Glória de Espanha I Tesouros do Hispanic Society Museum & Library

O Museum of Fine Arts, Houston exibe de 1 de Março a 25 de Maio de 2020, uma notável exposição, intitulada: “Glória de Espanha: Tesouros do Hispanic Society Museum & Library”. A mostra agora patente em Houston, apresenta cerca de 200 objectos, como pinturas, desenhos, esculturas, iluminuras, mapas, têxteis, porcelanas, cerâmicas, metais e jóias - abrangendo mais de 4.000 anos de arte e de cultura hispânica.

As colecções do Hispanic Society Museum & Library, com sede em Nova Iorque, são compostas por obras de arte singulares fora da Espanha, concentram-se na arte e na cultura de Espanha, Portugal, América Latina e Filipinas, desde a Antiguidade até ao início do século XX. 

Acerca do evento, Gary Tinterow, director do Museum of Fine Arts de Houston, disse o seguinte: "O Museu tem o prazer de exibir importantes obras do Hispanic Society Museum & Library para o nosso público em Houston. Estamos gratos aos nossos parceiros da Society por nos cederem estes trabalhos tão importantes para a mostra de Houston". 

 

Visão geral da exposição

A mostra está organizada em seis secções: Antiguidade em Espanha, O Período Medieval, Idade de Ouro em Espanha, Vice-rei e América Latina no século XIX, O Iluminismo em Espanha e a Época Moderna.

Antiguidade em Espanha

O acervo da Antiguidade da Hispanic Society, representa uma das maiores colecções fora de Espanha, destacando a história antiga da Península Ibérica. A exposição inicia-se com um impressionante grupo de trabalhos em metal da cultura celtibérica (entre 150 e 72 a.C.), incluindo pulseiras de prata, torques e fíbulas. A partir do século III a.C., os romanos chegaram à Península Ibérica, controlando eventualmente toda esta região cerca de 500 anos, até ao século V d.C. 

A Hispanic Society reúne uma enorme colecção de obras romanas, incluindo esculturas em mármore, pequenas estátuas e instrumentos de bronze, mosaicos, prata, cerâmica e vidro.

O Período Medieval

Quando o Império Romano declinou, Suevos, Vândalos e Visigodos ocuparam a Península Ibérica, com os Visigodos dominando e estabelecendo a sua capital em Toledo no século V. Sob o domínio dos visigodos, a arte em metal, principalmente jóias e fivelas e relevos de pedra, oferece uma visão deslumbrante  sobre a cultura desse povo originalmente germânico, que se mantinha em grande parte separado dos seus súbditos ibéricos. Cerca de dois séculos depois, os Visigodos foram deslocados pelos muçulmanos que se mudaram do norte da África. A ascendência do Islão é documentada através de esculturas, marfim, cerâmica, têxteis e trabalhos em metal verdadeiramente notáveis.

Idade de Ouro Espanha

A maior secção da mostra é dedicada à Idade de Ouro Espanhola, um período aproximadamente de 150 anos, dos meados do século XVI aos finais do século XVII, que testemunhou a expansão do império espanhol para o Novo Mundo e o florescimento da arte espanhola sob o patrocínio da dinastia Habsburgo espanhola e do Império Espanhol. Foi durante esse período que mestres como Diego Velázquez, Francisco de Zurbarán, Bartolomé Esteban Murillo e Ribera pintaram as suas célebres obras - muitas das quais estão patentes nesta exposição - incluindo o trabalho de Velázquez, Camillo Astalli, conhecido como cardeal Pamphili, (cerca 1650/51). Também foram encomendados trabalhos importantes, como artistas, entre eles o pintor grego Domenikos Theotokopoulos, chamado El Greco, com a Sagrada Família, (cerca 1585), que destaca a profunda espiritualidade das imagens religiosas do artista num momento de reforma e renovação na Igreja Católica.

Vice-rei e América Latina no século XIX 

Após a colonização da Nova Espanha em 1521, que incluía territórios na América do Norte, América do Sul, Ásia e Oceânia, muitos artistas espanhóis emigraram para a América Latina, parte do novo império, do século XVII ao XIX.

Entre os pintores mais conhecidos, destacava-se o artista maneirista andaluz Alonso Vázquez, que chegou ao México em 1603, como pintor oficial do recém-nomeado vice-rei Juan de Mendoza e Luna, terceiro marquês de Montesclaros. Apesar do seu tempo limitado na Nova Espanha, quando o vice-rei morreu em 1608, Vázquez exerceu uma influência significativa sobre os artistas mexicanos nos meados do século XVII. O quadro mais conhecido dessa época, São Sebastião, (cerca 1605), está exposto nesta secção.

As obras do final do século XVIII incluem uma obra-prima recém-descoberta de José Campeche, o principal artista de Porto Rico da era colonial; e um mapa excepcional da Cidade do México pelo arquitecto Ignacio Castera, que o criou em 1778. O produto final, Plano da Cidade do México, é o mapa mais preciso da capital produzido até aquela data. Entre as pinturas latino-americanas da Society do século XIX salienta-se o quadro El Costeño (O jovem da costa), (cerca 1843), de José Agustín Arrieta, um dos artistas mais populares da época no México.

Iluminismo em Espanha

Quando os artistas espanhóis começaram a viajar e a aprender novas técnicas de pintura no exterior (do século XVIII ao século XIX), especialmente em Paris e Roma, os seus trabalhos foram influenciados pelos principais movimentos desses períodos, como o neoclassicismo, o romantismo, o realismo e o impressionismo. A pintura mais célebre da Hispanic Society é o retrato de Francisco de Goya y Lucientes da Duquesa de Alba, 1797, uma das principais pinturas do artista.

