Casacos/Calça I Sobriedade ​​e "valor seguro"

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Os tempos não são, pelo menos em Portugal, para grandes exuberâncias. Do mais pequeno estabelecimento ao maior, há uma palavra que se ouve, com insistência: crise. Em Espanha, onde habita a maior parte da nossa família, os ventos não correm de feição.

Nunca tínhamos visto, nos anos que temos de existência, tanta gente a fazer contas, a converter os euros para escudos, esquecidos todos que a nossa moeda é a da Comunidade Europeia, onde nos enfiaram, sem perguntar se queríamos ou não entrar nessa roda livre.

Se perguntarmos a um cego se quer vista, se quer recuperar a sua visão, ele dirá, de imediato: sim!

E Portugal tinha muita gente, que não sendo de raça branca, rejubilou por passar a ser europeus.

Na Moda & Moda, desde a data da sua fundação até hoje, sempre tratámos de igual modo os de raça branca, os de mistura e toda a gente. Não somos racistas. Só exigimos trabalhar com pessoas sérias, dignas na sua forma de estar e de ser.

Pois bem, aquilo que a signatária e fundadora da Moda & Moda previa -  a história de termos a reconfirmação de sermos europeus -  está a custar-nos muito cara como,  por exemplo, ver as gráficas a encerrarem umas atrás das outras e os seus proprietários até ficarem sem casa para morar. Isto dói. Por outra parte, a maledicência aumentou e a velha frase: “casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”, é uma verdade insofismável. Basta olhar para as Bancas e ler o “Crime 2”, diário, com as notícias dos desesperos a levar a mortes inexplicáveis.

Na imprensa desde a escrita, às rádios e televisões, os rumores que nos chegam não são agradáveis. Ninguém sabe em que dia deixa de ter trabalho.

Perante isto, não nos estranha que as mulheres comprem a roupa que vestem, com mais moderação e que levem em conta os modelos que mais tempo permanecem na moda.

Há já uns bons anos, sem interrupções, que os conjuntos formados por casacos e calças, que abrangem o universo das executivas e de todas as outras mulheres de espírito prático para quem o conforto é uma questão de equilíbrio, são uma opção indiscutível, de tal forma que começam a parecer um pouco uma farda para a guerrilha diária dos transportes, do trabalho onde impera a competitividade, das compras dos produtos alimentares e acima de tudo da maçadoria de fazer contas e contas… Os euros não são elásticos, portanto, não esticam. Valiam 200$00 cada um. E com um euro comprava-se pão para uma família…

Há sempre pessoas de má-fé. E, por razões históricas, as calças entraram no traje feminino quando as mulheres foram forçadas, durante as grandes duas guerras mundiais, a ocupar os postos de trabalho dos homens, acumulando os cuidados com os filhos. E hoje, no séc. XXI, ainda existe quem associe o casaco e calças ao guarda-roupa masculino. Apre!

Não são as calças que conferem ao homem a virilidade nem o papel que lhes cabe na sociedade. Bem pelo contrário, cada vez há mais homens a vestirem roupa nitidamente do guarda-roupa feminino. Pela nossa parte, vistam-se como quiserem. E não serão as calças que tiram às mulheres a graciosidade que desde Eva lhes pertence.

E já que falamos em calças, recordamos que o seu nome de baptismo, causou alguma polémica já que os franceses lhe chamam “pantalon”, os espanhóis “pantalones, provavelmente por ter sido uma peça de vestuário lançada na época de Luís XIII por um actor da Comédia Italiana, de apelido “Pantaléone”. De recordar que, nesse tempo, as calças masculinas não eram mais do que calções armados, com cortes a deixarem ver os forros (os golpeados). Ainda a propósito desses calções, consideramos importante situar Luís XIII, o Justo, na História de França, por ser filho de Henrique IV e da grande Maria de Medicis. A esta rainha, de origem italiana, muito lhe deve a França, pois o seu impulso nas artes e até na perfumaria, nos tecidos e nas rendas, foi enorme e decisivo.

Hoje, as calças são de todos, (homens, mulheres e crianças), pois as distinções de sexo já vivem em paz e liberdade. Oxalá Portugal permaneça em paz com governantes à altura da defesa dos valores históricos e da língua que difundimos pelos mundos onde levámos a fé cristã.

 

 

Marionela Gusmão