1.

Vista Exterior do Metropolitan Museum of Art. Cortesia da imagem: Metropolitan Museum of Art, New York.

3.

Vista Exterior do Museu e Jardins dos Claustros. Fotografia: Brett Beyer. Cortesia da imagem: Metropolitan Museum of Art, New York.

4.

Vista Exterior do Museu e Jardins dos Claustros. Cortesia da imagem: Metropolitan Museum of Art, New York.

5.

Vista Interior do Metropolitan Museum of Art, 1881. Frank Waller (Americano, 1842–1923). Óleo sobre tela Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York. Adquirida em 1895. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

Celebrar o 150.º Aniversário do Metropolitan Museum of Art

A Evolução Histórica do MET  (2ª Parte)

O MET – Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque é considerado por todos os que têm conhecimentos profundos sobre museologia, um dos grandes museus do mundo. Foi fundado em 1870 e completa este ano a bonita idade de 150 anos. Século e meio de vida em museologia é muito tempo.

Entretanto, devido à Covid-19, o museu fechou as portas em Março (com previsão de reabrir em 29 de Agosto de 2020), não podendo (ainda) celebrar, da forma como planeou esta bonita idade.

Assim, as festividades do aniversário e o Met Gala, previstos para Abril e Maio, foram adiados para mais tarde.

 O museu preparou uma exposição interactiva para a ocasião, “Celebrar o 150.º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, 1870-2020” - um mergulho de cento e cinquenta da história a partir de 250 obras do acervo.

Sendo esta mostra bastante completa e mostrando a evolução histórica do Metropolitan Museum of Art, optou-se por apresentar o artigo em duas partes: a 1ª no mês de Julho e a 2ª agora no mês de Agosto.

6.

Cabeça em Pedra Calcária de um Hmem Barbudo. Cipriota. Início do século VI a.C. Calcário. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, The Cesnola Collection, adquirida em 1874/1876. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

7.

Estudos para a Líbia Sibyl, (cerca 1510/11). Michelangelo Buonarroti (Italiano, 1475–1564). Giz vermelho, com pequenos toques de giz branco no ombro esquerdo da figura no estudo principal. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York. Adquirido por herança de Joseph Pulitzer, 1924. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

8.

Traje Noh (Karaori) com Flores de Cerejeira. Primeira metade do século XVIII. Japão. Período Edo (1615-1868). Primeira metade do século XVIII. Brocado de seda. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Rogers Fund, 1919. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

9.

Chocalho com Forma de Corvo. Americano nativo (Tsimshian). Século XIX. Cedro e seixos policromados. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, The Crosby Brown Collection of Musical Instruments, 1889. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

10.

Capacete, 1543. Filippo Negroli (Italiano, cerca 1510–1579). Aço, ouro, têxtil. Colecção. The Metropolitan Museum of Art, New York, oferta de J. Pierpont Morgan, 1917. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

11.

Jovem com Alaúde, (cerca 1662/63). Johannes Vermeer (Holandês, 1632-1675). Óleo sobre tela. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Legado de Collis P. Huntington, 1900. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

12.

Jarra em porcelana do início do século XVIII, (montagem em bronze cerca 1750). Porcelana em pasta dura com pormenores em bronze dourado. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, oferta de Charles Wrightsman, 1971. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

13.

Nossa Senhora e o Menino, (cerca 1326). Simone Martini (Italiano, 1315 - 1344). Têmpera em madeira sobre ouro. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Robert Lehman Collection, 1975. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

14.

Estátua Sentada de Hatshepsut, Novo Reino, Dinastia 18, (cerca 1479–1458 a.C., Alto Egipto, Tebas. Deir el-Bahri e el-Asasif, Senenmut Quarry, escavações do Metropolitan Museum Art, 1926–28 / Lepsius 1843–45. Calcário endurecido e tinta. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Rogers Fund, 1929. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

15.

Madame X, 1883/84. John Singer Sargent (Americano, 1856–1925, Londres). Óleo sobre tela Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Arthur Hoppock Hearn Fund, 1916. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

16.

Vitória, 1892/1903. Augustus Saint-Gaudens (Americano,1848– 1907). Bronze dourado. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Rogers Fund, 1917. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

17.

Cardeal Fernando Niño de Guevara, (cerca 1600). El Greco (Domenikos Theotokopoulos) (Grego, 1540 / 41-1614). Óleo sobre tela. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, H. O. Havemeyer Collection, herança de H. O. Havemeyer, 1929. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

18.

