Medalhas de Honra L’Oréal Portugal I Mulheres na Ciência

Cientistas portuguesas premiadas com projectos na área da saúde e do ambiente

 

A L'Oréal

A L’Oréal dedica-se à beleza há mais de 100 anos. Com o seu portefólio internacional único de 34 marcas diversas e complementares, o Grupo gerou, em 2017, um total de vendas de 26,02 mil milhões de euros e emprega em todo o mundo cerca de 90.000 pessoas. Empresa líder mundial em beleza, a L’Oréal está presente em todas as redes de distribuição, mercados massivos, grandes armazéns, farmácias e parafarmácias, salões de cabeleireiro, “travel retail”, lojas próprias e e-commerce. No centro da estratégia L’Oréal, a pesquisa e a inovação estão 3870 pessoas a trabalhar para realizar os desejos de beleza de todo o mundo. O compromisso da L’Oréal com a sustentabilidade para 2020 do programa “Sharing Beauty With All” define objectivos ambiciosos de desenvolvimento sustentável por toda a cadeia de valor do Grupo.

Esta referência à L´Oréal vem a propósito de no dia 21 de Março de 2018 - A L’Oréal Portugal ter distinguido pelo 14º ano consecutivo algumas cientistas portuguesas com projectos de investigação inovadores nas áreas da saúde e do ambiente.

As quatro premiadas da edição 2018 das Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na ciência são as seguintes:

 

- Carina Crucho do Instituto Superior Técnico;

- Dulce Oliveira do Instituto Português do Mar e da Atmosfera;

- Inês Bento do Instituto de Medicina Molecular;

- Margarida Fernandes do Centro de Física/Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho.

A iniciativa destaca este ano três projectos de investigação na área da saúde - um sistema de distribuição e de libertação controlada de antibióticos, um estudo sobre o parasita da malária através do seu ciclo circadiano que visa identificar um alvo terapêutico universal a todas as etapas da vida do parasita, e um projecto de criação de nano-compósitos magneto-eléctricos como plataformas para a regeneração de tecido ósseo. O quarto projecto vencedor está ligado ao sector do ambiente, nomeadamente ao estudo das alterações climáticas do passado para compreensão dos mecanismos que estão naturalmente associados a eventos climáticos extremos (seca, chuvas intensas, incêndios), e consequente análise do seu impacto nos vulneráveis ecossistemas da Península Ibérica e costa leste dos EUA.

“As Medalhas de Honra L’Oréal Portugal para as Mulheres na Ciência são actualmente consideradas uma das mais prestigiantes distinções no nosso país. Estes prémios não visam apenas reconhecer o trabalho meritório realizado por jovens cientistas, mas pretendem também inspirar outras mulheres a seguirem uma carreira na área científica, desafiar mentalidades, transformar sistemas e promover um mundo inclusivo sustentado por uma política de igualdade de oportunidades baseada no mérito. É com muito orgulho que a L’Oréal Portugal apoia este projecto e reconhece, pelo 14º ano consecutivo, mais quatro importantes trabalhos na área da saúde e do ambiente”, refere Cátia Martins, Country Manager da L’Oréal.

Além da “Medalha de Honra”, as quatro vencedoras vão receber um prémio financeiro no valor de 15 mil euros cada, que visa não só apoiar os seus projectos de investigação, como também motivá-las a prosseguirem estudos relevantes nas suas áreas de investigação. Estas jovens cientistas portuguesas foram seleccionadas de entre mais de 70 candidaturas por um júri científico presidido pelo Professor Doutor Alexandre Quintanilha.

Mais de 45 investigadoras portuguesas apoiadas

Em Portugal, este programa já galardoou mais de 45 investigadoras desde a sua primeira edição em 2004, e continua a promover o trabalho de excelência que tem contribuído para o progresso da Ciência e Tecnologia no nosso país. A iniciativa nasceu de uma parceria entre a L’Oréal Portugal, a Comissão Nacional da UNESCO e a FCT-Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

A nível internacional, há 20 anos que o L’Oréal-UNESCO For Women in Science reconhece projectos de investigação originais e promissores e destaca a importância das mulheres na ciência. Globalmente, os programas científicos desenvolvidos pela L'Oréal e pela UNESCO já apoiaram mais de 3100 investigadoras em mais de 115 países.

