Met Gala 2019 I Camp: Notas sobre Moda

A revista Moda & Moda todos os anos, em Maio, está presente no Met Gala, um dos acontecimentos importantes num dos museus mais notáveis, onde esta instituição de arte se transforma numa noite de chuva de estrelas. O Baile de Gala Anual do Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque, um dos eventos com mais sucesso no Mundo da Moda, reúne Celebridades, Estrelas de Hollywood, Jornalistas e Estilistas, num cenário extravagante de glamour e de brilho, que marca a inauguração de uma mostra de moda. Este ano o ponto principal da exposição é “Camp: Notes on Fashion”, inspirado num ensaio de 1964 da escritora norte-americana Susan Sontag. Um tema e uma estética que nos proporcionaram uma série de momentos de estilo que dificilmente se esquece.

Sem surpresa, e numa referência clara a uma das frases de Sontag nesse ensaio (“Camp é uma mulher que usa um vestido feito de três milhões de penas”), houve penas, muitas penas: Naomi Campbell apresentou um manto cheio delas, Kendall Jenner rodeou-se delas e Cardi B definiu com elas o seu enorme vestido de cor Bordeaux. Houve um brilho impossível de ignorar, como aconteceu nas escolhas de Céline Dion, Gigi Hadid e Jennifer Lopez. E ainda se destacaram os modelos arco-íris de Cara Delevingne e Lupita Nyong’o.

Seguindo as palavras de Susan Sontag, que também define o Camp como algo que é tão "demasiado fantástico", que "não dá para acreditar", Lady Gaga, mudou de roupa quatro vezes; Kim Kardashian, usou um vestido desenhado pelo próprio Thierry Mugler, a primeira criação do designer há 20 anos; e Katy Perry escolheu um vestido Moschino decorado com candeeiros.

Inspirado no ensaio "Notes on ‘Camp", de Susan Sontag, onde a escritora e activista diz que a "essência do camp é o seu amor pelo não-natural: o artifício e o exagero", o tema desta edição encheu-se de ironia, humor, teatralidade e extravagância. Para Andrew Bolton, curador principal do Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, a premissa da exposição "inclui referências pop, queer e até políticas", e por isso cria a "perfeita ressonância cultural", acrescenta.

Um evento, que é presidido por Anna Wintour, editora-chefe da Vogue americana. Desde 1995, que Anna Wintour actua como chair da Gala e elege personalidades de destaque, como Lady Gaga, Harry Styles, Serena Williams e Alessandro Michele, director criativo da Gucci, que neste ano surgem como co-chairs do Met Gala. A Gucci, é uma das marcas patrocinadoras da Met Gala de 2019.

A festa destaca-se pelos vestidos exuberantes que as celebridades usam, como se fosse uma passagem de modelos. Nesta gala, só se regista a Elegância, a Extravagância, o Charme e a Sensualidade Estonteante das Estrelas.

“O camp” reaparece em momentos de instabilidade social, política e económica, como nos anos 60 ou na era actual, quando a sociedade está polarizada, porque é por natureza subversiva e confronta e desafia o status quo”, disse Andrew Bolton, o curador do Costume Institute.

 

Bolton, justificou ainda a escolha do tema da seguinte forma: “estamos a passar por um momento extremo de Camp, e pareceu-nos bastante relevante para o diálogo cultural, se olharmos para aquilo que, muitas vezes, é descartado como se fosse uma frivolidade, mas que na verdade pode ser algo bastante sofisticado, bem como uma arma política poderosa, especialmente para as culturas que são marginalizadas (…). “

Susan Sontag foi a primeira e reflectir seriamente sobre o “Camp” cedendo uma gramática própria e fazendo o termo ultrapassar os limites da sociedade para a cultura dominante.

“Camp é um local de debate mais do que um consenso, mas no final, o propósito do camp é colocar um sorriso nos nossos rostos e um brilho quente nos nossos corações”, disse Bolton.

Como já dissémos, o Metropolitan Museum of Art de Nova Iorque desde 1995, que realiza uma das mais importantes galas da indústria da moda que reúne personagens da moda, modelos, designers, actores, empreendedores e este ano foi comemorado no dia 6 de Maio.

Há 20 anos que, Anna Wintour, a editora-chefe da Vogue Norte-Americana, é a anfitriã e organizadora do evento que marca a abertura da exposição de moda que vai acolher o MET, e este ano relaciona-o com o artificialismo e exagero na moda. O evento também serve para angariar fundos para o museu. Todos os anos o tapete vermelho é diferente, uma vez que a cada ano os convidados são seduzidos a vestirem-se de acordo com o tema da exposição. Este ano, a exposição “Camp: Notes on Fashion”, explorou a relação da moda com a ironia, o humor, a paródia, o fetiche, o artifício, a teatralidade e o exagero.

O Met Gala é um dos eventos mais prestigiados da indústria de Moda. Todos os convidados são aprovados, pessoalmente, por Anna Wintour, directora da versão norte-americana da Vogue. Modelos, designers e celebridades preparam-se minuciosamente para esta noite. Tem funcionado assim nas duas últimas décadas e promete continuar por mais alguns anos. 

Na passadeira vermelha do evento há presenças assíduas, entre elas Katty Perry, Madonna, Sarah Jessica Parker, Blake Lively ou Kim Kardashian. Não há quem fique indiferente aos coordenados que escolhem, fazendo deles o alvo da noite: tudo é escrutinado até ao mais ínfimo pormenor. Afinal, é a Moda que impera nesta passadeira vermelha, que este ano foi cor-de-rosa. 