A Grande Onda, (cerca 1830/1832). Katsushika Hokusai (Japonês,) 1760–1849). Impressão em xilogravura policromada, tinta e cor sobre papel. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, H. O. Havemeyer Collection, herança de H. O. Havemeyer, 1929. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

19.

Camille Monet (1847/1879) num Banco de Jardim, 1873. Claude Monet (Francês,1840–1926). Óleo sobre tela. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, The Walter H. and Leonore Annenberg Collection, Oferta de Walter H. and Leonore Annenberg, 2002, Legado de Walter H. Annenberg, 2002. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

20.

Crânio de vaca: vermelho, branco e azul, 1931. Georgia O’Keeffe (Americana, 1887–1986). Óleo sobre tela Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Alfred Stieglitz Collection, 1952.

21.

The Flatiron, 1904. Edward J. Steichen (Americano 1879–1973). Bicromato de goma sobre impressão de platina. Créditos da imagem: © 2020 The Estate of Edward Steichen / Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Alfred Stieglitz Collection, 1933. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

22.

Baixo-Relevo Orthostat: Cena da Caça ao Leão, ca. Século X a IX a.C. Hitita, Síria, Tell Halaf. Basalto. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Rogers Fund, 1943. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

23.

Livro de Horas de Jeanne d'Evreux, Rainha da França, (cerca 1324/28). Jean Pucelle (Francês, 1319-34). Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, The Cloisters Collection, 1954. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

24.

De um Conjunto de Relicários: Mulher Sentada, (século XIX - início do século XX). Madeira e metal. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, The Michael C. Rockefeller Memorial Collection, Oferta de Nelson A. Rockefeller, 1965. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

25.

Pintura “Night-Shining White,” (cerca 750). Dinastia Tang (618-907). Han Gan (chinês, cerca 742–756). Branco Brilhante, ca. 750. Dinastia Tang (618-907). Pintura de rolo, tinta sobre papel. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Adquirido e, The Dillon Fund Oferta, 1977. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

26.

Abu'l Qasim Firdausi (935/1020). Pintura atribuída a Qasim ibn 'Ali (activo cerca 1525-1560). "Kai Khusrau monta Bihzad pela primeira vez", Fólio 212r do Shahnama (Livro dos Reis) de Shah Tahmasp, (cerca 1525–30). Irão, Tabriz. Aquarela opaca, tinta, prata e ouro sobre papel. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, oferta de Arthur A. Houghton Jr., 1970. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

27.

Mona Lisa, 1963. Andy Warhol (Americano, 1928–1987). Acrílico e serigrafia sobre tela. Crédito da Imagem: © 2020 Andy Warhol Foundation for the Visual Arts, Inc. / Licensed by Artists Rights Society (ARS), New York. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, oferta de Henry Geldzahler, 1965. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

28.

Cesto, (cerca 1890/1910). Fabricado na Califórnia, Estados Unidos. Nativo americano, Pomo. Raiz de junco, “redbud” sobre a fundação de salgueiro. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, oferta de Charles and Valerie Diker, 2016. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

29.

Conjunto, Outono / Inverno, 2011/12. Iris Van Herpen (Holandesa, 1984). Poliamida, couro e acrílico Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Adquirida por Friends of The Costume Institute. Oferta em 2012. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

30.

Coroa Torah (keter), (cerca 1740/50). Andrea Zambelli "L'Honnesta" (Italiano, 1732– 1772). Prata dourada. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Director's Fund, 2013. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

31.

Edredão da História da Rua, 1985. Faith Ringgold (Americana, 1930). Lona de algodão, tinta acrílica, marcador de tinta, algodão tingido e estampado e lantejoulas, costuradas sobre um suporte de flanela de algodão. Créditos da imagem: © Faith Ringgold Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Arthur Hoppock Hearn Fund, 1990. Cortesia Metropolitan Museum of Art, New York.

32.

Dusasa II, 2007. El Anatsui (Ganense, 1944). Alumínio o, fio de cobre e discos de plástico. Colecção The Metropolitan Museum of Art, New York, Adquirido por The Raymond and Beverly Sackler 21st Century Art Fund; Stephen e Nan Swid and Roy R. e Marie S. Neuberger Foundation Inc.; e Arthur Lejwa Fund, em honra de Jean Arp, 2008. Cortesia da Imagem do artista e Jack Shainman Gallery, NY.

