Educação I Enfim Novembro

O mês que marca o meio caminho do primeiro período lectivo chegou e já se sente no ambiente escolar sinais de cansaço quer dos alunos que mantiveram um ritmo de trabalho constante, quer dos professores cada vez mais sobrecarregados com obrigações burocráticas absolutamente irrelevantes e legislação produzida por quem sabe muito pouco do que é a Educação . 

No contexto familiar dos alunos vivem-se os naturais receios de um ano lectivo que pode não correr de acordo com as expectativas. E aqui importa referir que as expectativas não têm que ser apenas as associadas à simples transição de ano porque é natural que os objectivos se tornem mais ambiciosos à medida que o percurso académico dos jovens se vai desenrolando. Por isso, atingir a excelência é um desígnio que, felizmente, move muitos estudantes. 

 

A avaliação intercalar

 

Novembro marca assim o culminar da primeira de muitas etapas e é comum as escolas procederem às chamadas avaliações intercalares, um balanço que, por se realizar após a primeira ronda de testes que os alunos cumprem nas diversas disciplinas, deve ser encarado com uma boa gestão de emoções e cautela diante as informações obtidas. É normal que nesta fase os professores, especialmente se não conhecem os alunos de anos transactos, tenham bastante cuidado na forma como reflectem a apreciação resultante das fichas de avaliação sumativa. Apesar da avaliação ser contínua, o certo é que mês e meio de aulas não se afigura um tempo suficiente para um conhecimento sólido ao nível do que se vai passando nas aulas. Não esqueçamos que as turmas têm entre 28 a 30 ou mesmo 31 alunos e um professor pode chegar a leccionar 12 turmas. Uma operação simples de multiplicação será suficiente para percebermos a impossibilidade de uma apreciação formativa (aula a aula) fundamentada acerca de cada aluno, nesta altura do ano.   

Mas, independentemente das informações que os directores de turma possam fornecer, os pais já tomaram, certamente, o pulso à prestação escolar dos seus educandos e é urgente que em comunhão com eles, reflictam, falem abertamente e com calma sobre os resultados. Se estes foram bons então podem considerar que a estratégia de estudo adoptada estará a ser a acertada e não haverá lugar a desvios mas há sempre a possibilidade de ajustes caso os objectivos não tenham sido alcançados e, sobretudo, se foram conseguidos à custa de demasiado esforço e sobrecarga de horas de estudo. Uma organização rigorosa do tempo é essencial não apenas para que o tempo de estudo seja optimizado mas para que também haja lugar à fruição de actividades lúdicas complementares. A prática de um desporto, a aprendizagem musical, a exploração de competências artísticas, uma visita a um monumento, uma ida ao cinema ou ao teatro, ou simplesmente brincar devem assumir um superlativo lugar na vida e formação dos nossos jovens.

 

O que fazer quando os resultados são insatisfatórios

 

Se os resultados foram insatisfatórios então devem soar campainhas de alerta mas não de alarme. Sem ansiedade nem pânico é importante que todos tenham consciência de que é urgente tomar medidas. Analisar bem as causas de um insucesso que precocemente se desenha num ano lectivo é fundamental e além de uma reavaliação da organização do tempo há perguntas cruciais a fazer relativamente ao processo de estudo individual do jovem estudante e que passamos a enumerar:

- Onde estuda?

O lugar onde se estuda é fundamental. Se o jovem estuda no quarto e sentado na cama com os livros sobre as pernas é certo e sabido que a sonolência e o apelo a um deslizar de corpo falará mais alto. Se trabalha no quarto mas com acesso fácil ao computador e/ou com o telemóvel por perto, provavelmente a sua atenção estará constantemente a ser desviada para as notificações que tilintam como chuva. Podem estudar em qualquer sítio desde que o local e sobretudo o que o rodeia não os perturbe e desvie a concentração que parece ser cada vez mais difícil de conseguir.

 

- Como estuda?

A metodologia de estudo é crucial. A forma mais eficaz depende de cada um porque o que é mesmo importante é que resulte, mas atenção que ler o manual é apenas um primeiríssimo patamar do estudo e os pais não devem assumir o papel de professores fazendo perguntas, respondendo a dúvidas. A criança e jovem estudante aprenderá mais e melhor se fizer ele próprio o esforço de procurar autonomamente as respostas. É sempre muito mais cómodo perguntar ao pai que domina a matemática ou à mãe que escreve tão bem e sempre gostou de História, mas isso não os ajuda, verdadeiramente. Está provado que simular uma aula, nem que seja para si próprio, é a melhor forma de consolidar aprendizagens. Incentivar os filhos a darem uma aula de Ciências ou de História é a garantia de um serão animado e frutuoso. Ainda relativamente a este aspecto é fundamental uma boa gestão dos conteúdos a estudar. Por vezes mais tempo não significa mais nem melhor trabalho. Nunca estudar mais do que 30/50 minutos seguidos e intercalar disciplinas diferentes são algumas das estratégias

- Quando estuda?

Aqui o “quando” tem a ver com dois aspectos: hora do dia e antecedência relativamente aos testes. O melhor mesmo é não estudar nem com fome, nem com o estômago demasiado cheio, nem perto da hora de ir deitar e nunca nas vésperas dos testes quando só deve haver lugar a revisões. Um estudo contínuo, dia a dia permite manter actualizados os conteúdos e a possibilidade de colocação de dúvidas em tempo oportuno.

- Com quem estuda?

O hábito de se estudar em grupo nem sempre resulta, mas por vezes é uma excelente fórmula visto que as fragilidades de uns podem ser colmatadas com os domínios de outros e a linguagem menos correcta do ponto de vista científico mas mais próxima e eficaz dos colegas é uma boa ferramenta para se ultrapassarem alguns bloqueios.

Voltaremos à conversa!

Ana Paula Timóteo

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