Entrevista: Isabel Angelino I A grande apresentadora da R.T.P.

Isabel Angelino, entrou na RTP a 10 de Junho de 1992, (há 25 anos!)por concurso público divulgado pela TV Guia, (uma revista a que a autora destas linhas deu o melhor de si) seguido de um ano de Curso no Centro de Formação da RTP onde aprendeu técnicas de postura frente às câmaras, dicção e colocação de voz, enfim aquilo que na realidade faz falta a muito boa gente que entra por amizades de, conhecimentos familiares e outras formas muito correntes na actualidade. No dia em que entrou, Isabel Angelino inaugurou as emissões regulares da RTP Internacional como locutora e, desde aí, foi passando por várias áreas televisivas, tais como produção, “pivot” de informação, apresentadora de programas infantis e de entretenimento e repórter junto das nossas Comunidades, onde hoje em dia continua a ser muito acarinhada pelos telespectadores.

No momento das grandes decisões do Festival da Canção, com enormes responsabilidades a nível internacional, Isabel Angelino por ser uma apresentadora que fala muito bem várias línguas, por ter uma invulgar segurança no palco e não precisar de teleponto ou de cartões, é quanto a nós a figura mais indicada para este espectáculo que nos pode tornar mais conhecidos, positivamente. Atrevo-me a escrever esta opinião, porque desde os inícios da nossa participação nos Festivais, fiz um pouco de tudo, desde dar indicações protocolares para a recepção das entidades convidadas, ao vestuário dos participantes através dos acordos com a então Movierecord Portuguesa que patrocinava os Concursos, pois como era natural também aumentava as receitas da publicidade. Por exemplo, lembro-me que o vestido verde da autoria de Sérgio Sampaio, fui eu que o escolhi para a Simone, ir em 1969, a Madrid cantar a “Desfolhada” do meu saudoso amigo e grande poeta Ary dos Santos. Aliás, como eu era a funcionária que seguia a evolução da moda (por ser uma apaixonada dessa área das Artes Decorativas a nível de investigação histórica e de coleccionismo), também trabalhei, em simultâneo na classificação de peças e montagens de exposições no Museu do Traje de 1975 até 1979, num horário extra dos meus serviços obrigatórios na RTP e/ ou na Movierecord, que veio depois a ser a RTC.

A propósito, lembro-me de um Festival de novos valores da música lusófona, que teve lugar no Porto, cuja apresentação foi repartida entre a Isabel Angelino e o Manuel Luís Goucha, organizado por mim e que nunca mais se repetiu, trazendo ao nosso país os jovens músicos e cantores lusodescendentes que decerto sentiram a sua falta. De salientar que a “alma mater” deste evento foi na época o então Director da R.T.P. Internacional – Afonso Rato. Que falta faz este homem nessa instituição.

 

Isabel Angelino é muito mais, mas mesmo muito mais do que a mulher bonita, de sorriso aberto, que identificamos com a RTP. Isabel é muito mais do que isso, é uma profissional de elevada categoria que brilha onde está, quer seja na rádio (onde também já trabalhou), seja no palco ou nos écrans de televisão onde os directos e o improviso constituem a sua diferença e a sua coroa da glória.

M&M - Quer falar-nos de alguns trabalhos mais emblemáticos em que esteve envolvida em representação da RTP?

Destaco a apresentação do 52º. Aniversário da ONU, organizado por Portugal e transmitido em directo da Sede das Nações Unidas em Nova Iorque.

A emoção de me encontrar no local onde se luta pela defesa dos Direitos Humanos e por ter tido a oportunidade de cumprimentar Kofi Annan, então Secretário - Geral das Nações Unidas – uma personalidade reconhecida pela sua luta pela paz no mundo.

Além deste trabalho e de muitos outros, saliento a apresentação oficial da CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e a apresentação do espectáculo comemorativo desse dia, em Belém, juntamente com o jornalista Júlio Magalhães.

Das boas recordações que guardo lembro também a entrevista que fiz por ocasião do Natal, no Palácio de S. Bento, ao então 1º. Ministro de Portugal, António Guterres.

Mas, claro que também não me esqueço das dezenas de programas que apresentei ao longo destes anos, tais como o concurso Miss Portugal e o Festival RTP da Canção, os Programas de Verão feitos pelo país inteiro e onde tive oportunidade de contactar directamente com o nosso publico aproximando os artistas e artesãos portugueses, humanizando a televisão.

 

M&M - Depois de a ouvir sou forçada a perguntar, porque motivo uma mulher com as suas qualidades televisivas, com a sua preparação e garra para além da sua telegenia, porque não lhe proporcionam um programa em que a Isabel possa dar mais ao país e ao seu público?

 

I.A. - Não sou de pedir.

 

M&M - Mas, andando as televisões numas guerras constantes sobre as audiências, sabendo nós muito bem a fraca qualidade e a falta de cultura e profissionalismo que pulula nos outros canais, não será o momento em que deve fazer uma proposta séria que favoreça a RTP e o povo português?

 

I.A. - Já pensei nisso. Quando há dias me falou no sucesso que foi o seu Concurso “Terra Terra/Minha Gente” apeteceu-me trazê-lo de volta, numa edição renovada e que julgo teria tudo a ver comigo. Até era uma homenagem à Alice Cruz e ao Fialho Gouveia. Portugal tem muito para mostrar e para descobrir. A RTP tem sido pioneira nisso, poderemos continuar.

 

M&M - Graças a Deus a Isabel Angelino é muito estimada na Moda & Moda ao ponto de ser a única portuguesa que até hoje foi capa da nossa revista. Mas, isto não é por acaso.

Criticamos com muito rigor a linguagem que se ouve nas rádios e às vezes nas televisões, perfeitamente desajustada da sua função que deve ser de aprendizagem e de respeito pela língua portuguesa. E nisso, a Isabel tem sido uma grande defensora em todo o seu percurso profissional. Ouvi-a não há muito tempo, apresentar um espectáculo no Teatro de S. Carlos e fiquei sensibilizada pela forma impecável como o fez. Lembrei-me da saudosa Maria Leonor, de quem fui amiga e uma referência no mundo da comunicação em Portugal. Só que a Maria Leonor não se agigantava no palco como a Isabel Angelino o consegue fazer. Cada uma no seu papel, a Amália quando entrava em cena enchia o palco e a Isabel Angelino quando apresenta um programa, sempre impecavelmente vestida, honra a nossa terra e a nossa gente.

 

Como tenho a RTP colada à minha pele, gostava de ver o meu canal televisivo em alta. Será um sonho feliz.

 

Entrevista: Marionela Gusmão

Modelos: João Rolo

Fotos: José Luís Teixeira

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