Visão geral da exposição

A exposição está organizada em dez secções cronológicas em torno de um eixo central, chamado “The Street”, que situa os visitantes no tempo e oferece reflexões do funcionamento interno do Met.

A primeira secção: As Décadas da Fundação, transporta os visitantes aos primeiros anos do Museu. O Met foi fundado sem arte, edifício ou equipa profissional - tinha apenas a visão de um grupo de empresários, dirigentes públicos e artistas determinados a elevar a imagem cultural da cidade de Nova Iorque. Esta galeria revela as prioridades iniciais da colecção, incluindo as antiguidades obtidas através das escavações em Chipre pelo primeiro director do Met, General Luigi Palma di Cesnola, e as antigas pinturas de mestres europeus resultante das compras iniciais de 1871. Nesta galeria também se destacam as contribuições dos artistas, como Frederic Edwin Church, e a surpreendente diversidade de aquisições iniciais, desde relevos toltecas a armaduras japonesas.

No início do século XX, o Met procurou atingir o público além dos frequentadores tradicionais dos museus de elite, criando salas de estudo para inspirar uma nova geração de designers, artesãos e estudantes, em concordância com uma visão cada vez mais enciclopédica para colecções, objectos efémeros e utilitários, que foram adquiridos, além de obras-primas. 

A segunda galeria da exposição, Arte Para Todos, é supervisionada pelos curadores visionários Frances Morris e William Ivins, onde se destacam três colecções importantes - instrumentos musicais, tecidos, gravuras.

Ainda nesta secção destacam-se, ainda, as grandes colecções criadas por grandes magnates. De 1891 até 1900, J. Pierpont Morgan, foi o fundador do Metropolitan Club de Nova Iorque e foi presidente do Conselho de Administração do Metropolitan Museum of Art. Na mesma época, sob a influência orientadora de J. Pierpont Morgan, coleccionador de arte e banqueiro do actual Banco Chase, o Met começou a aspirar ao modelo das grandes colecções formadas pela realeza e aristocracia europeias. As aspirações principescas apresentavam objectos valorizados pela sua raridade e beleza que foram oferecidas ao Museu por magnatas da Era Dourada, como Benjamin Altman e Collis Huntington. Algumas das obras de arte, que foram oferecidas ao museu são: a Jovem Mulher do Alaúde de Johannes Vermeer, Madonna e o Menino com Anjos de Antonio Rossellino, artes decorativas do século XVIII que adornavam os palácios franceses e um Kunstkammer de objectos preciosos. Nesta secção também sobressaem os benfeitores mais recentes, como Robert Lehman e Charles e Jayne Wrightsman, que levaram adiante esse espírito de coleccionismo.

Desde 1906, o Met patrocinou escavações no Egipto e depois no Médio Oriente, como um meio de investigar e coleccionar objectos dos mundos antigo e medieval. A colecção do Met através da galeria dedicada à Escavação concentra-se nas décadas de 1920 e 1930, quando surgiu uma política de "divisão, " que permitiu ao Museu reter uma parte do material, que veio das escavações, expandindo significativamente as suas propriedades arqueológicas. A estátua de Hatshepsut, e a sua fascinante história de destruição e restauração, é destacada nesta galeria, como uma das grandes descobertas. A sala também salienta, como, nas últimas décadas, as actividades das escavações do Museu, se concentraram mais intensamente na pesquisa e na preservação.

A criação de uma sala dedicada ao tema: Narrativa Nacional destaca os anos que antecederam a abertura das galerias americanas em 1924, liderada pelos mecenas Robert e Emily de Forest. A partir de 1905, o Museu criou um programa estratégico de coleccionar pinturas, esculturas e artes decorativas americanas. Também promoveu uma visão do que significava ser americano no auge da imigração europeia e a ascensão do país ao poder global. Os objectos desta galeria vão desde um bule de prata de Paul Revere até à estatueta dourada “Victória”de Augustus Saint-Gaudens, Victória e o icónico retrato de Madame X de John Singer Sargent.

Em 1929, a herança de 2.000 objectos de Louisine e Henry Osborne Havemeyer criou uma nova diversidade nas colecções de arte europeia, americana, asiática e islâmica do Museu, reflectindo o gosto único do casal inspirado pelas relações estreitas com artistas contemporâneos. A galeria dedicada às Visões do Coleccionismo destaca como a colecção pioneira de Havemeyers, com obras da arte francesa, como Degas, Manet, Courbet, Cassatt, Monet e Cézanne, foram adquiridas para elevar o Museu a um dos principais destinos mundiais da arte do século XIX. Este património é visto ao lado da arte decorativa e não-ocidental, oferecida pelos Havemeyers e os seus descendentes e ainda as pinturas de outros coleccionadores importantes, como Walter e Leonore Annenberg, que adquiriram a arte impressionista e pós-impressionista com um olhar igualmente exigente.