AS VENCEDORAS

Nome: Dulce Oliveira

Instituição: Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA)

Projeto: Compreender as variações hidrológico-climáticas abruptas em zonas vulneráveis do Atlântico Norte

 

Dulce Oliveira concluiu o seu doutoramento na área de Ciências e Ambiente, no ramo Geologia Marinha e Paleoclima, em maio de 2017, tendo estado ligada a várias instituições como: EPHE-Universidade PSL de Paris, Centro de Ciências do Mar-Universidade do Algarve, Instituto Dom Luiz-Universidade de Lisboa e a EPOC-Universidade de Bordéus, instituição que lhe conferiu o grau. Recebeu depois um contrato de pós-doutoramento na área de Paleoclima, também na Universidade de Bordéus. Já este ano, conquistou uma bolsa de investigação na área de Geologia Marinha - Paleoclima & Palinologia marinha, no projeto ULTImATum “Understanding past climatic instabilities in the North Atlantic Region”, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT, I.P.)/MCTES.

 

Este projecto vai efectuar, pela primeira vez, a análise simultânea de indicadores climáticos, marinhos e terrestres, em sedimentos marinhos da margem Ibérica e da costa leste dos EUA. Este método permitirá reconstruir as dinâmicas da vegetação, a ocorrência de incêndios e as alterações nos ecossistemas marinhos durante períodos do passado, caracterizados por um aumento contínuo da temperatura e marcados por eventos climáticos abruptos. Esta análise vai permitir compreender os mecanismos que estão naturalmente associados a extremos climáticos (seca, chuvas intensas, incêndios), e avaliar o seu impacto nos vulneráveis ecossistemas da Península Ibérica e costa leste dos EUA. Esta informação é essencial para a previsão e modelação climática do futuro, bem como para a definição de uma política ambiental eficiente e economicamente sustentável.

 

 

Nome: Margarida Fernandes

Instituição: Centro de Física/Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho.

Projeto: Nano-compósitos magneto-eléctricos como plataformas para a regeneração de tecido ósseo.

 

Realizou o seu doutoramento no Departamento de Engenharia Têxtil, da Universidade do Minho, na área da Ciência dos Materiais/Biotecnologia com um trabalho que compreendia o uso de ferramentas biológicas para a funcionalização de fibras para aplicações na área da cosmética e biomédicas. Concluiu o primeiro Pós-doutoramento em Espanha, na Universidade Politécnica da Catalunha, no Departamento de Engenharia Química, onde obteve uma bolsa Marie Curie para estudar novas estratégias para a prevenção da formação de bio-filmes bacterianos em cateteres urinários. De volta a Portugal, está actualmente a fazer investigação no Electroactive Smart Materials Group, no âmbito de uma bolsa financiada pela FCT no Centro de Física/Centro de Engenharia Biológica da Universidade do Minho, trabalhando como investigadora no projecto premiado pela 14.ª edição Mulheres na Ciência.

 

O projecto centra-se na investigação de uma nova geração de materiais activos para a engenharia de tecidos ósseos. Estes materiais têm a capacidade de responder a estímulos físicos, como solicitações magnéticas e mecânicas, e desta forma promover o crescimento celular de osteoblastos (células de osso). Estes estímulos físicos são controlados por um bio-reactor, desenvolvido pelo grupo, que permite a geração de microambientes capazes de simular o ambiente natural das células. O desenvolvimento de técnicas avançadas de engenharia de tecido, que integra a utilização de materiais inovadores para a criação de tecido ósseo novo através da estimulação da capacidade natural de regeneração dos tecidos do paciente, pode contribuir significativamente para o tratamento de lesões e doenças ósseas que afectam milhares de pessoas em todo o mundo.

 

Nome: Carina Crucho

Instituição: Instituto Superior Técnico

Projeto: Nano-cápsulas de sílica para combater bactérias resistentes

 

Com um doutoramento na área de Química Orgânica, atribuído pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa em 2015, Carina Crucho trabalha actualmente como investigadora de pós-doutoramento no Instituto Superior Técnico, no projecto: “A spoonful of sugar helps the medicine go down: mesoporous silica glyconanoparticles for theranostics”, ao abrigo de uma bolsa financiada pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

 

O projecto consiste na criação de um sistema de distribuição e de libertação controlada de antibióticos, sensível ao microambiente bacteriano. Esta maior concentração local de antibiótico vai potenciar o seu efeito terapêutico e evitar a necessidade de dosagens cada vez mais altas, de outra forma necessárias. As bactérias resistentes a antibióticos são um problema à escala global. A nanotecnologia aliada aos antibióticos pode superar a ineficácia dos antibióticos convencionais, ou mesmo dar-lhes uma nova vida. Este conhecimento poderá contribuir para o desenvolvimento de uma nova geração de nano-partículas mais eficientes no combate a bactérias resistentes.