Espanha Moderna

A obra de Goya, está representada nas colecções da Hispanic Society por pinturas, desenhos e gravuras, assim como as pinturas de artistas modernos posteriores, incluindo Federico de Madrazo e Kuntz, Eugenio Lucas Velázquez, Joaquín de Sorolla e Bastida e Ignacio Zuloaga. Os trabalhos representados revelam a experimentação com estilos de vanguarda aplicados a temas distintamente espanhóis.

Esta exposição foi organizada pelo Hispanic Society Museum & Library, Nova Iorque. 

Hispanic Society Museum & Library 

A Hispanic Society Museum & Library foi fundada em 1904 por Archer Milton Huntington (1870-1955), com o objetivo de estabelecer um museu público gratuito e uma biblioteca de referência para o estudo da arte e cultura de Espanha, Portugal e América Latina. As colecções da Hispanic Society Museum & Library são incomparáveis ​​pela sua qualidade fora da Espanha, abordando quase todos os aspectos da cultura em Espanha, bem como grande parte de Portugal e América Latina, até ao século XX.

A Hispanic Society Museum & Library é um museu e uma biblioteca de referência para o estudo das artes e culturas da Espanha e Portugal e suas ex-colónias na América Latina, Filipinas e Índia Portuguesa. A Society foi fundada em 1904 por Archer M. Huntington, a instituição permanece na sua localização original num edifício de 1908 Beaux Arts em Audubon Terrace (na 155th Street e Broadway) no bairro mais baixo de Washington Heights, na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos.  Um segundo edifício, no lado norte do terraço, foi adicionado em 1930. A escultura exterior em frente a esse edifício inclui obras de Anna Hyatt Huntington e nove grandes relevos do escultor suíço-americano Berthold Nebel. O complexo da Sociedade Hispânica foi designado Marco Histórico Nacional em 2012.

Em 2017, o museu iniciou uma grande reforma e ficou encerrado ao público até à conclusão da obra. Grande parte da colecção foi cedida a outras instituições durante esse período.

Colecções

O museu contém mais de 18.000 obras, desde os tempos pré-históricos até ao século XX. Há importantes pinturas de Diego Velázquez, Francisco de Goya, El Greco e Joaquín Sorolla y Bastida, entre outras, além de elementos arquitectónicos e de escultura, móveis e metais, cerâmica e têxtil.

Uma componente importante deste museu é a Sala Sorolla, que foi reinstalada em 2010. Nela está exposto o quadro das Províncias de Espanha e mais 14 pinturas encomendadas por Archer Huntington, que Sorolla criou de 1911 a 1919. Essas pinturas magníficas, totalizando mais de 200 pés lineares (61 m), da sala grande, retrata cenas de cada uma das províncias de Espanha.

Entre as obras em papel, 15.000 impressões oferecem uma visão única das artes gráficas em Espanha, do século XVII ao início do século XX. Mais de 175.000 fotografias de 1850 ao início do século XX documentam a arte, a cultura e os costumes de Espanha e da América Latina. 

A Biblioteca oferece recursos incomparáveis para investigadores interessados na história e cultura da Espanha, Portugal, América Latina e Filipinas, com mais de 300.000 livros e publicações, incluindo 15.000 volumes impressos antes de 1701, além de mais de 250.000 manuscritos, cartas e documentos datando do século XI até à actualidade.

A biblioteca contém mais de 250.000 livros, 200.000 documentos, 175.000 fotografias e 15.000 impressões. A biblioteca de livros raros mantém 15.000 livros impressos antes de 1700, incluindo uma primeira edição de Don Quijote. Também contém o manuscrito Black Book of Hours Horae Beatae Virginis Mariae ad usum Romanum (por volta de 1458), um dos poucos trabalhos desse género, e o enorme Mapa do Mundo (1526), de Juan Vespucci.

A missão da Sociedade Hispânica da América é coleccionar, preservar, investigar, exibir, estimular a apreciação e o conhecimento avançado de obras directamente relacionadas às artes, literatura e história dos países em que o espanhol e o português são ou foram predominantes línguas faladas, tudo ao serviço do público e de acordo com os mais altos padrões profissionais.

O Museu é, acima de tudo, um repositório de obras de arte que são ou estão directamente relacionadas aos países em que o espanhol e o português têm sido as línguas predominantes.A missão da Hispanic Society Museum & Library centra-se e emana obras das suas colecções de museus e bibliotecas.

Renovações

Em Abril de 2015, a Sociedade anunciou a nomeação de Philippe de Montebello, ex-director do Metropolitam Museum of Art, de Nova Iorque para presidir ao Conselho de Supervisores e dirigir uma grande instituição, que aumentou a sua área com a junção do antigo edifício vago de Beaux Arts do Museu do Índio Americano, adjacente ao imóvel da Sociedade.  A partir de 1 de Janeiro de 2017, o museu está fechado para grandes reabilitações, embora a biblioteca esteja aberta apenas com hora marcada. Enquanto o museu está fechado, muitas das suas obras foram cedidas a outras instituições. Cerca de 200 das obras mais importantes da Hispanic Society foram exibidas de Abril a Setembro de 2017 no Museo del Prado, em Madrid.  A exposição viajou ainda para o Museu do Palácio de Bellas Artes, na Cidade do México, de Junho a Setembro de 2018; o Museu de Arte e História de Albuquerque, de Novembro de 2018 a Março de 2019; Museu de Arte de Cincinnati, Outubro de 2019 a Janeiro de 2020 e finalmente no Museum of Fine Arts, Houston. 

A exposição é uma montra privilegiada para, a partir do passado, promover Espanha de hoje no panorama internacional, trazendo conhecimento renovado e visibilidade acrescida do país que foi absolutamente fundamental para a criação do Mundo Moderno.

 

Theresa Bêco de Lobo

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