Embora o Met tenha sido conhecido por coleccionar e expor arte contemporânea nos vários momentos da sua história, especialmente nas décadas de 1920 e 1930, o Museu então criou um programa ambicioso de aquisições, exposições e intervenções comerciais no campo das artes decorativas e do design contemporâneos. Na mesma época, Alfred Stieglitz incentivou o Metropolitan Museum of Art a adquirir arte moderna através de duas doações marcantes da fotografia e o seu subsequente legado de pintura, escultura e obras modernistas americanas e europeias em papel. Também foram importantes as principais doações adquiridas mais tarde, principalmente as de Leonard A. Lauder, que aprimoraram bastante as colecções modernas do Met. Esta galeria conta ainda com obras de Pablo Picasso, Georgia O’Keeffe, Constantin Brancusi, Charles Demuth, Emile-Jacques Ruhlmann, Edward J. Steichen, Gertrude Käsebier e outros.

A secção:  Histórias Fragmentadas concentram-se em duas histórias notáveis sobre o impacto da 2ª Guerra Mundial no Met e a ética da colecção em tempos de guerra. A primeira história relaciona as contribuições da equipa do Museu em relação aos esforços heroicos dos chamados monumentos, homens e mulheres, que procuraram salvaguardar os tesouros culturais da Europa, com as suas actividades em tempos de guerra, que influenciaram o desenvolvimento da colecção do Met, particularmente a aquisição de obras requintadas de arte medieval. A galeria dedicada à Segunda História apresenta uma história complexa acerca de um conjunto de relevos sírios escavados pelo alemão Max von Oppenheim. A maioria dos relevos foram destruídos no bombardeio aliado de Berlim em 1943, enquanto um pequeno grupo foi trazido para os Estados Unidos da América, sendo depois  apreendido pelo governo e vendido em leilão ao Museu.

O centenário do Met em 1970 foi comemorado com grande pompa e circunstância e marcado pela reflexão sobre o passado, presente e futuro do Museu. Esta instituição Artística dedicou -se novamente à sua missão enciclopédica com um maior compromisso com a arte não ocidental e contemporânea, enquanto um novo plano do director estabeleceu as bases para acomodar a colecção em expansão. 

A Era do Centenário destaca então as instalações modernas de arte islâmica; as artes da África, Oceânia e Américas; Arte asiática; e arte do século XX e também explora como os artistas vivos durante esse período desempenharam um papel essencial para tornar o Met numa instituição vibrante e receptiva no meio da celebração, actividade e protesto.

A exposição culmina com uma mostra de aquisições notáveis das últimas três décadas que representam iniciativas curatoriais para expandir o alcance global da colecção e reconsiderar categorias de arte ignoradas pelas gerações anteriores. As perspectivas da ampliação destacam a visão para o futuro do museu apresentada pelo director Max Hollein, na qual as obras de arte são expostas em narrativas ricas em contexto, a fim de revelar forças sociais, políticas e históricas complexas e a interconectividade das culturas.

A mostra: Celebrar o 150.º Aniversário do Metropolitan Museum of Art 

é organizado por Andrea Bayer, vice-directora das colecções e administração, com Laura D. Corey, investigadora sénior associada e uma equipa consultiva de curadores, conservadores, educadores e arquivistas.

O Metropolitan Museum of Art comemora o 150º aniversário da sua fundação com uma gama dinâmica de exposições, programas e eventos públicos ao longo de 2020. Os destaques do ano incluem a exposição; a inauguração das galerias recém-reabilitadas dedicadas às artes decorativas e ao design britânicos em Março; a exibição das novas aquisições em todo o Museu; e uma iniciativa de colecção de histórias.

O Metropolitan Museum of Art da cidade de Nova Iorque, é o maior museu de arte dos Estados Unidos. Com 6.479.548 visitantes nos seus três locais em 2019, foi o quarto museu de arte mais visitado do mundo. A sua colecção permanente contém mais de dois milhões de obras, divididas em 17 departamentos curatoriais. O edifício principal na 1000 Fifth Avenue, ao longo da Museum Mile no extremo leste do Central Park em Manhattan 's Upper East Side, é pela sua área, considerado um mundo com as maiores galerias de arte. Uma segunda localização muito menor, The Cloisters no Fort Tryon Park, em Upper Manhattan, contém uma extensa colecção de arte, arquitectura e artefactos da Europa medieval. 