Nome: Inês Bento

Instituição: Instituto de Medicina Molecular

Projeto: Conhecer o parasita da malária através do seu ciclo circadiano

 

Iniciou, em 2008, as aulas do programa de doutoramento do Instituto Gulbenkian de Ciência, tendo desenvolvido o projecto de investigação no Laboratório de Regulação do Ciclo Celular. Em 2012 defendeu a sua tese de doutoramento que tinha como objectivo responder às perguntas: Como e por que razão os gâmetas femininos perdem os centríolos, mesmo sendo estes tão importantes para garantir uma correta divisão celular. Em 2014 iniciou o projecto de pós doutoramento, no Instituto de Medicina Molecular numa nova área de investigação, a parasitologia.

 

O projecto pretende identificar um dos mecanismos conservados do parasita da malária, abordando um conceito inovador na área de investigação da doença - a existência de um ciclo circadiano que permite a este parasita intracelular controlar o tempo, antecipar e adaptar-se às alterações cíclicas e previsíveis do seu ambiente. A identificação da importância do ciclo circadiano para a sobrevivência, virulência e transmissão do Plasmodium, e o conhecimento mais aprofundado das complexas interacções parasita-hospedeiro em todas as fases de desenvolvimento do mesmo, permitirão o estudo de novas estratégias de combate à doença. A erradicação da doença passa por um maior conhecimento de todos os seus estágios, mesmo os mais negligenciados como os que antecedem a fase sanguínea e sintomática da infecção – a transmissão pelo mosquito e a fase hepática do parasita. Com a concretização dos objectivos propostos será possível identificar um alvo terapêutico universal a todas as etapas da vida do parasita.

 

 

L’Oréal: ciência, diversidade e equidade para um mundo melhor

 

O programa L’Oréal Foundation-UNESCO For Women in Science sublinha anualmente vários casos de sucesso de mulheres na ciência que são inspiradores, mas mostra também que existe ainda muito trabalho a fazer para que as mulheres tenham uma presença mais forte em cargos de liderança na área científica. Apesar de globalmente os números serem mais positivos que há 20 anos, quando o programa arrancou, a verdade é que apenas 28% dos investigadores são mulheres, só 3% dos Prémios Nobel da Ciência foram atribuídos a profissionais do sexo feminino, nenhum em 2017, e apenas 11% dos cargos de chefia nas instituições educativas e de investigação são ocupados por mulheres. 

 

A L’Oréal Portugal acredita no poder da ciência e das mulheres na sociedade, e vê esta e outras iniciativas como meios importantes para motivarem as mulheres a explorarem profissionalmente o universo das ciências, em prol de uma comunidade científica sustentada por uma política de igualdade de oportunidades baseada no mérito.

 

Reconhecida pela inovação que traz ao mercado da beleza e cuidados há mais de 109 anos, a L'Oréal sempre baseou a sua estratégia na Investigação e Desenvolvimento (I&D), área que conta actualmente mais 3.862 colaboradores dedicados. O seu investimento anual em I&D ronda os 850 milhões de euros e só em 2016 registou 473 patentes. O objectivo é dar resposta às necessidades e aspirações de milhões de pessoas em todo o mundo e fazê-lo da forma mais sustentável em todas as etapas da cadeia de valor.

 

A L’Oréal integra o TOP 100 do Índice Bloomberg para Igualdade de Género de 2018, que valoriza as empresas mais empenhadas com a promoção da igualdade profissional. Desde 2011, o Grupo tem colaborado com duas organizações independentes: a EDGE (Economic Dividends for Gender Equality) e a GEEIS (Gender Equality European and International Standard), que conduzem auditorias profundas e rigorosas e estudam tanto o equilíbrio dos colaboradores, como as políticas de recrutamento em diversas filiais do Grupo.

Obrigada L’ Oréal, a vitória é difícil, mas lá chegaremos.

M.G.

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