Franjas I No Inverno 2017/2018

Com uma história que data de milénios, as franjas foram citadas em várias épocas. Basta saber um bocadinho de História de Moda para as conhecermos desde a civilização egípcia, por volta do séc. XV- a.C. Imagine-se!

Em tempos, quando escrevia para a TV Guia, (esse meio vendia 380.000 exemplares por semana e não tinha cedido à desgraça das cunhas nem de meter dirigentes que nem sabem governar-se a si próprios) tive a preocupação de ensinar um pouco de história a quem faz moda e/ou vive dela. Dei aulas de História de Moda na RTP, aos realizadores que a empresa pública formou (para irem depois trabalhar para a concorrência (bonito!) e em outras instituições), apenas por me parecer que, da minha parte, era quase uma obrigação.

Depois, após a morte do meu marido tive que me desdobrar e só dei aulas na RTP, mas por pouco tempo.

Entretanto, o vício da História foi mantido através da Moda & Moda em suporte de papel e nos textos da TV GUIA, uma revista que ganhou milhões, sendo vendida por um euro ao Grupo do Correio da Manhã. O que se esperava do Gerente e da directora que arranjaram? Que provas tinham dado? Enfim… Essa não é a minha praia, como se diz hoje, e não tenho nada a ver com isso. Já nem fazia parte daquela guerra… Quem perdeu foi a RTP! Mas, ainda hoje não deixo de me interrogar a quem se devem as culpas da má organização superior.

Entretanto, o meu vício da História da Moda que começou quando eu era muito jovem e comecei a coleccionar botões, fivelas, diversos acessórios e peças de vestuário tendo apresentado em Abril de 1974 uma Mostra na Feira de Antiguidades e, mais tarde colaborado na Fundação do Museu Nacional do Traje; em dois Museus de Moda em Paris; e apresentado uma exposição de roupa interior na FIL; e, ainda, uma exposição de Leques na Fundação Ricardo Espírito Santo, em Lisboa.

Agora, estou a utilizar a revista online até ao dia em que o tempo de que disponho me permita escrever um ou mais livros sobre este tema.

Entretanto, vamos às franjas que é o motivo deste trabalho. Pois bem, as franjas aparecem citadas em vários documentos antigos. A expressão “tocar a franja do vestuário” gravada numa estátua de um rei da Assíria (séc. VIII a.C.) exprime claramente a relação de vassalagem existente entre o povo e os altos dignitários. Deste gesto simbólico se fez eco, sem dúvida, o texto bíblico do Evangelho de S. Mateus: …”Eis que uma mulher se aproxima de Jesus e toca a franja do seu vestuário dizendo se eu tocar o seu manto, serei salva”.

A simbologia das franjas levar-nos-ia muito longe, mas estamos a tratar de moda e este texto não vai entrar na nossa rúbrica de História.

Por agora falamos das franjas, nos seus movimentos ondulantes, em modelos da casa Pierre Balmain da autoria de Olivier Rousteing, de Michael Kors e do nosso muito amado Jean Paul Gaultier.

Vivam as franjas!

 

 

​Marionela Gusmão

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