Em 18 de Março de 2016, o museu abriu o Met Breuer Museum ao longo da Madison Avenue, no Upper East Side; estendendo o programa de arte moderna e contemporânea do museu.

A colecção permanente consiste em obras de arte da antiguidade clássica e do Egipto Antigo, pinturas e esculturas de quase todos os mestres europeus e uma extensa colecção de arte americana e moderna. O Met mantém extensas participações de arte africana, asiática, oceânica, bizantina e islâmica. O museu abriga colecções enciclopédicas de instrumentos musicais, vestuário e acessórios, assim como armas e armaduras antigas de todo o mundo. Vários interiores notáveis, desde Roma do século I até o design americano moderno, estão instalados nas suas galerias.

 

Armas e Armaduras

O Departamento de Armas e Armaduras do Met é uma das colecções mais excepcionais do museu. O notável "desfile" de figuras blindadas a cavalo instaladas na galeria “Armas e Armaduras”, no primeiro andar, é uma das imagens mais reconhecíveis do museu, organizado em 1975 com a ajuda do imigrante russo e investigador de armas e armaduras, Leonid Tarassuk (1925-1990). O centro do departamento em "artesanato e decoração extraordinários", incluindo peças destinadas apenas à exibição, significa que a colecção é mais forte em peças medievais da Europa e em peças japonesas do século V ao XIX. No entanto, essas não são as únicas culturas representadas em “Armas e Armaduras”, a colecção abrange mais regiões geográficas do que quase qualquer outro departamento, incluindo armas e armaduras do Egipto Antigo, da Grécia Antiga , do Império Romano , do Médio Oriente Antigo, da África, da Oceânia e das Américas , além das armas de fogo americanas (especialmente armas de Colt ) dos séculos XIX e XX. Entre os 14.000 objectos da colecção, há muitas peças realizadas e usadas por reis e príncipes, incluindo armaduras pertencentes a Henrique VIII da Inglaterra, Henrique II da França e Fernando I, Sacro Imperador Romano.

O Costume Institute

O “Museum of Costume Art” foi fundado por Aline Bernstein e Irene Lewisohn.  Em 1946, com o apoio financeiro da indústria de moda, o “Museum of Costume Art” fundiu-se com o Metropolitan Museum of Art como “The Costume Institute”, e em 1959 tornou-se um departamento curatorial. Hoje, a sua colecção contém mais de 35.000 peças de vestuário e acessórios. O Costume Institute costumava ter um espaço permanente na galeria, conhecido como a área "Porão" do Met, porque ficava, na parte inferior das instalações do Museu. No entanto, devido à natureza frágil dos itens da colecção, o Costume Institute não mantém uma instalação permanente. Em vez disso, todos os anos, realiza duas exposições separadas nas galerias do Met, usando figurinos da sua colecção, com cada mostra centrada num designer ou num tema específico. O Costume Institute é conhecido por receber a Met Gala anual e, no passado, apresentou exposições de verão, como “Savage Beauty” e “China: Through the Looking Glass”.

Nos últimos anos, o Costume Institute exibe mostras organizadas em torno de designers célebres, como Cristóbal Balenciaga, Chanel, Yves Saint Laurent e Gianni Versace, e figuras que se destacaram no mundo da moda, como Diana Vreeland , Mona von Bismarck , Babe Paley, Jayne Wrightsman, Jacqueline Kennedy Onassis , Nan Kempner e Iris Apfel atraíram multidões significativas ao Met. A festa de gala anual do Costume Costume Institute, co-presidida pela editora-chefe da Vogue Anna Wintour, é um evento extremamente importante, embora exclusivo, no mundo da moda. Em 2007, os 700 ingressos disponíveis começaram em $ 6.500 dollars por pessoa. As exposições exibidas na última década no Costume Institute incluem: Rock Style, em 1999, representando o estilo de mais de 40 músicos de rock, incluindo Madonna, David Bowie e os Beatles. Em 2001 a exposição Beleza Extrema: o corpo transformado, que expôs as idéias transformadoras da beleza física ao longo do tempo e a contorção corporal necessária para acomodar esses ideais e moda. Em 2005 foi exibida a mostra da Chanel, destacando o trabalho qualificado da Coco Chanel, como um dos principais nomes na história da moda. Outro grande evento exibido em 2008, os Super-heróis: Moda e Fantasia, mostrando a visão metafórica dos super-heróis como ícones da moda. A exposição de 2010 sobre a mulher americana: formar uma identidade nacional, apresentou os estilos revolucionários da mulher americana dos anos de 1890 a 1940, e como esses estilos reflectiam os sentimentos políticos e sociais da época. O tema do evento de 2011 foi "Alexander McQueen: Savage Beauty ". Cada uma dessas exposições explorou a moda como um espelho dos valores culturais e ofereceu estilos históricos deslumbrantes, destacando a sua evolução no mundo da moda actual. Em 14 de Janeiro de 2014, o Met nomeou o complexo do Costume Institute em homenagem a Anna Wintour e o curador deste departamento, é Andrew Bolton.

