Fundação Eugénio de Almeida       

     “Deus, trabalho e perseverança”       

A Fundação Eugénio de Almeida, a mais importante do sul do País, encontra-se numa fase de profundo relançamento cultural, social e económico. 

                                                                                                                                                                            

Em meados do século XX, Vasco Maria Eugénio de Almeida, Conde de Vill`Alva, herdou uma das maiores fortunas portuguesas. Incluía quinze herdades, localizadas no concelho de Évora, totalizando muitos milhares de hectares, além de um vastíssimo património imobiliário em Lisboa, o qual integrava o parque onde se encontra actualmente a Fundação Calouste Gulbenkian.

O jovem, nascido em 1913 e licenciado em Agronomia, dedicou-se imediatamente a desenvolver o património recebido, ao mesmo tempo que iniciava uma importante acção sócio-cultural no distrito de Évora, construindo, por exemplo, o Hospital do Patrocínio (para instalar um Instituto de Oncologia) em memória da sua avó paterna; oferecendo terrenos à Câmara Municipal de Évora para um bairro social e um aeródromo. Em simultâneo concedeu donativos ao asilo de idosos Ramalho Barahona, bem como apoios a pessoas carenciadas.

Casado com Maria Teresa Ortigão Burnay, de quem não teve herdeiros, instituiu em 1963 a fundação com o seu nome. Os seus objectivos são, segundo o testamento,“ assistenciais, educativos, culturais e espirituais”.

 

Convento da Cartuxa

 

Ao longo da vida, o Conde de Vill`Alva salvou importantes monumentos da ruína. Reconstruiu o Convento da Cartuxa que entregou à Ordem de São Bruno, expulsa do País após a revolução liberal. Em 1960, os monges regressam a Évora, onde continuam a ter uma vida solitária e de oração, segundo o seu lema.

Paralelamente, compra e recupera o emblemático Palácio da Inquisição local. Nele instala o Instituto Superior Económico e Social, que se encontra na origem da reimplantação da Universidade de Évora. Recentemente o imóvel sofreu vultuosas obras, sendo transformado no mais importante espaço de exposições de arte-contemporânea do sul de Portugal – onde inúmeros artistas portugueses e estrangeiros têm vindo a apresentar as suas obras.

Vasco Vilalva adquire, ainda, o histórico Paço dos Condes de Basto ou de São Miguel que, após grandes obras, transforma em sua habitação pessoal. No exterior, preserva os vestígios romanos e visigóticos, e no interior os salões cujos tectos ostentam raríssimos frescos quinhentistas, da autoria de Francisco de Campos, com motivos mitológicos e bélicos. A casa, foi recentemente objecto de grandes obras e transformada em museu, dado possuir um recheio (móveis românticos, pintura e tapeçarias flamengas) de invulgar interesse. O acervo decorou em tempos o palácio da família em Lisboa, hoje Quartel-General.

A fundação preserva o arquivo e a biblioteca da família Eugénio de Almeida que guarda livros raros, bem como documentação essencial para o estudo económico, financeiro e social dos séculos XIX e XX. Nos anexos do Paço funcionam os serviços administrativos da Fundação Eugénio de Almeida.

 

Fase dramática

 

O desaparecimento de Vasco Maria Eugénio de Almeida, ocorrido a 11 de Agosto de 1975, em pleno verão quente, marca o início duma fase dramática da Fundação. As herdades são ocupadas e a instituição fica paralisada.

Nos Anos 80 as propriedades são devolvidas, mas a maquinaria estava arruinada, as culturas degradadas e o gado havia desaparecido. Houve que recorrer a empréstimos bancários, passar a gerir directamente as terras e recorrer a inovações tecnológicas e científicas.

Nessa fase, Henrique Granadeiro que o mecenas conhecia desde criança, era administrador / delegado e soube gerir a Fundação. Vivia-se uma situação em que os principais produtos eram os cereais, seguido de carnes e das matérias florestais. E havia uma pequena vinha. A primeira convicção do então administrador foi dar prioridade à vinicultura.

Numa estratégia inovadora, os investimentos passaram a ser, prioritariamente, canalizados para a vinha.

A maior parte dos rendimentos da Fundação provêm dela. Marcas como “Cartuxa” e “Pêra-Manca” são hoje referências a nível internacional.

Têm sido, simultaneamente, realizados grandes investimentos na pecuária, nos cereais e, sem quaisquer subsídios, na reflorestação da zona.

 

Diversificação comercial

 

A produção de azeite de enorme qualidade, também com a marca Cartuxa, está na origem de uma das últimas apostas da diversificação comercial.

Contudo, só no final dos Anos 90 foi conseguida a estabilização financeira, permitindo à Fundação alcançar  uma situação equilibrada.

Isso permitiu inaugurar, em Dezembro de 2002, o Fórum Cultural Eugénio de Almeida, obra emblemática da fundação, dispondo de galerias de exposições temporárias, um auditório e diversas salas de conferências.

No espaço, o primeiro grande centro cultural de Évora, tem decorrido uma intensa actividade cultural. Nele destacam-se exposições de artes decorativas e plásticas com grandes criadores portugueses e estrangeiros, bem como a mostra Tesouros de Arte e Devoção, baseada no inventário artístico da diocese que foi realizado por iniciativa da Fundação.

A Fundação Eugénio de Almeida apoia inúmeras instituições de solidariedade do distrito e concede 200 bolsas de estudo e investigação.

Os últimos anos têm sido de grande expansão cultural, educativa, social e espiritual.

O lema seguido, herdado do fundador, “é Deus, Trabalho e Perseverança”.

 

António de Alte de Mello

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