Génius a duas cores

A evolução do desenho entre 1813 e 1920, finalmente, já está patente, tão, nos espaços públicos, do Museu do Chiado, em Lisboa. Trata-se da mais completa retrospectiva desse período, jamais realizada entre nós.

O visitante terá, assim,oportunidade de observar uma colecção de 100 desenhos (entre os que existem nas reservas daquele Museu), estudados e seleccionados por Maria de Aires Silveira, uma das grandes especialistas da área.

O resultado revela-se, pela sua montagem excepcional onde se destaca o encadeamento e ineditismo.

Os trabalhos expostos, na sua quase totalidade desconhecidos dos portugueses, abrangem um período que vai de 1813 a 1920, havendo exemplares que são autênticas obras-primas.

Por motivos de conservação e resguardo, o espólio encontra-se, por norma, nas reservas do edifício.

Dos 33 autores seleccionados destacam-se João Baptista Ribeiro, Vitor Bastos, D. Carlos, Lupi, Tomás da Anunciação, Columbano e Maria Augusta Bordalo Pinheiro. 

A mostra elucida-nos sobre o pensamento e a formação académica do desenho do romantismo, naturalismo e simbolismo.

Considerado, durante muito tempo, uma arte menor, desempenhava funções subsidiárias da arquitectura, pintura, escultura no ensino de Belas-Artes. 

A partir de 1900  afirmou-se como uma expressão criativa autónoma de características próprias.

 

Outras colecções

Os portugueses começaram a interessar-se por esta modalidade artística a partir, sobretudo, da segunda metade do século XX, iniciando-se então exposições de modernistas. Paralelamente apareceram no mercado peças excepcionais, assinadas por Domingos Sequeira,  António Carneiro, Amadeo de Souza Cardoso, Malhoa, Mário Eloy, Almada, Paula Rego, entre outros.

Os próprios museus assumiram, nas últimas décadas, gabinetes especiais de desenhos. Assim o de Arte Antiga reuniu uma vastíssima colecção desde o século XVI a XIX; A Fundação Calouste Gulbenkian apresenta, por sua vez, conjuntos europeus raríssimos, a que juntou obras nacionais modernas e contemporâneas; a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva tem centenas de trabalhos do célebre casal.

Entretanto, a edilidade de Almada juntou, na Casa da Cerca, exemplares representativos do actual desenho.

No Porto, a Fundação Júlio Resende é toda dedicada a esta arte do papel, contendo dois mil exemplares; o Soares dos Reis dispõe de núcleos fundamentais de Vieira Portuense, Pousão e do patrono da instituição.

O Museu de Setúbal preserva o espólio de Pedro Carlos dos Reis e exemplares de Delacroix, Víctor Hugo e Eloy. A Fundação Abel de Lacerda, no Caramulo, tem expostos trabalhos de Dali e Rodin. As Galerias Diogo de Macedo, em Vila Nova de Gaia, guardam peças de Modigliani, Souza Pinto e do seu titular.

Em Cascais destaca-se na Casa das Histórias Paula Rego, um importante núcleo de desenhos doados pela artista.

 

Agora, depois da espera motivada pela pandemia do Covid 19, é tempo de revivermos as obras dos nossos grandes mestres da pintura e do desenho e saborearmos uma grande lição de História dos Mestres da Pintura Portuguesa.

 

António Brás

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