Desenhos e Gravuras

Embora outros departamentos contenham um número significativo de desenhos e gravuras, o departamento de Desenhos e Gravuras concentra-se especificamente nas peças norte-americanas e nas obras da Europa Ocidental produzidas após a Idade Média. Os primeiros desenhos dos Velhos Mestres, compreendem cerca de 670 folhas, foram apresentados como um único grupo em 1880 por Cornelius Vanderbilt II e, com efeito, com esta doação lançaram o departamento, embora fosse, mais tarde,  formalmente constituído como um departamento. Outros mecenas iniciais do departamento incluem Junius Spencer Morgan II, que apresentou uma série de materiais, mas datada principalmente do século XVI, incluindo dois blocos de madeira e muitas gravuras de Albrecht Dürer em 1919. Actualmente, a colecção Desenhos e Gravuras contém mais de 17.000 desenhos, 1,5 milhão de impressões e 12.000 livros ilustrados. Os grandes mestres da pintura europeia, que produziram muito mais esboços e desenhos do que pinturas reais, estão amplamente representados na colecção Desenho e Gravuras. As participações do departamento contêm desenhos importantes de Miguel Ângelo, Leonardo da Vinci e Rembrandt, além das gravuras de Van Dyck , Dürer e Degas, entre muitos outros. 

Colecção Robert Lehman

Com a morte do banqueiro Robert Lehman, em 1969, a sua Fundação doou 2.600 obras de arte ao museu. Instalado na "Ala Robert Lehman", o museu refere-se à colecção como "uma das mais extraordinárias colecções de arte particulares já reunidas nos Estados Unidos". Para salientar a natureza pessoal da Colecção Robert Lehman, o Met reuniu a colecção num conjunto especial de galerias que lembram o interior da casa ricamente decorada de Lehman, essa separação intencional da colecção como um "museu dentro do museu" recebeu críticas e aprovação variadas na época. Diferentemente de outros departamentos do Met, a colecção Robert Lehman não se concentra num estilo ou período de arte específica, pelo contrário, reflecte os interesses pessoais de Lehman. 

O colecionador Lehman, concentrou-se fortemente nas pinturas do Renascimento italiano, particularmente na escola de Siena. As pinturas da colecção incluem obras de Botticelli e Domenico Veneziano, além de pinturas de um número significativo de artistas espanhóis, entre eles El Greco e Goya. A colecção de desenhos dos Velhos Mestres da colecção Lehman, apresenta obras de Rembrandt e Dürer, e é particularmente valiosa pela sua abrangência e qualidade. A Princeton University Press documentou o enorme espólio numa série de livros de vários volumes publicada como “The Robert Lehman Collection Catalogs”.

Arte Medieval e Claustros

A colecção de arte medieval do Met consiste numa ampla variedade de arte ocidental do século IV ao início do século XVI, além de antiguidades bizantinas e europeias pré-medievais não incluídas na colecções grega e romana. Como a colecção islâmica e a medieval contem uma enorme variedade de arte bidimensional e tridimensional, com objectos religiosos fortemente representados. No total, a colecção permanente do departamento de Arte Medieval conta com mais de 10.000 objectos separados, divididos entre o edifício principal do museu na Quinta Avenida e os Claustros.

