“TAILLEURS” NA MODA ITALIANA

Gucci
Max Mara
Ermanno Scervino
Max Mara
Ermanno Scervino
Bottega Veneta
Gucci_067
Alberta Ferretti
Giorgio Armani
Dolce Gabbana
Giorgio Armani
Blumarine
Max Mara
Trussardi
Dolce Gabbana
Max Mara
Bottega Veneta
Alberta Ferretti
Blumarine
Giorgio Armani
Blumarine
Max Mara
Gucci
Roberto Cavalli
Blumarine
Bottega Veneta
Ermanno Scervino
Dolce Gabbana

Os “tailleurs” que já faziam furor nos finais do séc. XIX, foram propostos, muito timidamente, pelos mais consagrados estilistas do Pronto-a-Vestir que apresentaram a sua moda para o Outono/Inverno 2016/2017.

Evidentemente que os modelos que apresentamos resultam de uma escolha centrada no mundo feminino que trabalha e vai a festas de finais de tarde.

A escolha, absolutamente da nossa responsabilidade, rejeitou muitos modelos que não obedecem ao padrão daquilo que é habitual na Moda & Moda.

Predominantemente casaco/calças, sendo que estas últimas nem sempre roçam os artelhos, optamos por vos mostrar as cores mais em voga e os cortes (alguns semi-masculinos) que dão um estilo independente às executivas, embora saibamos que não é pelo vestuário que muitas mulheres se impõem nos seus lugares de chefia. As formações académicas fizeram muito mais do que o simples gesto de tirar o “soutien” – uma peça que faz muita falta para segurar os seios e aliviar o peso que incomoda as costas.

Os “tailleurs” para fim de tarde onde haja lugar para um “cocktail” têm a sua principal variante nos tecidos utilizados que vão dos brocados às sedas franjadas, passando pelo cetim “duchesse” branco do conjunto de casaco/blusa e shorts, mais jovem do que os outros, aos quais se reúne, em especial à beleza chique dos tailleurs de Ermanno Scervino a quem a Moda & Moda dá as boas-vindas e à classe a que a Trussardi nos tinha habituado. Felizmente, há muitas coisas nesta vida que voltam aos seus lugares.  

Escolham, divirtam-se. Algumas destas marcas estão à venda em Lisboa, Porto, Faro, pois sabemos que nem todas as leitoras se deslocam a Milão para se vestir. Estamos convictos que não são as portuguesas que fazem o volume de vendas da caixa que se encerra, em cada loja, nos finais do dia.

Desconheço a que ricos se referem os políticos que sonham com as fórmulas para pagar mais impostos. Provavelmente querem aumentar a listagem de incumpridores. Os verdadeiramente ricos não devem chegar a uma centena e esses riem-se dos mundinhos que pretendem criar à sua volta. Se os cansamos muito, vão-se embora, fecham as empresas, dentro do espírito que não interessa ao país: “quem vier atrás que feche a porta” ou o “último que apague a luz”!

Um bocadinho de juízo, precisa-se!

Marionela Gusmão