Este evento, é uma gala tão exclusiva que os bilhetes chegam a custar cerca de 39 mil dólares para aqueles que não foram convidados. Antes de receber o nome pelo qual hoje a conhecemos, a Met Gala era conhecida como The Costume Institute Gala e é nesta festa que se revela a exposição anual do museu.

A exposição “Camp: Notas sobre Moda” estará patente de 9 de Maio a 8 de Setembro de 2019, no Metropolitan Musuem of Art, em Nova Iorque.

A passadeira vermelha mais cobiçada do mundo da Moda recebe convidados que lutam pelo título de mais bem vestidos da noite e trazem os melhores looks inspirados no tema. Os modelos deste ano eram extremamente extravagantes e muito controversos, especialmente os das estrelas de Hollywoood.

O MET Gala 2019 é uma festa quase como um Super Bowl da moda ou a cerimónia de óscares que consegue reunir numa passadeira vermelha algumas das celebridades mais icónicas, de áreas como o cinema e a moda.

O evento apresenta um código de vestuário diferente em cada ano e, por isso, os convidados devem vestir-se de acordo com o tema do evento.

Katy Perry em Moschino e Lady Gaga em Brandon Maxwell foram as rainhas da passarela.

 A gala do Metropolitan Museum de Nova Iorque – que anualmente reúne na primeira segunda-feira de maio dezenas de celebridades – dá sempre que falar! Com uma temática concreta, há quem lhe chame Óscares da Moda, e quem nela participa segue geralmente o tema estabelecido, deslumbrando ou chocando, com as maiores excentricidades possíveis.

A Exposição

A mostra apresenta cerca 250 modelos, entre peças de roupa, acessórios, obras de arte e objectos, que remontam às origens do conceito no século XVII, mais especificamente nos costumes da corte de Versalhes, em França, até à actualidade, incluindo a figura do “dândi” e as subculturas europeias e americanas de finais do século XIX e princípios do XX.

Entre as roupas cedidas pelos designers para a mostra, estão peças da colecção de inverno 2016/17 da Gucci –marca parceira desta edição, do verão 2017 de Moschino e do outono 2018 da Off-White, assim como o vestido de cisne de Marjan Pejoski usado por Björk na entrega dos Oscars em 2001, que é exposto ao lado de um de Schiaparelli inspirado em flamingos, e marcas em ascensão, como a Palomo Spain.

A exposição foi dividida em duas partes: passado e presente/futuro.

O passado- apresenta as origens históricas do conceito e, na segunda, a sua influência na moda actual.

Foi na opulência da França de Luís XIV que esta sensibilidade se fez notar na plenitude, ou não tivesse sido este um período histórico marcado pela estética e a superficialidade (Palácio de Versalhes.) Camp, aliás “surge do francês 'se camper', traduzindo-se em apresentar-se de uma forma exagerada, no contexto da corte de Luís XIV.

De destacar no início da exposição, o retrato do Rei Sol, pintado por Hyacinthe Rigaud, em 1701, no qual Luís XIV surge com trajes exuberantes e sumptuosos da sua coroação - um manto em tons de azul com apontamentos dourados com uma gola e mangas imponentes, uns sapatos com tacão para parecer mais alto e uns longos cabelos encaracolados, numa postura altiva, como sempre.

É em Inglaterra na época Vitoriana que se encontra o primeiro registo escrito de Camp com data do ano de 1869, numa carta enviada por Frederick Park, um cross-dresser conhecido como Fanny, ao seu amor Lord Arthur Clinton.

O acontecimento, que muitos veem como o primeiro grande momento “queer” da história “Muito além do entusiasmo compreendido pelo transformismo, eles eram indivíduos com coragem para explorar o poder da auto-expressão,” escreveu o designer nas notas de imprensa.

Um livro de gíria vitoriana de 1909 descreve explicitamente o Camp como "acções e gestos de ênfase exagerada, usados ​​principalmente por pessoas de carácter excepcional". A palavra ganhou força nos mundos de moda do início do século XX e no mundo queer marginalizado de cada vez quando a homossexualidade era uma ofensa criminosa e sinais subtis e uma gíria codificada chamada Polari, em que eram todos significantes discretos de estranheza, juntamente com detalhes de alfaiataria como um cravo verde numa botoeira, sapatos de camurça castanha, roupas excessivamente justas.

Para Andrew Bolton, o pequeno vestido preto de Virgil Abloh impresso com a legenda “Little Black Dress” entre aspas é ”Camp”, e segue na tradição do “Camp” de designers como Franco Moschino (e Jeremy Scott para Moschino), Jean Paul Gaultier, Jean-Charles de Castelbajac, John Galliano e Thom Browne. Designers da nova geração como Molly Goddard, Richard Quinn, Matty Bovan, de Londres, Palomo Spain, de Madrid, e Vaquera, de Nova Iorque e Rio Uribe, da Gypsy Sport, também trocam ideias sobre “Camp”.

Bolton acerca do Camp afirmou o seguinte:  “Chanel era um Camp como pessoa, mas os seus modelos não eram de Camp”, explica ele: “enquanto Schiaparelli era o Camp como pessoa e as suas roupas também. Através desta exposição pode-se ver “Camp em todos os lugares”.

A exposição “Camp: Notas sobre Moda” apresenta um tema possivelmente mais controverso e ambicioso do que os anos anteriores, mas que prova que a Moda e Camp, quando juntas, podem elevar-se à categoria de Arte e Cultura.

 

Theresa Bêco de Lobo

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