A colecção medieval está reunida no edifício principal do Metropolitan Museum of Art, centralizada na galeria medieval do primeiro andar, contém cerca de 6.000 objectos separados. Enquanto uma grande quantidade de arte medieval europeia está em exibição nessas galerias, a maioria das peças europeias está concentrada nos claustros. No entanto, isso permite que as principais galerias exibam grande parte da arte bizantina do Met, lado a lado com peças europeias. A galeria principal abriga uma grande variedade de tapeçarias e estátuas de igrejas e funerárias, enquanto as galerias laterais exibem obras menores de metais preciosos e marfim, incluindo peças de relicário e itens seculares. A galeria principal, com seu tecto alto em arco, também serve como espaço da árvore de Natal, elaboradamente decorada pela equipa de designers do Met.

Museu e Jardins do Claustro

O Museu dos Claustros foi um projecto principal de John D. Rockefeller, Jr., um dos principais mecenas do Met. O edifício é localizado no Fort Tryon Park e foi concluído em 1938. É um imóvel separado do Museu principal e está dedicado, exclusivamente, à arte medieval. A colecção dos Claustros pertenceu sempre a um museu separado, montado por George Gray Barnard e adquirido pelo Rockefeller em 1925, como uma doação ao Met.

Os Claustros têm esse nome devido aos cinco claustros medievais franceses cujas estruturas recuperadas foram incorporadas num edifício moderno, e os cinco mil objectos nos Claustros são estritamente limitados às obras europeias medievais. A colecção apresenta itens de grande beleza e importância histórica incluindo, as “Belles Heures” de Jean de France, o duque de Berry, ilustrado pelos irmãos Limbourg em 1409, a cruz românica do altar conhecida como " cruz dos claustros " ou "cruz do enterro" e as sete tapeçarias representando a caça ao unicórnio.

Arte Moderna e Contemporânea

Com cerca de 13.000 obras de arte, principalmente de artistas europeus e americanos, a colecção de arte moderna ocupa 6.000 m2 de espaço da galeria e contém muitas obras icónicas modernas. As pinturas de referência da colecção incluem “O retrato de Gertrude Stein” de Picasso, “A Bandeira Branca” de Jasper Johns, “O Ritmo de Outono “(número 30) de Jackson Pollock, e “O Tríptico Beginning” de Max Beckmann. Certos artistas estão representados com uma série de obras notáveis, num museu, cujo foco não é exclusivamente a arte moderna: por exemplo, noventa obras constituem a colecção de Paul Klee do museu, doada por Heinz Berggruen, que abrange toda a vida do artista. Devido à longa história do Met, as pinturas "contemporâneas" adquiridas nos últimos anos muitas vezes migraram para outras colecções do museu, principalmente para os departamentos de pinturas americanas e europeias.

Em Abril de 2013, foi noticiado que o museu receberia uma colecção no valor de um bilião de dollars do magnata dos cosméticos Leonard Lauder, personalidade que a directora da Moda & Moda conheceu pessoalmente. A colecção de arte cubista inclui obras de Pablo Picasso, Georges Braque e Juan Gris e foi exibida em 2014. O Met já adicionou à colecção, por exemplo, a “Mesa do Músico” de Juan Gris em 2018.

Instrumentos musicais

O espólio de instrumentos musicais do Met, com cerca de 5.000 exemplares de peças de todo o mundo, é praticamente único entre os principais museus. A colecção começou em 1889 com uma doação de 270 instrumentos de Mary Elizabeth Adams Brown, que se juntou à colecção para se tornar a primeira galeria de instrumentos musicais do museu, nomeada em homenagem ao seu marido, John Crosby Brown. Quando ela morreu, o espólio tinha 3.600 instrumentos doados e estava alojada em cinco galerias. Os instrumentos foram (e continuam a ser) incluídos neste património, não apenas por razões estéticas, mas também na medida em que incorporam aspectos técnicos e sociais das suas culturas de origem. A colecção moderna de Instrumentos Musicais é um projecto enciclopédico em que todo o espólio é representado praticamente em todas as etapas da sua vida musical. Os destaques das peças do departamento incluem vários violinos Stradivarius, uma série de instrumentos asiáticos construídos através de metais preciosos e o piano mais antigo sobrevivente, um modelo de 1720 de Bartolomeo Cristofori. Muitos dos instrumentos expostos são tocáveis, e o departamento incentiva o seu uso realizando concertos e demonstrações de músicos convidados.

Fotografias

O espólio de fotografias do Met, reúne mais de 25.000 imagens no total, está centrado em cinco grandes colecções, além de aquisições adicionais pelo museu. Alfred Stieglitz, um fotógrafo célebre Americano, doou o primeiro grande grupo de fotografias para o museu, que incluiu uma pesquisa abrangente de obras “fotos-sessionistas”, um rico conjunto de obras de arte de Edward Steichen e uma excelente colecção de fotografias do estúdio de Stieglitz. O Met complementou a doação de Stieglitz com a Gilman Paper Company Collection de 8.500 peças, a Rubel Collection e a Ford Motor Company Collection, que respectivamente ofereceram, fotografias francesas e americanas, fotografia britânica e ainda fotografias americanas e europeias Pós-Segunda Guerra Mundial. O museu também adquiriu a colecção pessoal de fotografias de Walker Evans, um espólio considerado de grande qualidade artística. 

O departamento de fotografia foi fundado em 1992, embora o sector tenha adquirido uma galeria permanente em 1997, nem toda a colecção do departamento está em exibição, devido aos materiais sensíveis representados na colecção de fotografias. No entanto, o departamento de Fotografias produziu algumas das exposições temporárias mais bem concebidas no passado recente do Met, incluindo uma retrospectiva de Diane Arbus e um extenso evento dedicado à fotografia. Em 2007, o museu designou uma galeria exclusivamente para a exibição de fotografias feitas após 1960.

Os Filmes

O Met possui um extenso arquivo composto por 1.500 filmes realizados e coleccionados pelo museu desde a década de 1920. Como parte da comemoração dos 150 anos do Met, desde Janeiro de 2020, que o museu apresenta um filme do seu arquivo semanalmente no YouTube.

Representação Digital de Colecções

A partir de 2013, o Met organizou o Departamento Digital com o objectivo de aumentar o acesso às colecções e recursos do museu usando o processo digital e serviços de sites ampliados. No início de 2017, o departamento iniciou a sua iniciativa de Acesso Aberto, resumida no site da Met intitulado "Digital Underground", afirmando: "Faz seis meses desde que o Met lançou a sua iniciativa de Acesso Aberto, que disponibilizou mais de 375.000 imagens ao domínio público da coleção “The Met sob Creative Commons Zero” (CC0). 

Cada departamento mantém uma biblioteca, a maior parte do material pode ser solicitada on-line através do catálogo das bibliotecas. Duas das bibliotecas podem ser consultadas:

Biblioteca Thomas J. Watson 

A Biblioteca Thomas J. Watson é um sector central do Metropolitan Museum of Art e apoia as actividades dos funcionários e investigadores. O espólio da Biblioteca Watson contém aproximadamente 900.000 volumes, incluindo monografias e catálogos de exposições; mais de 11.000 títulos periódicos; e mais de 125.000 catálogos de leilão e venda. A Biblioteca inclui volumes de referência, catálogos de leilão e venda, uma colecção de livros raros, itens de manuscrito e coleções verticais de arquivos. 

Biblioteca Nolen

A Biblioteca Nolen está aberta ao público em geral. A coleção de cerca de 8.000 itens, organizados em prateleiras abertas, inclui livros, livros ilustrados, DVD´s e vídeos. A Biblioteca Nolen inclui uma sala de leitura infantil e materiais para professores.

Exposições especiais

O museu organiza regularmente exposições temporárias, muitas vezes abordando obras de um artista que foram cedidas por vários outros museus com a duração da mostra. Esses acontecimentos fazem parte da atração das pessoas dentro e fora de Manhattan para explorar o Met. Tais eventos incluem exibições especialmente projectadas para o Costume Institute, pinturas de artistas de todo o mundo, obras de arte relacionadas com movimentos artísticos específicos e colecções de artefactos históricos. As exposições são localizadas dentro dos seus departamentos específicos, variando das artes decorativas, armas e armaduras americanas, desenhos e gravuras, arte egípcia, arte medieval, instrumentos musicais e fotografias. As mostras temporárias acontecem durante vários meses e são abertas ao público em geral. 

Felizmente a partir de 29 de Agosto de 2020, iremos poder admirar a exposição “Celebrar o 150.º Aniversário do Metropolitan Museum of Art, A Evolução Histórica do MET”, a qual  representa uma montra privilegiada para, a partir do passado, promover a arte das suas colecções criada durante cento e cinquenta anos para o povo americano no panorama internacional. 

Esta exposição oferece-nos uma visão do mundo da arte como uma experiência cultural transformadora e, muitas vezes, inclui uma análise histórica para demonstrar o profundo impacto que a arte tem na sociedade e a sua dramática transformação ao longo dos anos.

PARABÉNS MET!

 

Theresa Bêco de Lobo

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